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  • Foto do escritorGabriella Ferreira

Crítica | Procura-se

Comédia romântica brasileira é uma boa adaptação do livro e deverá agradar os fãs do gênero

Divulgação: HBO Max


Depois do lançamento de “No Mundo da Luna”, a HBO Max inseriu em seu catálogo mais uma obra audiovisual inspirada nos livros de Carina Rissi. Dessa vez, o livro “Procura-se um Marido” foi moldado para o formato de filme e recebeu o título de (apenas) “Procura-se” e chegou à plataforma na última sexta-feira, 25. Na história, Alicia é uma mulher que gosta de curtir a vida, viajar, ir para festas e baladas e ter uma vida boa, tudo é graças ao dinheiro do avô - que ela ama.


Mas Alicia vê sua vida desmoronar quando o avô morre e sua herança é lida para sua família e ela se vê sem nada no testamento, já que o avô alega que a neta não tem maturidade nem para cuidar da empresa, nem da mansão e nem do dinheiro que a jovem deveria herdar. Isso, é claro, só poderá ser desviado caso ela esteja casada e permaneça com o parceiro por mais de um ano. A jovem, para burlar a retrógrada ideia do avô, resolve se envolver em um casamento fake com Max, um dos funcionários da empresa do avô.


No elenco, destacam-se o casal principal interpretado por Camila Queiroz e Kleber Toledo que também são um par romântico na vida real. A química em cena também já foi vista na novela “Êta Mundo Bom” da Rede Globo e em “Procura-se” os dois repetem a dose e criam um Max e uma Alicia bem convincentes e próximos aos descritos nas páginas de Carina Rissi. Mari, melhor amiga de Alicia, é interpretada pela carismática Noemia Oliveira que traz em todas as suas cenas uma leveza, acertando bastante nos principais momentos cômicos da trama e tendo uma ótima química em cena com Camila.

Divulgação: HBO Max


Roteirizado por Guilherme Ruiz, Carolina Minardi, Alessandra Ruiz e Angélica Lopes e dirigido por Marcelo Antunez, “Procura-se” tem o cuidado de revitalizar alguns aspectos do livro, escrito em 2012, para o momento atual em que vivemos e faz algumas mudanças bem-vindas na obra. Óbvio que por ser uma adaptação, a profundidade do livro se perde tentando condensar quase 600 páginas em apenas 1h30 de longa e a impressão que fica é que tudo acontece rápido demais. Outro problema do filme é a resolução final da história que tenta evitar a vilanização dos personagens, entregando um fechamento simplista e um pouco questionável.


Porém, “Procura-se” tem, em sua essência, tudo que o livro de Carina Rissi propõe para os fãs de romances clichês e se torna uma excelente opção para quem busca isso em uma história nacional. Com outra adaptação confirmada e um possível gancho para, quem sabe, um novo filme no mesmo universo de “Procura-se”, Carina Rissi pode se tornar a Thalita Rebouças das adaptações literárias para jovens adultos. Um bom material original ela tem, só precisa de alguém que consiga adaptá-los da melhor forma. “Procura-se” quase chegou lá.


Nota: 3,5/5

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