top of page

Início > Críticas

​

Crítica | Harley Quinn (3ª temporada)

David Shelter

28 de set de 2022 · 2 min de leitura

Mais emancipada do que nunca.

Divulgação: Harley Queen (HBO Max)


Que a DC sempre trouxe séries animadas boas e fáceis de conquistar o público nunca foi novidade, mas com ‘Harley Quinn’ esse toque de Midas se mostra ainda mais poderoso, pois, após três temporadas, ela deixa claro a sua qualidade que sobe de nível a cada novo ano. Como o título já entrega, a protagonista é Harley Quinn, e continua trazendo bons momentos ao lado de uma gama de personagens acordados de uma forma que não é vista nos filmes, o que dá à série ainda mais poder de ação e entretenimento.


Para começar, utilizar personagens grandes e mega conhecidos do público na maioria das vezes é uma responsabilidade que poderia atrapalhar o desempenho da história, o que não acontece aqui. A temporada faz uso de figuras marcantes do universo DC Comics sem dissolver a importância e a presença da protagonista, fazendo-os girar ao seu redor e acrescentar pompa à trama, e, também, explorando-os dentro do contexto apresentado para que tenham uma finalidade e não sejam apenas meras aparições.


Divulgação: Harley Queen (HBO Max)


A qualidade visual continua tão boa quanto suas anteriores, e o traço em 2D é um artifício muito bem-vindo e que funciona de uma maneira que em 3D não conseguiria sustentar, e convenhamos que há muito mais charme na forma que é feita, principalmente vendo o quadro geral em que as animações vêm tomando uma aparência cada vez mais realista pelo uso excessivo do 3D (que até cai bem em casos específicos). O tom extremamente alegre e colorido da série é um contraste bem-vindo às cenas de ação e violência, tornando-a ainda mais interessante assistir.


Um ponto extremamente positivo nessa temporada foi o seu roteiro, ele brinca com a história e os personagens de maneira tão agradável que o texto flui com uma leveza mesmo com assuntos que seriam pesados numa trama mais séria, mas que ganham um tom diferente aqui. As participações também são um artifício estratégico, como o Batman, por exemplo, mesmo sendo um grande herói amado, aqui ganha uma abordagem interessante dentro da sua própria narrativa que todos já conhecem, beneficiando ainda mais a série.


Divulgação: Harley Queen (HBO Max)


Por fim, Harley Quinn é uma personagem cativante que ganha ainda mais destaque a cada produção, e em seu próprio seriado não seria diferente, porém, com as facetas que podem ser exploradas, ela fica ainda mais interessante, e distante do Coringa, ela brilha ainda mais. O restante dos personagens que aparecem frequentemente agregam mais valor à série, tornando-a uma preciosidade que merece ser assistida e aclamada.


Nota: 4,5/5


LEIA TAMBÉM

CRÍTICAS

Crítica | Os Farofeiros 3

CRÍTICAS

Crítica | Godzilla Minus Zero

CRÍTICAS

Crítica | Tudo Pode Ser Visto (Mostra de SP 2026)

MAIS RECENTES

NOTÍCIAS

Bruna Linzmeyer vive sua primeira grande vilã em Virtuosas: “É um...

NOTÍCIAS

Mason Reeves não leu o roteiro de Josephine e decidirá aos 18 anos se...

CRÍTICAS

Crítica | Os Farofeiros 3

CATEGORIAS

Notícias
Críticas
Análises
Awards Season
Crias do Brasil
Listas
Entrevistas
Festivais

NEWSLETTER

image.png

Cinema brasileiro, festivais e temporada de premiações direto no seu e-mail

MAIS LIDAS NO MÊS

01

NOTÍCIAS

Lázaro Ramos diz que Feito Pipa propõe uma "pedagogia do afeto" ao...

02

NOTÍCIAS

Uma adaptação de Os Imortais, de Paulliny Tort, está em...

03

CRÍTICAS

Crítica | Godzilla Minus Zero

Crítica | Harley Quinn (3ª temporada)

28 de set. de 2022
2 min de leitura

Atualizado: 8 de out.

Mais emancipada do que nunca.

Divulgação: Harley Queen (HBO Max)


Que a DC sempre trouxe séries animadas boas e fáceis de conquistar o público nunca foi novidade, mas com ‘Harley Quinn’ esse toque de Midas se mostra ainda mais poderoso, pois, após três temporadas, ela deixa claro a sua qualidade que sobe de nível a cada novo ano. Como o título já entrega, a protagonista é Harley Quinn, e continua trazendo bons momentos ao lado de uma gama de personagens acordados de uma forma que não é vista nos filmes, o que dá à série ainda mais poder de ação e entretenimento.


Para começar, utilizar personagens grandes e mega conhecidos do público na maioria das vezes é uma responsabilidade que poderia atrapalhar o desempenho da história, o que não acontece aqui. A temporada faz uso de figuras marcantes do universo DC Comics sem dissolver a importância e a presença da protagonista, fazendo-os girar ao seu redor e acrescentar pompa à trama, e, também, explorando-os dentro do contexto apresentado para que tenham uma finalidade e não sejam apenas meras aparições.


Divulgação: Harley Queen (HBO Max)


A qualidade visual continua tão boa quanto suas anteriores, e o traço em 2D é um artifício muito bem-vindo e que funciona de uma maneira que em 3D não conseguiria sustentar, e convenhamos que há muito mais charme na forma que é feita, principalmente vendo o quadro geral em que as animações vêm tomando uma aparência cada vez mais realista pelo uso excessivo do 3D (que até cai bem em casos específicos). O tom extremamente alegre e colorido da série é um contraste bem-vindo às cenas de ação e violência, tornando-a ainda mais interessante assistir.


Um ponto extremamente positivo nessa temporada foi o seu roteiro, ele brinca com a história e os personagens de maneira tão agradável que o texto flui com uma leveza mesmo com assuntos que seriam pesados numa trama mais séria, mas que ganham um tom diferente aqui. As participações também são um artifício estratégico, como o Batman, por exemplo, mesmo sendo um grande herói amado, aqui ganha uma abordagem interessante dentro da sua própria narrativa que todos já conhecem, beneficiando ainda mais a série.


Divulgação: Harley Queen (HBO Max)


Por fim, Harley Quinn é uma personagem cativante que ganha ainda mais destaque a cada produção, e em seu próprio seriado não seria diferente, porém, com as facetas que podem ser exploradas, ela fica ainda mais interessante, e distante do Coringa, ela brilha ainda mais. O restante dos personagens que aparecem frequentemente agregam mais valor à série, tornando-a uma preciosidade que merece ser assistida e aclamada.


Nota: 4,5/5


LEIA MAIS SOBRE

CONTINUE LENDO

CRÍTICAS

Crítica | NAZA

CRÍTICAS

Crítica | O Bosque Selvagem

CRÍTICAS

Crítica | Quero Ser Como Você (Mostra de SP 2026)

bottom of page