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  • Foto do escritorMaryana Leão

Crítica | Ghosted: Sem Resposta

Se o maior problema fosse a falta de respostas ainda se salvaria algo

Foto: Divulgação


Quando vi que a maravilhosa Ana de Armas estaria em mais um filme de ação logo pensei: será que dessa vez vem um baita acerto ou um erro? Minhas expectativas aumentaram ainda mais quando soube que ela estaria contracenando com Chris Evans, já que a dinâmica entre os dois foi algo que deu muito certo anteriormente, afinal atuaram juntos em Entre Facas e Segredos e mostraram que a relação entre eles na tela é muito boa. Contudo, depois de ver os primeiros trailers e pôsteres a vontade de ver o longa caiu vertiginosamente, mas ainda assim eu esperava genuinamente que o carisma dos protagonistas salvasse o longa, por isso fui ver com o coração aberto - mas sem esperar muita coisa - e mesmo assim o resultado foi desastroso.


Em Ghosted: Sem Resposta acompanharemos Cole, um fazendeiro certinho, que em um dia normal de trabalho conhece e logo se apaixona por Sadie, uma misteriosa e enigmática agente da CIA. Com um primeiro encontro bem característico do cinema, em um dia inteiro repleto de risadas, conversas, refeições e afinidade, Cole vai para casa iludido e cheio de esperanças que o relacionamento dará certo. Ele não contava, porém, que Sadie não daria qualquer notícia ou responderia suas mensagens. Depois de ir atrás de sua amada em outro país, o fazendeiro - obviamente - é sequestrado e descobre que Sadie é na verdade uma agente secreta temida por muitos, em uma importante missão para salvar o mundo de uma grande ameaça.


Pois é, mais clichê impossível. Aposto que você deve estar pensando que já viu várias histórias parecidas por aí, e isso provavelmente é verdade. Tudo aqui é reciclado de outras produções, como Sr. e Sra. Smith ou Encontro Explosivo. Algumas coisas me fazem pensar que esse filme poderia facilmente ter sido escrito por uma IA e ninguém duvidaria. Desde a trama, de salvar o ingênuo parceiro em apuros que em algum momento também fará parte da aventura, até os personagens secundários extremamente vazios, rasos e sem qualquer desenvolvimento.

Foto: Divulgação


O diretor, Dexter Fletcher, já conhecido pelo excelente trabalho que fez com o maravilhoso Rocketman desandou bonito com esse aqui, e teve sua assinatura bem apagada e sem qualquer traço de personalidade característico de seus projetos. As cenas de ação são bem engessadas e não fogem do mesmo, a comédia jogada na tela a todo momento fala muito mais alto do que a ação em si, mas utiliza um roteiro simples e pouquíssimo inspirado para isso. O pouco que consegue se salvar ainda é a dupla de atores que se destacam individualmente e até são carismáticos, mas conjunto se esforçam pra emplacar esse romance que, sinceramente, não convence e resulta em um casal sem química alguma.


A comédia romântica de ação em questão está longe de ser ótima, mas quando é levado em conta aquilo que ela se propõe a ser, e sem qualquer pretensão de se levar a sério, até consegue divertir e entreter em alguns momentos pontuais. Não apresenta nada de novo ou surpreendente, muito menos algo que revolucionará o gênero, mas se você fizer um esforço de esquecer a ação e for só pela comédia cafona quem sabe você ainda possa se divertir um pouquinho.


Nota: 2,5/5

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