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  • Foto do escritorFilipe Chaves

Crítica | O Cavaleiro do Rei

Novo drama histórico nigeriano da Netflix tem uma história forte, contada de uma forma simples, mas que surpreende

Divulgação: Netflix


Baseado em eventos reais, “O Cavaleiro do Rei” se passa nos anos 1940, no Império Oyo. Lá eles têm uma tradição, que, com a morte do rei, um cavaleiro se sacrifica para servir seu governante no além. No entanto, alguns acontecimentos impedem que se cumpra o ritual e uma súbita tragédia acontece.


O filme tem uma forte mensagem anticolonialista, e ainda sobre honra e dever. Tentando evitar spoilers, vou tentar falar de uma forma geral e que não atrapalhe a experiência de ninguém, principalmente nas surpresas do final. É fascinante conhecer mais dessa cultura e apesar de ter apenas 1h30, o longa consegue contar muito bem a história que pretende, cheio de vida e cores vibrantes, com ótimas atuações de Odunlade Adekola e Shaffy Bello, que emocionam e convencem de uma forma genuína.

Divulgação: Netflix


A Inglaterra se faz faz presente na história através do oficial Simon (Mark Elderkin), que quer impedir o sacrifício, pois do seu ponto de vista, ele acha inadmissível um suicídio assistido e celebrado assim. É uma cultura desconhecida e que o inglês não quer aceitar, mas onde ele não deveria se meter, somente observar e ficar de fora, já que em nada afetaria a sua nação como ele pensava. Para o povo de Oyo, é algo que tem que acontecer para que a tradição se mantenha, é um grande motivo de honra e dever para eles, e é assim que as cenas finais têm um significado enorme.


Um dos pontos mais positivos da Netflix é trazer filmes fora do eixo hollywoodiano e nos apresentar algo que, sem o streaming, seria quase impossível de saber que pelo menos existia. Esse filme é um dos casos. É uma história bonita sobre essa tradição de um povo, cheio de alegria e vida, o que reflete na música e no figurino, mas à medida que o tempo passa e as coisas tomam outro rumo, vai se tornando mais sério e sombrio. É um trabalho delicado e honesto do diretor Biyi Bandele (in memoriam), sem artifícios desnecessários, que sabe a história que tem em mãos e como quer contá-la. E o faz da melhor maneira.


Nota: 4/5

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