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Mostra Quarta Parede acontece em museu de São Cristóvão (SE) entre 24 e 26 de abril

Gabriella Ferreira

16 de abr de 2026 · 3 min de leitura

Evento conta com relançamento de Um é Pouco... Dois é Bom (1970), de Odilon Lopez.

Divulgação


O Cineclube Voyage realiza a segunda edição da Mostra Quarta Parede entre os dias 24 e 26 de abril no Museu Histórico de Sergipe, em São Cristóvão, no estado de Sergipe. Do primeiro ao último dia, o público tem acesso a filmes de treze estados brasileiros, assim como a debates, lançamentos de livros e shows, de forma gratuita. As sessões da mostra oferecem um panorama da produção autoral brasileira, sobretudo do curta-metragem independente e universitário. Os filmes têm caráter mais ou menos artesanal, segundo Breno Silva, que é membro do Voyage. “Sinto que a programação”, diz ele, “tenta dar conta de uma diversidade de olhares e não se mantém num único tom”. No geral, os trabalhos selecionados passam por tópicos como arquivo, experimentação, memória e processos coletivos.


Um dos destaques da Mostra Quarta Parede é o relançamento de Um é Pouco... Dois é Bom (1970), longa-metragem de Odilon Lopez, na noite da sexta-feira, dia 24 de abril. Dado como parcialmente perdido, o filme retorna ao circuito comercial brasileiro aos poucos: “quase como se fosse uma obra ‘nova’ ou ‘recente’”, diz Regina Bomfim, também membro do Voyage. O valor de novidade se associa a uma marca curatorial do evento, cuja equipe se interessou tanto por narrativas sobre a juventude quanto por formas experimentais na hora de selecionar os trabalhos e desenhar as sessões. A ideia de juventude, por sinal, aparece menos por uma abordagem temática do que por uma vontade de renovação, “mais ligada ao gesto criativo e à experimentação”, confirma Regina.


Outro traço experimental do evento está na escolha do local, o Museu Histórico de Sergipe — espaço que foi reinaugurado no segundo semestre de 2025. A equipe do cineclube faz visitas ao espaço desde as primeiras semanas deste ano, a fim de adequá-lo para o período de exibição. Assim, o pátio do museu vai se transformar em sala de cinema, criando um contraste entre passado e presente. Isso é um desejo do projeto curatorial da Mostra Quarta Parede, que crê na ampliação da experiência cinematográfica. Ao mesmo tempo, a seleção do museu tem a ver com o desgaste dos equipamentos culturais da região metropolitana de Aracaju, que dispõem de poucos recursos para receber uma mostra de cinema. Apesar do cenário, Breno Silva reflete: “A sala de cinema, eu imagino, é onde há uma tela, qualquer tela”.


Nesta edição, a Mostra Quarta Parede conta com o apoio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), por meio da Funcap (Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe) e do Governo do Estado de Sergipe. O apoio garantiu não só a ampliação das atividades, mas também a remuneração de todos os profissionais que se envolvem na produção do evento, o que é uma novidade para o coletivo. À época da primeira edição, o trabalho era totalmente voluntário. Em 2023, a equipe se esforçou para colocar em circulação os filmes dos estudantes do curso de Cinema e Audiovisual da UFS (Universidade Federal de Sergipe), onde o cineclube deu início às atividades. De acordo com Breno Silva, importava, assim como importa, fazer do cinema uma forma de pensamento experimental. Hoje, isso se dilui para todas as etapas de concretização da mostra.


Serviço


O que: Mostra Quarta Parede, do Cineclube Voyage;

Onde: Museu Histórico de Sergipe (rua Professor Leão Magno, s/n, bairro Centro, São Cristóvão, Sergipe);

Quando: tardes e noites dos dias 24, 25 e 26 de abril de 2026;

Entrada: gratuita;

Programação completa em: <https://www.instagram.com/cineclubevoyage/>.


