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Crítica | Goosebumps (1ª temporada)

Gabriella Ferreira

23 de nov de 2023 · 3 min de leitura

Série retoma universo de terror juvenil com boa atualização da história, mas se perde em reta final

Foto: Divulgação


Para alguns, a paixão pelo gênero do terror cresce depois de conhecer clássicos como O Massacre da Serra Elétrica, Sexta-Feira 13, O Exorcista ou Pânico, porém, na minha história pessoal, o que despertou o meu interesse pelo gênero foi a série veiculada no falecido canal Jetix chamada Goosebumps. Baseada em uma série de livros voltados para o público juvenil, a série foi ao ar produzida entre 1995 e 1998 e foi ao ar diversas vezes durante os anos 2000. Na história inspirada nos livros de R. L. Stine, as temporadas traziam antologia de histórias sobre pré-adolescentes e adolescentes que se encontram em situações assustadoras e incomuns, normalmente envolvendo elementos sobrenaturais.


Depois de também ler os livros, devo dizer que Goosebumps sempre se tornou uma obra que trazia uma sensação de muita nostalgia e carinho. Mais recentemente, os filmes Goosebumps - Monstros E Arrepios (2015) e Goosebumps 2 - Halloween Assombrado (2018) com Jack Black, reapresentaram alguns dos clássicos personagens a um público mais infantil, puxando mais para a comédia do que de fato para o terror. Porém, neste ano, o Disney+ em parceria com o Hulu, desenvolveu uma nova roupagem aos livros clássicos com uma série que abandona as antologias e desenvolve um grupo de cinco estudantes dentro das histórias criadas por R. L. Stine.


Neste novo cenário, conhecemos Isaiah, Margot, James, Isabella e Lucas, jovens que estudam na mesma escola e que acabam embarcando em uma jornada para entender um fato trágico que aconteceu lá nos anos 90: a morte de um adolescente chamado Harold Biddle e que pode ter haver também com o passado dos seus pais. Com dez episódios com a média de 42 minutos cada, Goosebumps inicialmente desenvolve bem cada personagem e suas nuances com plots individuais (seguindo a linha dos livros) até interligá-los para um cenário maior, que envolve muito mais que os problemas pessoais de cada um.

Foto: Divulgação


E é um início promissor. Os episódios pegam referências clássicas dos livros e atualizam o material de uma forma muito necessária. É muito bom rever plots dos livros como ‘Sorria e Morra’, ‘Fique Longe do Porão’, ‘Um Dia no Parque do Terror’ e ‘O Mistério do Boneco’ com essa nova roupagem. Óbvio que retornar com um personagem bastante usado na mitologia da trama tem os seus riscos, mas, a série mostra um Slappy muito próximo do que eu imaginava nos livros quando criança, por exemplo.


Um ponto muito positivo na série foi a presença de Justin Long. O ator dá vida ao professor recém-chegado Nathan Bratt e sua longa experiência em filmes que misturam comédia com horror é fundamental para a criação de um ótimo personagem, super bem interpretado por ele. Os pais dos protagonistas também mandam bem em cenas mais tensas, assim como os seus intérpretes em flashbacks quando mais jovens. Os cinco protagonistas às vezes não convencem, mas possuem uma ótima química entre si e um certo carisma durante momentos mais cômicos.


Porém, a primeira temporada de Goosebumps se perde nos seus episódios finais com a inserção de um arco desnecessário. Se finalizada, por exemplo, no episódio oito no lugar do dez, o resultado final da temporada seria bem mais satisfatório. Ao trazer uma nova ameaça, a série desenvolve mal esse vilão e também as motivações dos personagens na sua reta final e tudo fica muito corrido. Mesmo assim, ainda é válido assistir a série pelo conjunto da obra, principalmente se você também curtia as histórias de R.L. Stine quando mais jovem. Mas, se você não conhece o autor e nunca ouviu falar de Goosebumps, essa versão de 2023 é um bom jeito de entrar neste mundo.


