top of page

Início > Críticas

​

Crítica | Depois do Universo

Ávila Oliveira

29 de out de 2022 · 2 min de leitura

Romance nacional apresenta um carismático casal e uma premissa que batalha para chegar em seu objetivo

Divulgação: Netflix


O novo longa da Netflix em parceria com a produtora Camisa Listrada é um romance declaradamente romântico. Ele conta a história de Nina (Giulia Be), uma jovem com lúpus que se encontra ao acaso na estação de metrô com o médico Gabriel (Henry Zaga), que eventualmente a acompanhará em seu tratamento. O vínculo dos dois se consolida imediatamente e ele passará a ajudá-la além do hospital, uma vez que Nina tem um grande sonho de tocar piano na Orquestra Sinfônica de São Paulo, mas precisa conciliar seus ensaios com o tratamento intenso da doença e suas relações pessoais.


Logo em seus segundos iniciais a produção desnuda sua proposta pro espectador. E não só a proposta do enredo, mas também a proposta estética carregada de luzes neon e lens flare para endossar a mística da história, o que vai se repetir em vários momentos chaves. A produção é o primeiro trabalho da talentosa cantora Giulia Be como atriz que contracena com o carismático e convincente Henry Zaga, trabalhando pela primeira vez em uma produção brasileira (ele é conhecido por seus papeis nas séries Teen Wolf e The Stand e no filme Os Novos Mutantes). O casal protagonista mostra química e conseguem sustentar o filme por mais que o desdobramento do filme seja arrastado e açucarado demais.


Existem situações que funcionam muito bem e outras que deveriam ter ficado no papel, em especial diálogos retirados diretamente dos filmes adolescentes de Hollywood que não soam orgânicos na produção. E é aí onde o filme mais se desequilibra, em tentar manter um viés teen e ao mesmo tempo tentar construir um romance mais, digamos, maduro. Mas inquestionavelmente é um filme sensível e delicado, porém em excesso, ao ponto de tocar o piegas. E isso não necessariamente é algo negativo, mas um pouco mais de sutileza e menos obviedade em algumas analogias e em algumas sequências narrativas poderiam deixar o filme mais pé no chão e não o deixariam mais sentimental.

Divulgação: Netflix


E a mistura de romance meloso, doença e divagações sobre o espaço sideral interferindo nas ações humanas é inevitável não lembrar do sucesso A Culpa é das Estrelas (2014), mas é inevitável também comparar, pro bem ou pro mal, porque em alguns momentos pode-se achar que está sendo feita uma referência direta e em outros que é apenas uma semelhança infeliz.


Destaque para o competente elenco de apoio e para o uso da musicalidade como recurso para endossar pontos chave da. O diretor Diego Freitas mostrou que é muito bom em criar momentos, mas faltou fluidez na condução e na conexão entre esses momentos, por vezes o filme parece ir e vir em suas duas horas de duração sem sair do mesmo lugar. Próximo ao final o roteiro resolve dar uma última respirada e consegue chegar a um final sólido, porém ofegante e cansado.


Nota: 2,5/5

LEIA TAMBÉM

CRÍTICAS

Crítica | Os Farofeiros 3

CRÍTICAS

Crítica | Godzilla Minus Zero

CRÍTICAS

Crítica | Tudo Pode Ser Visto (Mostra de SP 2026)

MAIS RECENTES

NOTÍCIAS

Bruna Linzmeyer vive sua primeira grande vilã em Virtuosas: “É um...

NOTÍCIAS

Mason Reeves não leu o roteiro de Josephine e decidirá aos 18 anos se...

CRÍTICAS

Crítica | Os Farofeiros 3

CATEGORIAS

Notícias
Críticas
Análises
Awards Season
Crias do Brasil
Listas
Entrevistas
Festivais

NEWSLETTER

image.png

Cinema brasileiro, festivais e temporada de premiações direto no seu e-mail

MAIS LIDAS NO MÊS

01

NOTÍCIAS

Lázaro Ramos diz que Feito Pipa propõe uma "pedagogia do afeto" ao...

02

NOTÍCIAS

Uma adaptação de Os Imortais, de Paulliny Tort, está em...

03

CRÍTICAS

Crítica | Godzilla Minus Zero

Crítica | Depois do Universo

29 de out. de 2022
2 min de leitura

Atualizado: 8 de out.

Romance nacional apresenta um carismático casal e uma premissa que batalha para chegar em seu objetivo

Divulgação: Netflix


O novo longa da Netflix em parceria com a produtora Camisa Listrada é um romance declaradamente romântico. Ele conta a história de Nina (Giulia Be), uma jovem com lúpus que se encontra ao acaso na estação de metrô com o médico Gabriel (Henry Zaga), que eventualmente a acompanhará em seu tratamento. O vínculo dos dois se consolida imediatamente e ele passará a ajudá-la além do hospital, uma vez que Nina tem um grande sonho de tocar piano na Orquestra Sinfônica de São Paulo, mas precisa conciliar seus ensaios com o tratamento intenso da doença e suas relações pessoais.


Logo em seus segundos iniciais a produção desnuda sua proposta pro espectador. E não só a proposta do enredo, mas também a proposta estética carregada de luzes neon e lens flare para endossar a mística da história, o que vai se repetir em vários momentos chaves. A produção é o primeiro trabalho da talentosa cantora Giulia Be como atriz que contracena com o carismático e convincente Henry Zaga, trabalhando pela primeira vez em uma produção brasileira (ele é conhecido por seus papeis nas séries Teen Wolf e The Stand e no filme Os Novos Mutantes). O casal protagonista mostra química e conseguem sustentar o filme por mais que o desdobramento do filme seja arrastado e açucarado demais.


Existem situações que funcionam muito bem e outras que deveriam ter ficado no papel, em especial diálogos retirados diretamente dos filmes adolescentes de Hollywood que não soam orgânicos na produção. E é aí onde o filme mais se desequilibra, em tentar manter um viés teen e ao mesmo tempo tentar construir um romance mais, digamos, maduro. Mas inquestionavelmente é um filme sensível e delicado, porém em excesso, ao ponto de tocar o piegas. E isso não necessariamente é algo negativo, mas um pouco mais de sutileza e menos obviedade em algumas analogias e em algumas sequências narrativas poderiam deixar o filme mais pé no chão e não o deixariam mais sentimental.

Divulgação: Netflix


E a mistura de romance meloso, doença e divagações sobre o espaço sideral interferindo nas ações humanas é inevitável não lembrar do sucesso A Culpa é das Estrelas (2014), mas é inevitável também comparar, pro bem ou pro mal, porque em alguns momentos pode-se achar que está sendo feita uma referência direta e em outros que é apenas uma semelhança infeliz.


Destaque para o competente elenco de apoio e para o uso da musicalidade como recurso para endossar pontos chave da. O diretor Diego Freitas mostrou que é muito bom em criar momentos, mas faltou fluidez na condução e na conexão entre esses momentos, por vezes o filme parece ir e vir em suas duas horas de duração sem sair do mesmo lugar. Próximo ao final o roteiro resolve dar uma última respirada e consegue chegar a um final sólido, porém ofegante e cansado.


Nota: 2,5/5

CONTINUE LENDO

CRÍTICAS

Crítica | NAZA

CRÍTICAS

Crítica | O Bosque Selvagem

CRÍTICAS

Crítica | Quero Ser Como Você (Mostra de SP 2026)

bottom of page