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  • Foto do escritorGabriella Ferreira

Crítica | Derry Girls (3ª temporada)

Com três temporadas, série irlandesa chega ao fim sendo uma das melhores comédias adolescentes dos últimos tempos

Divulgação: Netflix


Distribuída mundialmente pela Netflix, a série “Derry Girls” teve sua terceira e última temporada lançada neste mês de outubro no streaming. Criada em 2018 por Lisa McGee, a série conta, de modo principal, as aventuras de Erin (Saoirse-Monica Jackson), Orla (Louisa Harland), Clare (Nicola Coughlan), Michelle (Jamie-Lee O'Donnell) e James (Dylan Llewellyn) na pequena cidade de Derry, na Irlanda do Norte durante a década de 90. Além de frequentarem uma escola secundária para meninas católicas, o grupo de amigos ainda precisa enfrentar os desafios da adolescência.


De plano de fundo na vida desses jovens surge um conflito político que assolou a Irlanda na época, onde Derry era um dos principais palcos de disputa entre protestantes e católicos. É quase como acompanhar um documentário irônico, divertido e espirituoso em uma zona de guerra. Em três temporadas, o assunto foi ganhando forma e se inserindo nas narrativas de cada personagem e dos seus conflitos internos.


Mas os problemas perpassam a política e suas violências e entram nas temáticas que se encaixam na vida de qualquer adolescente: Problemas com dinheiro, status social, brigas com a família, e dificuldades na escola são alguma das coisas que Erin, Orla, Clare, Michelle e James enfrentam ao longo dos episódios. E é no decorrer dessa trama que “Derry Girls” conquista o telespectador e transforma esses personagens em quase amigos íntimos da nossa vida.

Divulgação: Netlix


Afinal, é muito difícil não se apegar a essa galera. A série tem uma vibe muito nostálgica, engraçada e familiar, segue em uma crescente até a sua terceira temporada e termina de uma forma espetacular sem perder seu charme e diálogos fortes e afiados. Seguindo a estrutura clássica das sitcoms, “Derry Girls” sabe executar bem todos os clichês do gênero durante os menos de 30 minutos por episódio.


Sendo pouco conhecida no Brasil e sabendo o momento certo de parar de contar uma história, a série terminou sem muito alvoroço e deixou em mim uma sensação muito contraditória, pois, eu facilmente assistiria mais uns 200 episódios sobre a vida de cada um. Mas, a série termina de uma forma tão incrível que é impossível querer um outro final.


No fim das contas, o que importa é que “Derry Girls” merece ser assistida e compartilhada, mesmo depois do seu fim, para a nossa geração e para a geração mais nova que vem por aí. Sua temática nunca envelhece e ter Erin, Orla, Clare, Michelle e James te acompanhando, nem que por pouquíssimo tempo, na adolescência deve valer muito a pena.


Nota: 5/5

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