Nota: 3,5/5

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Atualizado: 8 de out.

Série retoma universo de terror juvenil com boa atualização da história, mas se perde em reta final

Foto: Divulgação


Para alguns, a paixão pelo gênero do terror cresce depois de conhecer clássicos como O Massacre da Serra Elétrica, Sexta-Feira 13, O Exorcista ou Pânico, porém, na minha história pessoal, o que despertou o meu interesse pelo gênero foi a série veiculada no falecido canal Jetix chamada Goosebumps. Baseada em uma série de livros voltados para o público juvenil, a série foi ao ar produzida entre 1995 e 1998 e foi ao ar diversas vezes durante os anos 2000. Na história inspirada nos livros de R. L. Stine, as temporadas traziam antologia de histórias sobre pré-adolescentes e adolescentes que se encontram em situações assustadoras e incomuns, normalmente envolvendo elementos sobrenaturais.


Depois de também ler os livros, devo dizer que Goosebumps sempre se tornou uma obra que trazia uma sensação de muita nostalgia e carinho. Mais recentemente, os filmes Goosebumps - Monstros E Arrepios (2015) e Goosebumps 2 - Halloween Assombrado (2018) com Jack Black, reapresentaram alguns dos clássicos personagens a um público mais infantil, puxando mais para a comédia do que de fato para o terror. Porém, neste ano, o Disney+ em parceria com o Hulu, desenvolveu uma nova roupagem aos livros clássicos com uma série que abandona as antologias e desenvolve um grupo de cinco estudantes dentro das histórias criadas por R. L. Stine.


Neste novo cenário, conhecemos Isaiah, Margot, James, Isabella e Lucas, jovens que estudam na mesma escola e que acabam embarcando em uma jornada para entender um fato trágico que aconteceu lá nos anos 90: a morte de um adolescente chamado Harold Biddle e que pode ter haver também com o passado dos seus pais. Com dez episódios com a média de 42 minutos cada, Goosebumps inicialmente desenvolve bem cada personagem e suas nuances com plots individuais (seguindo a linha dos livros) até interligá-los para um cenário maior, que envolve muito mais que os problemas pessoais de cada um.

Foto: Divulgação


E é um início promissor. Os episódios pegam referências clássicas dos livros e atualizam o material de uma forma muito necessária. É muito bom rever plots dos livros como ‘Sorria e Morra’, ‘Fique Longe do Porão’, ‘Um Dia no Parque do Terror’ e ‘O Mistério do Boneco’ com essa nova roupagem. Óbvio que retornar com um personagem bastante usado na mitologia da trama tem os seus riscos, mas, a série mostra um Slappy muito próximo do que eu imaginava nos livros quando criança, por exemplo.


Um ponto muito positivo na série foi a presença de Justin Long. O ator dá vida ao professor recém-chegado Nathan Bratt e sua longa experiência em filmes que misturam comédia com horror é fundamental para a criação de um ótimo personagem, super bem interpretado por ele. Os pais dos protagonistas também mandam bem em cenas mais tensas, assim como os seus intérpretes em flashbacks quando mais jovens. Os cinco protagonistas às vezes não convencem, mas possuem uma ótima química entre si e um certo carisma durante momentos mais cômicos.


Porém, a primeira temporada de Goosebumps se perde nos seus episódios finais com a inserção de um arco desnecessário. Se finalizada, por exemplo, no episódio oito no lugar do dez, o resultado final da temporada seria bem mais satisfatório. Ao trazer uma nova ameaça, a série desenvolve mal esse vilão e também as motivações dos personagens na sua reta final e tudo fica muito corrido. Mesmo assim, ainda é válido assistir a série pelo conjunto da obra, principalmente se você também curtia as histórias de R.L. Stine quando mais jovem. Mas, se você não conhece o autor e nunca ouviu falar de Goosebumps, essa versão de 2023 é um bom jeito de entrar neste mundo.


Nota: 3,5/5

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