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  • Foto do escritorFilipe Chaves

Crítica | Teen Wolf: O Filme

Antigos inimigos e aliados retornam para lutar uma batalha que não justifica sua existência

Divulgação: Paramount+


Quando uma fagulha de esperança de que Allison (Crystal Reed) possa voltar a viver, Scott (Tyler Posey) precisa retornar à Beacon Hills para executar um ritual e precisará reunir velhos amigos para isso. O que eles não fazem ideia, é que junto com Allison, um perigoso mal ressurgirá. É essa a sinopse e é bem genérica para fazer jus ao filme. A série em si nunca foi um primor de roteiro, direção ou atributos técnicos, mas por muito tempo sabia entreter e as coisas faziam sentido naquele universo, com protagonistas carismáticos por quem podíamos torcer e nos apegar. Era um “guilty pleasure” honesto e não tinha pretensões maiores. A última temporada foi dividida em duas partes. A primeira trouxe tudo o que fez a gente se apaixonar pela série, mas a segunda entregou uma trama chatíssima e, claro, mal desenvolvida que parecia mais uma extensão de algo que já devia ter acabado. Quando soube do filme, fiquei esperançoso que pudessem dar um final mais digno ao universo do lobo adolescente, mas ledo engano.


O principal chamariz era o retorno de Allison. A moça morreu no final da 3ª temporada e isso contou a favor da série. Foi emocionante (aquele grito de Lydia me arrepia até hoje) e mostrou que ninguém estaria a salvo, afinal ela era a protagonista feminina. Foi um movimento ousado que nem toda série do gênero tem coragem de fazer. Séries adolescentes, principalmente as que têm temáticas sobrenaturais, sempre arrumam um jeito de trazer personagens de volta dos mortos, basta o ator estar disponível para retornar. “The Vampire Diaries” era mestre nisso, e até a excelente “Buffy the Vampire Slayer” usou o artifício. Por algum tempo parecia que “Teen Wolf” estava imune a isso, e mesmo com seus tantos defeitos, tivemos mais três temporadas pela frente em que os personagens viveram o luto e seguiram em frente, então por que trazê-la de volta agora? A resposta é um “porque sim” um pouco – ênfase no pouco – mais elaborado. Um ritual que quase não apresenta dificuldade “ressuscita” uma Allison, óbvio, desmemoriada. Ela, convenientemente, só lembra que é uma caçadora de lobisomens e está sendo manipulada pelo vilão da vez, para completar a patacoada. É apenas uma jogada do roteiro para adiar o reencontro da moça com Scott, Lydia (Holland Roden) ou Chris (JR Bourne). Resultado, o filme enrola tanto que mal sobra tempo para nada mais além de alguns abraços rápidos, com exceção de Scott que tem mais alguns momentos com ela. A cena em que ela finalmente relembra do passado é bonita, graças aos flashbacks de cenas da série e ao grito de banshee de Lydia que consegue salvá-la dessa vez.

Divulgação: Paramount+


Falando em Lydia, ela sempre foi uma das melhores personagens da série, e sua dupla com Jackson (Colton Haynes) é bacana aqui, traz um alívio cômico válido, mas que nem sempre funciona, porque o texto não ajuda muito. Dylan O’Brien não quis retornar para o filme e quem perdeu fomos nós. Stiles, era um dos pontos mais altos da trama, e não tinha quem não torcesse para o casal ‘Stydia’, como chamavam os fãs. A justificativa para a ausência do rapaz me convenceu, em partes, porque Roden é uma das poucas do elenco que consegue transparecer alguma emoção real em cena. O’Brien fez bem em não retornar, pois poderia correr o risco de ser desperdiçado como tantos outros que voltaram e não serviram para muita coisa além do fator nostalgia, como Shelley Henning e sua Malia, uma das favoritas dos fãs, que serviu apenas para soltar uma tirada cômica ou outra. Seria bom rever Stiles, mas sejamos honestos, sua presença não seria capaz de salvar a trama principal pífia.


Estou esquecendo de algo importante? Eu diria que não, já que o fato de Derek (Tyler Hoechlin) morrer se sacrificando não causou qualquer emoção, a não ser decepção. Na luta final, um tanto sem graça, eu diria, Derek acaba segurando o Nogitsune para que Parrish (Ryan Kelley) o queime e acaba se queimando junto, na frente do seu filho adolescente, Eli (Vince Mattis). Com uma direção melhor, a cena poderia até emocionar, infelizmente não é o caso aqui. Me pareceu que, além de encerrar a trama de Teen Wolf com os personagens que conhecemos, Jeff Davis quis introduzir Eli para uma possível continuação da história. Não dá para saber ao certo, além da certeza que minha audiência não terá. O filme não consegue justificar sua existência porque até o “fan service” que entrega não funciona. O fator principal deveria ser a conexão, já estabelecida pela série, que o telespectador tem com os personagens e isso é extremamente mal-usado em 2h20 de duração, sendo esse é o maior desafio que o longa oferece a quem o assiste: conseguir chegar até o fim.


Nota: 2/5

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