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  • Foto do escritorÁvila Oliveira

Crítica | Five Nights at Freddy's - O Pesadelo Sem Fim

Produção se esforça para se levar a sério, mas é pedir demais do público

Foto: Divulgação


No Freddy Fazbear's Pizza, robôs animados fizeram a festa das crianças por anos, hoje vivem no esquecimento e confinados nas ruínas do restaurante. E quando chega a noite, eles se transformam em assassinos violentos. O novo segurança noturno, Mike Schmidt (Josh Hutcherson), assume a função sem saber detalhes do passado e do presente do local abandonado, e aos poucos vai ter que descobrir o segredos por trás da história do estabelecimento e de seus personagens assustadores.


Preciso começar confessando que só fui tomar conhecimento do longa-metragem alguns dias antes de entrar na sala de cinema. No entanto, não entrei em detalhes em minha busca. O que eu sabia: que era uma adaptação de um jogo e que envolvia robôs de um lugar abandonado. Não sabia o teor. Não sabia o enredo. Não sabia a abordagem do jogo ou do filme e todo o restante. Foi bom por um lado e ruim por outro. O lado ruim é que existem detalhes e referências que somente que é familiarizado com o material base vai conhecer e talvez isso facilite a deglutição da farofada que é o filme. O lado bom é que seu conhecesse qualquer informação a mais do que eu sabia provavelmente eu não teria ido assisti-lo.


Não é uma história rasa, ela é cheia de camadas e os pontos são bem ligados, o que não signifique obrigatoriamente que faça algum sentido. Não sei o quão fiel é ao jogo e o quanto foi enxertado para ganhar tempo em cena, mas o detalhamento do arco onírico do protagonista Mike rouba um espaço que poderia ser mais aplicado com os robôs do que com seus fantasmas. O texto na verdade é uma grande patacoada e só funciona bem quando ele abraça suas contradições e falhas e se assume como a grande confusão que é, o que infelizmente só acontece na meia hora final. Na primeira parte o filme tenta caminhar entre o suspense psicológico, o terror e a comédia, porém consegue seus melhores momentos no humor.

Foto: Divulgação


Claramente a diretora Emma Tammi e os produtores “se preocuparam” em deixar o resultado mais limpo possível para alcançar uma faixa maior de público, afinal, pelo que entendi, crianças de uma certa faixa etária forma uma grande parcela do público do jogo. E embora não haja grandes problemas técnicos em cena, o tom café com leite impede o produto de ganhar personalidade por mais que se distanciasse da sua referência.


Essa não é a primeira produção de Hollywood que aborda brinquedos vivos (e suas derivações) nem mesmo esse ano, e não fosse o apelo visual que os personagens possuem – e, claro o enorme número de fãs – talvez caísse no esquecimento facilmente. Tudo nos bonecos protagonistas do filme clama por desdobramentos de marketing e venda de produtos licenciados. E como toda boa farofa marqueteira, Five Nights at Freddy's tem muito potencial para virar franquia e também virar clássico cult num futuro não tão distante, onde será aclamado mais por seu meio do que propriamente por sua mensagem.


Talvez o anacronismo seja mesmo o maior vilão do longa, tudo em sua estrutura imprime filmes vistos pelos millenials nas sessões vespertinas de televisão ou alugadas em grossas caixas de VHS, para hoje não vejo mais tendo muito espaço, afinal de contas é uma diversão descompromissada e até bem inofensiva. Espero estar errado.


Nota: 2,5/5

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