top of page

Início > Críticas

​

Crítica | Só Se For Por Amor (1ª Temporada)

David Shelter

15 de out de 2022 · 3 min de leitura

Apesar do talento de seu elenco, o cansaço da trama impede que a série atinja seu potencial.

Divulgação: Netflix Brasil


No dia 21 de Setembro chegou ao catálogo da Netflix a série brasileira ‘Só Se For Por Amor’, ambientada num cenário sertanejo, mas não se prendendo somente a isso, ela traz uma história repleta de personagens que têm uma ligação direta ou indireta por causa da música. Com um vasto elenco também versado em cantoria, ela inicia a sua trajetória apresentando um ponto de partida em comum para todos eles; a morte de um cantor amado do gênero em questão. A partir disso, tudo vai se afunilando para a trama central da temporada.


‘Só Se For Por Amor’, além de ser o título da série, é também o nome da banda formada por Deusa, interpretada por Lucy Alves, que é o maior destaque deles, tanto a atriz quanto a personagem, seguida de Filipe Bragança, responsável por interpretar Tadeu e ser o contraponto de drama da protagonista. Fechando a banda temos Micael, Adriano Ferreira e Giordano Castro. Juntos, eles encabeçam a trama até o momento em que ocorre a separação de Deusa, que aceita uma proposta de carreira solo, a partir daí a história começa a apresentar mais de perto cada um deles. A maior surpresa talvez seja a chegada de Agnes Nunes, que interpreta Eva, de início parece só mais uma personagem secundária, mas com o desenrolar de tudo ela acaba se agigantando, especialmente pela sua presença vocal.

Divulgação: Netflix Brasil


A série tem um começo bastante arrastado, o seu piloto tem um ritmo tão lento que em sua metade deixa a sensação de que já se passaram duas horas de episódio. O problema é que apesar de ter somente seis episódios, essa lentidão persiste por todos eles, causando uma fadiga que deixa o charme da série de escanteio. É até compreensível que se precise trabalhar os personagens, no entanto, parece não haver uma medida do que é necessário ser trabalhado nesse momento da série, gerando tramas e mais tramas e fazendo com que o tempo se estenda para caber tanta história que poderia ter sido cortada ou apenas encaminhada para ter um foco futuramente.


Entrando no quesito musical, que é onde a série tenta se encontrar, se o foco fosse somente nesse sentido, ela teria se dado muito melhor. Ela conseguiu reunir um elenco que encanta quando solta a voz, por mais que alguns falhem em outros quesitos. Como dito antes, Lucy Alves e Agnes Nunes são aqui quem mais se destacam, mas o interessante é que ela não se prende somente a seus personagens principais quando parte para o canto. Nos destaques coadjuvantes, tivemos a sorte de poder apreciar e admirar a talentosa Jeniffer Nascimento, que tem uma voz poderosa e que pode ter mais do seu potencial explorado futuramente. Também vale uma citação para Filipe Bragança, o ator que se tornou conhecido por 'Chiquititas', vem crescendo cada vez mais no cenário do audiovisual, e aqui ele mostra um pouco do seu talento como músico e cantor.


Por fim, apesar de ter um visual bastante bonito, ela exagera no drama fazendo surgir um cansaço que poderia ter sido evitado. É o tipo de produção que cria muitos caminhos por onde seguir e que vai se perder se não conseguir administrar bem tantas tramas que resolveu inserir e tantos personagens que decidiu destacar. Tem um elenco empenhado e que se encaixa bem, só precisa encontrar um ritmo melhor para o que ela tenta propor, para não pecar pelo excesso de tempo outra vez.


Nota: 3,5/5

LEIA TAMBÉM

CRÍTICAS

Crítica | Os Farofeiros 3

CRÍTICAS

Crítica | Godzilla Minus Zero

CRÍTICAS

Crítica | Tudo Pode Ser Visto (Mostra de SP 2026)

MAIS RECENTES

NOTÍCIAS

Bruna Linzmeyer vive sua primeira grande vilã em Virtuosas: “É um...

NOTÍCIAS

Mason Reeves não leu o roteiro de Josephine e decidirá aos 18 anos se...

