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Crítica | O Dragão do Meu Pai

David Shelter

28 de nov de 2022 · 2 min de leitura

O poder da fantasia imaginativa como rota de fuga

Divulgação: Netflix


Lançado na Netflix no último dia 11, 'O Dragão do Meu Pai' é uma obra de animação produzida pelo mesmo estúdio responsável por 'Wolfwalkers', indicado ao Oscar em 2021. Ele aborda a história de Elmer, narrada por um filho seu, sobre como ele conheceu um dragão após uma mudança de cidade que precisou fazer com sua mãe. Dirigido por Nora Twomey, o filme animado é regado de aventura e fantasia que prendem a atenção do início ao fim, e mais importante; com uma qualidade estupenda.


O primeiro tópico a se comentar é sobre a elaboração de seus traços, que têm um requinte visual absurdo e ao mesmo tempo uma simplicidade que combina com a proposta da obra. Com o uso e o abuso da criativade, o filme traz uma aura de aconchego de forma a fazer o público ficar preso à tela enquanto o assiste, além de ter cores vibrantes que hipnotizam o espectador, seja criança ou adulto.


A trilha é outro ponto a ser abordado por fazer complemento direto com o visual. A escolha da sonoridade encaixa perfeitamente com o traço, as cores e a história, fazendo um agregamento magnífico. Com um roteiro que não faz rodeios, ele monta a trama com rapidez e eficiência, conseguindo transportar para as telas a mente de quem o assiste, trazendo com sua simplicidade uma sensação de identificação em algum momento. Bastante sutil e ágil, o enredo desenvolve bem o personagem principal, e eleva sua história através da imaginação.

Divulgação: Netflix


Apesar de a arte ser algo subjetivo, o longa se molda em volta de uma interpretação bastante singela. Deixando claro que o nosso imaginativo pode muitas vezes nos tirar de situações complicadas, ele aborda com clareza através dos problemas de Elmer, que a fantasia é um guia necessário de vez em quando. O filme se torna grandioso ao executar isso de maneira que atinja tanto o público infantil quanto o jovem-adulto, mesmo as interpretações para cada um chegue de maneira diferente.


Para encerrar, se faz cada vez mais necessário que produções animadas que se vendem para todos os públicos consigam transmitir sua história com clareza e firmeza, sem que pareçam pedantes e óbvias. 'O Dragão do Meu Pai' resgata um pouco daquele desejo de mais originalidade em produções deste tipo, mesmo que seja uma adaptação (muito bem feita). É uma animação que encanta por transbordar criatividade e fantasia, e saber usar tudo isso a seu favor sem se fazer óbvia demais.


Nota: 4,5/5

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28 de nov. de 2022
2 min de leitura

Atualizado: 8 de out.

O poder da fantasia imaginativa como rota de fuga

Divulgação: Netflix


Lançado na Netflix no último dia 11, 'O Dragão do Meu Pai' é uma obra de animação produzida pelo mesmo estúdio responsável por 'Wolfwalkers', indicado ao Oscar em 2021. Ele aborda a história de Elmer, narrada por um filho seu, sobre como ele conheceu um dragão após uma mudança de cidade que precisou fazer com sua mãe. Dirigido por Nora Twomey, o filme animado é regado de aventura e fantasia que prendem a atenção do início ao fim, e mais importante; com uma qualidade estupenda.


O primeiro tópico a se comentar é sobre a elaboração de seus traços, que têm um requinte visual absurdo e ao mesmo tempo uma simplicidade que combina com a proposta da obra. Com o uso e o abuso da criativade, o filme traz uma aura de aconchego de forma a fazer o público ficar preso à tela enquanto o assiste, além de ter cores vibrantes que hipnotizam o espectador, seja criança ou adulto.


A trilha é outro ponto a ser abordado por fazer complemento direto com o visual. A escolha da sonoridade encaixa perfeitamente com o traço, as cores e a história, fazendo um agregamento magnífico. Com um roteiro que não faz rodeios, ele monta a trama com rapidez e eficiência, conseguindo transportar para as telas a mente de quem o assiste, trazendo com sua simplicidade uma sensação de identificação em algum momento. Bastante sutil e ágil, o enredo desenvolve bem o personagem principal, e eleva sua história através da imaginação.

Divulgação: Netflix


Apesar de a arte ser algo subjetivo, o longa se molda em volta de uma interpretação bastante singela. Deixando claro que o nosso imaginativo pode muitas vezes nos tirar de situações complicadas, ele aborda com clareza através dos problemas de Elmer, que a fantasia é um guia necessário de vez em quando. O filme se torna grandioso ao executar isso de maneira que atinja tanto o público infantil quanto o jovem-adulto, mesmo as interpretações para cada um chegue de maneira diferente.


Para encerrar, se faz cada vez mais necessário que produções animadas que se vendem para todos os públicos consigam transmitir sua história com clareza e firmeza, sem que pareçam pedantes e óbvias. 'O Dragão do Meu Pai' resgata um pouco daquele desejo de mais originalidade em produções deste tipo, mesmo que seja uma adaptação (muito bem feita). É uma animação que encanta por transbordar criatividade e fantasia, e saber usar tudo isso a seu favor sem se fazer óbvia demais.


Nota: 4,5/5

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