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  • Foto do escritorMatheus Gomes

Crítica | Cobra Kai (5ª Temporada)

Após quase meia década, a série mostra que ainda tem forças pra continuar lutando.

Divulgação: Netflix


Chegada recentemente à Netflix, a 5ª temporada de ‘Cobra Kai’ era rodeada de grandes expectativas após um grande gancho deixado pelo final do ano anterior. Com uma história que promete novos rumos para seus personagens, a nova temporada embarca de vez em seu estilo único (e exagerado) para trazer nova vida ao enredo. Afinal, será mesmo que ainda há o que ser contado após 5 anos?


O novo ano inicia mostrando os efeitos do torneio que encerrou a temporada anterior. Com os dojôs de Lawrence e LaRusso fora da jogada, Terry Silver domina o cenário carateca do Vale, ampliando exponencialmente o domínio do Cobra Kai. Essa nova dinâmica mostra muito do que a série vem tentando alcançar com o passar dos anos. Já que, com a aparição de cada vez mais tramas e vilões do passado, há um notório esforço empregado pelos roteiristas para que a série não se torne repetitiva como a maioria das produções do catálogo da Netflix.

Divulgação: Netflix


Com isso, é preciso dizer que a 5ª temporada tem sucesso nesse quesito. Deixamos de lado a velha rixa entre Johnny Lawrence e Daniel LaRusso — que impregnou temporadas anteriores — para focar no desenvolvimento do restante dos personagens. Nesse cenário, o tempo de tela é dividido entre muitos dos nomes que já conhecemos, que agora tiram um tempo para mostrar ‘Cobrai Kai’ não é só sobre caratê.


Vale pontuar que, de maneira geral, todo o elenco trabalha bem. Com poucas exceções aqui e ali, tanto o elenco jovem quanto o mais maduro é eficiente no desenrolar de suas tramas. William Zabka e Ralph Macchio estão bem como sempre na pele dos eternos rivais Johnny e Daniel, os papéis de suas vidas. Amanda LaRusso e Chozen, por sua vez, são grandes joias dessa temporada, entregando cenas de comédia louváveis e divertidíssimas.


Contudo, essa temporada também foi eficaz em trazer boas doses de emoção.Nesse cenário, acompanhamos a jornada de personagens como Miguel (Xolo Maridueña) e Sam (Mary Mouser), os quais embarcam em uma espiral de autoconhecimento para além dos tatames. Porém, o foco mesmo está na desenvoltura de Terry Silver e John Kreese enquanto antagonistas: de um lado, temos o vilão da temporada, mais ardiloso e perigoso do que nunca; do outro, um antagonista traído, jogado na prisão e forçado a encarar os demônios de seu passado.


Claro, todos esses aspectos mencionados são rodeados de muita breguice, bem como momentos espalhafatosos e constrangedores. Porém, esse talvez seja o cerne do sucesso de ‘Cobra Kai’: sua capacidade de não se levar à sério.

Divulgação: Netflix


Em relação a aspectos técnicos, pode-se dizer que a qualidade se mantém. Com lutas bem coreografadas e uma trilha sonora oitentista marcante, a série preserva a essência de Karatê Kid sem necessariamente se escorar no material original. Temos grandes referências e voltas ao passado para amarrar pontos no roteiro, algo que já vinha sendo feito surpreendentemente bem em temporadas anteriores e, aqui, o feito se repete. Aliás, é no uso da nostalgia que a série encontra sua arma mais poderosa, já que é bastante competente no uso de suas referências, algo que deixa qualquer fã acolhido.


Com isso, a 5ª temporada de ‘Cobra Kai’ faz a série escalar rumo à consagração como uma das produções mais interessantes da plataforma. Brega como nunca, divertida como sempre, a série parece ter encontrado seu tom e mostra que, apesar de seus erros, ainda tem força para encarar os próximos anos. Assim, com um elenco carismático e boas histórias, é preciso dar o braço a torcer e reconhecer que, de fato, Cobra Kai nunca morre.


Nota: 4,5/5

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