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Crítica | Deadpool & Wolverine

Maryana Leão

25 de jul de 2024 · 2 min de leitura

Se esse for o novo MCU, um futuro deprimente nos aguarda

Foto: Divulgação


Não é novidade para ninguém que os filmes de super-heróis atingiram seu ápice de popularidade alguns anos atrás e posteriormente começaram a sofrer grandes rejeições pelo público em geral e até por aqueles que eram apaixonados por esse universo, mas que ficaram saturados de ver tanto do mesmo, produção após produção. É nesse cenário de fracassos e descontentamentos - com alguns poucos filmes que se salvam - que surge Deadpool & Wolverine, a mais recente aposta da Marvel que tem como carro-chefe o apelo pela nostalgia e a enxurrada de fan service.


Olhando para trás e analisando os dois longas anteriores do Deadpool já dava para esperar o que encontraríamos nesse terceiro filme, de piadinhas que quebram a quarta parede até zoação com todo universo cinematográfico da Marvel. Só que dessa vez teríamos uma contribuição a mais, ninguém menos que o Wolverine, adorado por tantos e interpretado pelo querido Hugh Jackman. Logo pensei que não era tão difícil errar nesse, afinal bastava entregar uma boa aventura com algumas pitadas de fan service para agradar aquele fã mais exigente. Infelizmente eu estava bastante enganada a respeito.


O alívio cômico, adorado por tantos e presente nos longas anteriores, quando usado vez ou outra durante o desenvolvimento da narrativa conseguiam até trazer um bom equilíbrio para contar a história. Aqui, contudo, o excesso e o exagero de piadinhas que podem até agradar outro público, mas que não me agradaram nem um pouco, serviu somente para diminuir ainda mais minha paciência com o filme que não caminhava para lugar nenhum e que a cada duas frases soltava algo sem sentido somente para ocupar espaço e tempo na tela.

Foto: Divulgação


Deadpool & Wolverine se pauta unicamente na nostalgia e faz dela seu maior pilar para tentar contar alguma história. No entanto, para a surpresa de quase ninguém, não é só de fan service que se faz um bom filme e isso fica escancarado aqui. Com um roteiro que não vai a lugar nenhum, basicamente inexistente, um fan service excessivo, que até satura, lutas que não empolgam e uma vilã extremamente fraca, praticamente nada nesse longa se sustenta ou se salva, a não ser a trilha sonora que renderam alguns poucos momentos bons.


Sinto que a Marvel colocou muitas de suas fichas nesse filme esperando desesperadamente o sucesso e o fim da fase ruim, mas se esse era o trabalho capaz de dar uma respirada e um alívio na Marvel, saio sem muita confiança no que o futuro do MCU tem a oferecer. Mesmo não esperando muita coisa e com baixas expectativas ainda consegui sair decepcionada. No final, o saldo foi um ou outro risinho singelo e fraco, não mais que isso.


Nota: 2/5

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Crítica | Deadpool & Wolverine

25 de jul. de 2024
2 min de leitura

Atualizado: 8 de out.

Se esse for o novo MCU, um futuro deprimente nos aguarda

Foto: Divulgação


Não é novidade para ninguém que os filmes de super-heróis atingiram seu ápice de popularidade alguns anos atrás e posteriormente começaram a sofrer grandes rejeições pelo público em geral e até por aqueles que eram apaixonados por esse universo, mas que ficaram saturados de ver tanto do mesmo, produção após produção. É nesse cenário de fracassos e descontentamentos - com alguns poucos filmes que se salvam - que surge Deadpool & Wolverine, a mais recente aposta da Marvel que tem como carro-chefe o apelo pela nostalgia e a enxurrada de fan service.


Olhando para trás e analisando os dois longas anteriores do Deadpool já dava para esperar o que encontraríamos nesse terceiro filme, de piadinhas que quebram a quarta parede até zoação com todo universo cinematográfico da Marvel. Só que dessa vez teríamos uma contribuição a mais, ninguém menos que o Wolverine, adorado por tantos e interpretado pelo querido Hugh Jackman. Logo pensei que não era tão difícil errar nesse, afinal bastava entregar uma boa aventura com algumas pitadas de fan service para agradar aquele fã mais exigente. Infelizmente eu estava bastante enganada a respeito.


O alívio cômico, adorado por tantos e presente nos longas anteriores, quando usado vez ou outra durante o desenvolvimento da narrativa conseguiam até trazer um bom equilíbrio para contar a história. Aqui, contudo, o excesso e o exagero de piadinhas que podem até agradar outro público, mas que não me agradaram nem um pouco, serviu somente para diminuir ainda mais minha paciência com o filme que não caminhava para lugar nenhum e que a cada duas frases soltava algo sem sentido somente para ocupar espaço e tempo na tela.

Foto: Divulgação


Deadpool & Wolverine se pauta unicamente na nostalgia e faz dela seu maior pilar para tentar contar alguma história. No entanto, para a surpresa de quase ninguém, não é só de fan service que se faz um bom filme e isso fica escancarado aqui. Com um roteiro que não vai a lugar nenhum, basicamente inexistente, um fan service excessivo, que até satura, lutas que não empolgam e uma vilã extremamente fraca, praticamente nada nesse longa se sustenta ou se salva, a não ser a trilha sonora que renderam alguns poucos momentos bons.


Sinto que a Marvel colocou muitas de suas fichas nesse filme esperando desesperadamente o sucesso e o fim da fase ruim, mas se esse era o trabalho capaz de dar uma respirada e um alívio na Marvel, saio sem muita confiança no que o futuro do MCU tem a oferecer. Mesmo não esperando muita coisa e com baixas expectativas ainda consegui sair decepcionada. No final, o saldo foi um ou outro risinho singelo e fraco, não mais que isso.


Nota: 2/5

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