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Mostra Quarta Parede acontece em museu de São Cristóvão (SE) entre 24 e 26 de abril

16 de abr.
3 min de leitura

Atualizado: 8 de out.

Evento conta com relançamento de Um é Pouco... Dois é Bom (1970), de Odilon Lopez.

Divulgação


O Cineclube Voyage realiza a segunda edição da Mostra Quarta Parede entre os dias 24 e 26 de abril no Museu Histórico de Sergipe, em São Cristóvão, no estado de Sergipe. Do primeiro ao último dia, o público tem acesso a filmes de treze estados brasileiros, assim como a debates, lançamentos de livros e shows, de forma gratuita. As sessões da mostra oferecem um panorama da produção autoral brasileira, sobretudo do curta-metragem independente e universitário. Os filmes têm caráter mais ou menos artesanal, segundo Breno Silva, que é membro do Voyage. “Sinto que a programação”, diz ele, “tenta dar conta de uma diversidade de olhares e não se mantém num único tom”. No geral, os trabalhos selecionados passam por tópicos como arquivo, experimentação, memória e processos coletivos.


Um dos destaques da Mostra Quarta Parede é o relançamento de Um é Pouco... Dois é Bom (1970), longa-metragem de Odilon Lopez, na noite da sexta-feira, dia 24 de abril. Dado como parcialmente perdido, o filme retorna ao circuito comercial brasileiro aos poucos: “quase como se fosse uma obra ‘nova’ ou ‘recente’”, diz Regina Bomfim, também membro do Voyage. O valor de novidade se associa a uma marca curatorial do evento, cuja equipe se interessou tanto por narrativas sobre a juventude quanto por formas experimentais na hora de selecionar os trabalhos e desenhar as sessões. A ideia de juventude, por sinal, aparece menos por uma abordagem temática do que por uma vontade de renovação, “mais ligada ao gesto criativo e à experimentação”, confirma Regina.


Outro traço experimental do evento está na escolha do local, o Museu Histórico de Sergipe — espaço que foi reinaugurado no segundo semestre de 2025. A equipe do cineclube faz visitas ao espaço desde as primeiras semanas deste ano, a fim de adequá-lo para o período de exibição. Assim, o pátio do museu vai se transformar em sala de cinema, criando um contraste entre passado e presente. Isso é um desejo do projeto curatorial da Mostra Quarta Parede, que crê na ampliação da experiência cinematográfica. Ao mesmo tempo, a seleção do museu tem a ver com o desgaste dos equipamentos culturais da região metropolitana de Aracaju, que dispõem de poucos recursos para receber uma mostra de cinema. Apesar do cenário, Breno Silva reflete: “A sala de cinema, eu imagino, é onde há uma tela, qualquer tela”.


Nesta edição, a Mostra Quarta Parede conta com o apoio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), por meio da Funcap (Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe) e do Governo do Estado de Sergipe. O apoio garantiu não só a ampliação das atividades, mas também a remuneração de todos os profissionais que se envolvem na produção do evento, o que é uma novidade para o coletivo. À época da primeira edição, o trabalho era totalmente voluntário. Em 2023, a equipe se esforçou para colocar em circulação os filmes dos estudantes do curso de Cinema e Audiovisual da UFS (Universidade Federal de Sergipe), onde o cineclube deu início às atividades. De acordo com Breno Silva, importava, assim como importa, fazer do cinema uma forma de pensamento experimental. Hoje, isso se dilui para todas as etapas de concretização da mostra.


Serviço


O que: Mostra Quarta Parede, do Cineclube Voyage;

Onde: Museu Histórico de Sergipe (rua Professor Leão Magno, s/n, bairro Centro, São Cristóvão, Sergipe);

Quando: tardes e noites dos dias 24, 25 e 26 de abril de 2026;

Entrada: gratuita;

Programação completa em: <https://www.instagram.com/cineclubevoyage/>.


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