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  • Foto do escritorGabriella Ferreira

Análise | The Last Of Us 1x01 ("When You're Lost in the Darkness")

Com primeiro episódio forte, série da HBO mostra que a espera valeu a pena

Divulgação: HBO


2023 acabou de começar, mas, sem dúvidas, já temos uma das séries mais comentadas e populares do ano. ‘The Last of Us’ deu seu pontapé inicial ontem, 15, na HBO (também disponível no streaming HBO Max) com a difícil missão de adaptar um dos jogos mais conceituados pela crítica e amado pelo público de todos os tempos. O principal elemento do universo de TLOU é o fungo cordyceps que, já no seu início, começa a parasitar humanos causando uma infecção cerebral.


Nesse primeiro episódio com quase 1h30 de duração, a série tem a difícil missão de apresentar um universo e personagens que serão indispensáveis para a trama, além de explicar (mesmo que brevemente) o que aconteceu para que chegassem até ali. Por isso, com um prólogo muito interessante, conhecemos um pouco mais sobre o fungo, com a série abrindo com um programa de televisão da emissora ABC nos anos 1960 explicando a diferença de uma pandemia de vírus de uma infecção por fungo. Logo depois, conhecemos Joel (Pedro Pascal) e sua vida pré-apocalíptica até o momento em que a infecção se espalha.


Já nesse começo, sentimos o impacto dramático proposto pela série e conseguimos compreender bem a relação afetuosa de Joel com sua filha. Esse rápido vislumbre da vida dos dois é fundamental para entendermos como o mundo na história mudou radicalmente com a mutação do fungo e de como nada seria a mesma coisa. Para aqueles já familiarizados com a narrativa do game, essa sequência inicial não trouxe surpresas, mas, emocionou da mesma forma. Mesmo sendo uma adaptação extremamente fiel, ‘The Last of Us’ consegue sensibilizar da mesma forma.


Com ótimas atuações de Pedro Pascal e de Nico Parker, vimos Joel perder tudo que importava em uma cena tão desesperadora que conseguimos compreender um pouco do seu jeito nas cenas subsequentes. Vale destacar aqui também as incríveis cenas dentro do carro e toda a agonia que ela conseguiu proporcionar para o telespectador que assistia tenso o desenrolar da situação.


Dividindo o episódio, temos um salto temporal de quase vinte anos e encontramos aqui um mundo completamente diferente e destruído pela infecção. Joel mora na zona de quarentena de Boston, rigidamente administrada pela Agência Federal de Resposta a Desastres (FEDRA) com sua parceira Tess e os dois trabalham paralelamente como contrabandistas no local.


Nesse contexto, também conhecemos os Vagalumes, um grupo rebelde de oposição à FEDRA que luta a favor da democracia e da liberdade. Quando Joel não consegue contatar o seu irmão em Wyoming, ele e Tess tentam comprar uma bateria de carro e acabam indo ao encontro do grupo rebelde. Lá, os dois se deparam com Marlene, líder dos Vagalumes que está ferida. Nessa situação, ela pede para que Joel e Tess levem Ellie (Bella Ramsey) até o Capitólio Estadual de Massachusetts para entregá-la aos Vagalumes em troca de insumos.


Essa apresentação do universo e das suas novas configurações foi um pouco superficial, mas, sem dúvidas, será extremamente mais explorada nos próximos episódios. O objetivo é familiarizar o telespectador com o universo e esse primeiro episódio consegue fazer isso muito bem já que era preciso mostrar tanto a vida pré-apocalíptica do Joel, quanto seu encontro com Ellie, já que isso é a espinha dorsal da história que teremos pela frente.


‘The Last of Us’ consegue, neste primeiro episódio, se apresentar bem para o público e atiçar a curiosidade em relação ao universo e em relação ao mistério que envolve a Ellie. Com mais oito episódios pela frente, não há o que questionar em relação a qualidade da série desde esse primeiro momento, resta saber se ela seguirá em alto nível ao contar uma das histórias mais bonitas, verdadeiras e brutais do mundo dos games.

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