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  • Foto do escritorÁvila Oliveira

Crítica | Alguém Que Eu Costumava Conhecer

Você já viu essa história de outra forma em outro filme, mas ainda bem que ela continua simpática

Foto: Divulgação


A comédia romântica acompanha Ally (Alison Brie) uma mulher que sempre colocou sua carreira na televisão como prioridade na sua vida. Até que um dia seu programa de televisão é cancelado e ela se vê sem sua motivação diária, então decide voltar para sua pequena cidade natal que não via há alguns anos para fugir do estresse e da pressão que ela costumava ter em Los Angeles. Ao retornar ela encontra as mesmas pessoas de seu passado porém em contextos diferentes do que ela estava acostumada, como sua mãe que está com um namorado novo e seu ex-namorado Sean (Jay Ellis) que está prestes a casar.


As comédias com girlbosses que deixam a cidade grande para serem conflitada em cidades pequenas e limitadas ao seu modo de vida já estão em circulação há alguns bons anos, então a premissa central do filme está longe de ser algo novo, porém os detalhes que ficam mais à margem do enredo é que são as suas impressões digitais.


O roteiro de Alison Brie com seu marido e diretor Dave Franco funciona grande parte por conta do charme do elenco escolhido. A química de Alison e Jay Ellis consegue trazer verdade ao texto e deixa até os maiores clichês encantadores. Outro trunfo da direção de Dave Franco é sua maneira de inserir pequenos e inesperados momentos mais escrachados dentro situações que em comédias românticas tradicionais seriam mais puras e delicadas, ou pelo menos sem nudez, palavrões e alguns vômitos.

Foto: Divulgação


O enredo acerta mais ao dar espaço para a relação da personagem Ally com Cassidy, a atual noiva de Sean que é vivida pela atriz Kiersey Clemons, e alguns dos melhores diálogos estão com as duas. Em certo momento o filme deixa claro que “alguém que eu costumava conhecer” é dito pela protagonista se referindo a como ela se via em Cassidy há alguns anos, mas ele pode ser usado para cada residente da cidade que de alguma forma não são mais as pessoas que ela lembrava.


Porém fica faltando profundidade e contexto em alguns outros temas e aspectos, por exemplo, na difícil relação de Cassidy com os pais que é usada como um fraco ponto de inflexão para dar início ao terceiro ato onde tudo se resolve de uma maneira tão rápida que se desequilibra do ritmo anterior.


O elenco também conta com o divertido Danny Pudi – se reunindo com Alison depois de contracenaram juntos na genial série Community –, com a carismática Olga Merediz e com a eterna estrela infantil Haley Joel Osment, uma das piadas internas mais conhecidas do público. A produção não tem momentos inesquecíveis e certamente não vai comparecer em muitas listas dos melhores de 2023, mas ele consegue cumprir com a sua função esperada dentro do gênero em que está inserido, algumas risadas, declarações de amor e um final feliz.


Nota: 3/5

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