CRÍTICAS

Crítica | Os Farofeiros 3

CATEGORIAS

Notícias
Críticas
Análises
Awards Season
Crias do Brasil
Listas
Entrevistas
Festivais

NEWSLETTER

image.png

Cinema brasileiro, festivais e temporada de premiações direto no seu e-mail

MAIS LIDAS NO MÊS

01

NOTÍCIAS

Lázaro Ramos diz que Feito Pipa propõe uma "pedagogia do afeto" ao...

02

NOTÍCIAS

Uma adaptação de Os Imortais, de Paulliny Tort, está em...

03

CRÍTICAS

Crítica | Godzilla Minus Zero

Crítica | Só Se For Por Amor (1ª Temporada)

15 de out. de 2022
3 min de leitura

Atualizado: 8 de out.

Apesar do talento de seu elenco, o cansaço da trama impede que a série atinja seu potencial.

Divulgação: Netflix Brasil


No dia 21 de Setembro chegou ao catálogo da Netflix a série brasileira ‘Só Se For Por Amor’, ambientada num cenário sertanejo, mas não se prendendo somente a isso, ela traz uma história repleta de personagens que têm uma ligação direta ou indireta por causa da música. Com um vasto elenco também versado em cantoria, ela inicia a sua trajetória apresentando um ponto de partida em comum para todos eles; a morte de um cantor amado do gênero em questão. A partir disso, tudo vai se afunilando para a trama central da temporada.


‘Só Se For Por Amor’, além de ser o título da série, é também o nome da banda formada por Deusa, interpretada por Lucy Alves, que é o maior destaque deles, tanto a atriz quanto a personagem, seguida de Filipe Bragança, responsável por interpretar Tadeu e ser o contraponto de drama da protagonista. Fechando a banda temos Micael, Adriano Ferreira e Giordano Castro. Juntos, eles encabeçam a trama até o momento em que ocorre a separação de Deusa, que aceita uma proposta de carreira solo, a partir daí a história começa a apresentar mais de perto cada um deles. A maior surpresa talvez seja a chegada de Agnes Nunes, que interpreta Eva, de início parece só mais uma personagem secundária, mas com o desenrolar de tudo ela acaba se agigantando, especialmente pela sua presença vocal.

Divulgação: Netflix Brasil


A série tem um começo bastante arrastado, o seu piloto tem um ritmo tão lento que em sua metade deixa a sensação de que já se passaram duas horas de episódio. O problema é que apesar de ter somente seis episódios, essa lentidão persiste por todos eles, causando uma fadiga que deixa o charme da série de escanteio. É até compreensível que se precise trabalhar os personagens, no entanto, parece não haver uma medida do que é necessário ser trabalhado nesse momento da série, gerando tramas e mais tramas e fazendo com que o tempo se estenda para caber tanta história que poderia ter sido cortada ou apenas encaminhada para ter um foco futuramente.


Entrando no quesito musical, que é onde a série tenta se encontrar, se o foco fosse somente nesse sentido, ela teria se dado muito melhor. Ela conseguiu reunir um elenco que encanta quando solta a voz, por mais que alguns falhem em outros quesitos. Como dito antes, Lucy Alves e Agnes Nunes são aqui quem mais se destacam, mas o interessante é que ela não se prende somente a seus personagens principais quando parte para o canto. Nos destaques coadjuvantes, tivemos a sorte de poder apreciar e admirar a talentosa Jeniffer Nascimento, que tem uma voz poderosa e que pode ter mais do seu potencial explorado futuramente. Também vale uma citação para Filipe Bragança, o ator que se tornou conhecido por 'Chiquititas', vem crescendo cada vez mais no cenário do audiovisual, e aqui ele mostra um pouco do seu talento como músico e cantor.


Por fim, apesar de ter um visual bastante bonito, ela exagera no drama fazendo surgir um cansaço que poderia ter sido evitado. É o tipo de produção que cria muitos caminhos por onde seguir e que vai se perder se não conseguir administrar bem tantas tramas que resolveu inserir e tantos personagens que decidiu destacar. Tem um elenco empenhado e que se encaixa bem, só precisa encontrar um ritmo melhor para o que ela tenta propor, para não pecar pelo excesso de tempo outra vez.


Nota: 3,5/5

LEIA MAIS SOBRE

CONTINUE LENDO

CRÍTICAS

Crítica | NAZA

CRÍTICAS

Crítica | O Bosque Selvagem

CRÍTICAS

Crítica | Quero Ser Como Você (Mostra de SP 2026)

bottom of page