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  • Foto do escritorFilipe Chaves

Crítica | Swagger (Temporada 2)

Ainda melhor que a estreia, série retorna mais madura e centrada

Foto: Divulgação


É sempre um desafio, principalmente para uma série adolescente, depois de uma sólida temporada de estreia, retornar e manter a qualidade. Fico feliz em dizer que Swagger conseguiu o feito de se superar, mesmo que nem tudo seja perfeito. Retomamos alguns anos depois e Jace (Isaiah Hill) e seus amigos estão com uma vida totalmente diferente, já graças ao basquete. Eles jogam para o Mustangs de Cedar Cove, um colégio de elite. Dinheiro não é mais um problema e o que não falta são propostas de faculdades para os rapazes, que estão em seu último ano, e claro, Jace brilhando cada vez mais. No entanto, quando assuntos do passado ressurgem, tudo pode ir por água abaixo.


Quando a temporada começa a desenhar essa trama, fiquei com um pé atrás, confesso. Outras séries do gênero já caíram na armadilha de querer abordar violência em suas diversas formas e falharam. Felizmente, os novos episódios conseguiram lidar com maturidade, respeitando a evolução dos personagens e tratando o assunto com a seriedade que ele merecia. Essa narrativa permeia a temporada toda, quando Jace, Phil (Solomon Irama), Drew (James Bingham), Musa (Caleel Harris) e Crystal (Quvenzhané Wallis) vêem seus futuros em jogo. Ressaltando o forte laço de amizade entre os garotos e também com o Treinador Ike (O’Shea Jackson), ainda serviu para reaproximar Jace e Crystal, que estavam afastados há um tempo.

Foto: Divulgação


É também com essa trama, que as limitações do elenco jovem ficam mais evidentes. Eles são bons quando estão em cenas rotineiras, mas quando alguma sequência, geralmente dramática, exige mais deles, é notório que há um esforço, porém nem todos conseguem transparecer a emoção que o momento pede. Com exceção de Caleel Harris, que segue firme e forte como o melhor deles. O que ameniza essa falta, digamos assim, é a química poderosa dos atores, com um entrosamento que funciona muito bem. Assim como a de Quvenzhané Wallis e Isaiah Hill, que ganharam um ótimo episódio focado na relação dos dois.


Todavia, o episódio que merece mais destaque, que traz o que Swagger tem de melhor e onde ela pode se diferenciar mais das inúmeras séries adolescentes, é o 5º da temporada, chamado “Are We Free?”, que se passa em um centro de detenção juvenil, onde o time de Cedar Cove vai jogar uma partida amistosa. O seriado sempre teve muito a falar sobre o racismo, e é inegável como uma coisa se conecta a outra. Jace e companhia notam que se o esporte não tivesse mudado a vida deles, eles poderiam estar ali, e que infelizmente eles parecem exceção para uma regra. O ponto chave é quando eles reencontram um ex-colega de time que está lá e a conversa dele com o Treinador Ike é de partir qualquer coração, em uma das melhores horas do ano.


A direção e o roteiro do episódio citado são realmente especiais, mas a temporada toda é muito bem desenvolvida em ambos os quesitos. Os jogos de basquete continuam muito bem dirigidos. Gosto como a câmara uma hora nos faz sentir que estamos dentro da quadra e outra que estamos na arquibancada. De qualquer forma, é impossível não vibrar com as vitórias ou sofrer com as derrotas. E é sobre isso que o último episódio fala tanto. É um belíssimo encerramento, que mostra que nem toda perda é o fim do caminho. Temos algumas cenas bem clichês, mas que não encaro como problema porque são bem feitas e emocionam bastante, e a sensação que o ciclo se fecha é iminente. Não há confirmação de uma 3ª temporada ainda, mas se tem uma coisa que eu aprendi com Swagger, é que sonhar não custa nada e pode mudar nossa vida.


Nota: 4/5

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