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Resultados da busca por "crítica mostra 2026"
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- Crítica | Desencantada
De fato, o encanto desapareceu Divulgação: Disney+ Antes de iniciar a crítica que vocês vieram ler, peço
- Mostra Cinema Conquista confirma 16ª edição em setembro
Está confirmada a realização da 16ª edição da Mostra Cinema Conquista – Um olhar para o novo cinema, Considerada um dos mais importantes eventos de audiovisual da Bahia, a mostra apresenta ao público um Desde 2004, a Mostra promove acesso democrático à produção nacional, por meio de exibições de filmes, crítico em torno do cinema brasileiro. A Mostra Cinema Conquista – Ano 16 é uma realização da Movimenta – Cultura e Arte.
- Crítica | Noites Brutais
Em termos técnicos, o longa também se mostra uma caixinha de boas surpresas.
- Crítica | Pânico VI
Seguindo os eventos de Pânico (2022), o novo volume traz os sobreviventes do requel a Nova York, local É justamente nesse ponto que os novos rumos da franquia dão as caras: se o longa de 2022 dava pequenos Com isso, apesar de tropeçar em alguns erros, Pânico VI se mostra bastante satisfatório no que se propõe
- Crítica | Elvis
Uma cinebiografia exagerada e desenfreada, como foi o Elvis, e como tinha que ser. Divulgação: Warner Bros. Pictures O filme explora a vida e a música de Elvis Presley (Austin Butler), vista através do prisma de sua complicada relação com seu enigmático empresário, o coronel Tom Parker (Hanks). A história mergulha na dinâmica complexa entre Presley e Parker ao longo de 20 anos, desde a ascensão de Presley à fama até seu estrelato sem precedentes, tendo como pano de fundo a paisagem cultural em evolução e a perda da inocência na América. No centro dessa jornada está uma das pessoas mais importantes e influentes na vida de Elvis, Priscilla Presley (Olivia DeJonge). Por mais que você não goste do diretor Baz Luhrmann, você não pode afirmar que ele não tem um estilo próprio de filmagem e que ele consegue imprimir bem esse estilo em qualquer uma de suas produções. Muito brilho, muita alegoria, muita exuberância, muitos efeitos digitais questionáveis e muita música. E em Elvis o diretor não se economizou é bom deixar claro antes de qualquer coisa. Se você acha que esse é um filme biográfico como os “comuns” que tentam se prender puramente aos fatos, não é. Baz usa os fatos e momentos reais da vida do cantor, mas adiciona quase que um tom de fantasia, tamanhos excessos que usa nos filtros, nas edições, nos cortes e nos zooms e no som. Baz certamente pensou, “como posso tornar mais atrativa visualmente a história de um cantor que foi por si só um fenômeno?”, e o resultado é de encher os olhos, independente se você gosta ou não do Elvis. Embalado num ritmo frenético e por canções (em suas versões originais e versões originais do filme) que contam — quase como num musical — os fatos que estão sendo abordados, o filme usa da perspectiva do polêmico Coronel Tom Parker para contar como Elvis se tornou um fenômeno mundo e ícone de uma época. Tom Hanks está muito bem dentro do possível para o caricato personagem. O excesso de maquiagem prostética para assemelhar o ator ao personagem é sim um pouco distrativa, mas como personagem de motivação e usado em momentos chave, o resultado é positivo. Divulgação: Warner Bros. Pictures Mas o grande nome do filme é Austin Butler. Eu já vi alguns filmes anteriores que constam no currículo do ator, mas confesso que não me lembrava dele de maneira alguma por serem participações pequenas. Bom, agora o ator se tornou inesquecível. Com uma atuação visceral e eletrizante, Butler deu vida (e deu voz) de maneira impecável, sem parecer um cover do Elvis performer, mas no detalhe, no tom da voz, no olhar. Acho que o ator que encena um cantor num filme tem que, no mínimo, ousar cantar as músicas do personagem, e Butler deu vários shows nesse quesito. Não dá para ficar inerte à atuação dele da mesma forma que não se ficava inerte à Elvis num palco. Qualquer indicação a prêmios que ele venha a receber será mais do que justo, será necessário. No mais deve-se destacar a maneira que o roteiro contemplou a influência da música e da cultura negra, de forma direta, na carreira de Elvis. O cantor que fazia questão de inserir (usou? apropriou?) músicas de artistas negros em seu repertório teve como base grandes nomes que via com respeito, e que estão em momentos cruciais do filme. Elvis consegue ainda, em meio a todo esse espetáculo visual e sonoro, de maneira competente mostrar os dramas pessoais do grande cantor. A necessidade de aceitação, além da fama, em contrapartida ao desejo de se expressar da forma que queria. Presley não deve ser isento de culpa sobre o rumo que sua jornada tomou, mas foi sim uma vítima do controle obsessivo de Tom Parker e isso trouxe consequências não só para sua carreira como para seu estilo de vida, seus anseios e sua constante necessidade de busca por algo que estava consigo o tempo todo, mas não conseguiam deixá-lo ver. Nota: 5/5
- Crítica | Futuro Futuro
Embora esteja menos interessado em tecer uma determinada crítica social e ao uso desenfreado da tecnologia
- Crítica | Zona de Interesse
O cotidiano dos vilões, visto de longe Foto: Divulgação Um filme tem um tempo limitado, usualmente não mais que 150 minutos, para nos contar (ou mostrar) toda uma história, do começo ao fim, passando pelo clímax e apresentando seus diversos personagens e cenários. É muita coisa para pouco tempo. Para otimizar cada segundo, o cinema se apropriou de um recurso conhecido da literatura: a alusão, isto é, a referência a algo externo ao filme. Ora, não se pode perder preciosos frames explicando algo que assume-se que o espectador já saiba. Imagina se todo filme natalino precisasse explicar o motivo cristão para a celebração do aniversário de Jesus. Não dá, né? Põe logo uma árvore iluminada no meio da sala e já entendemos do que se trata. É isso que pensou Jonathan Glazer, diretor e roteirista de Zona de Interesse. Só que ao invés de natal, é o holocausto, e no lugar da árvore, uniformes com suásticas e gritos de desespero. Sua intenção não é mostrar o sofrimento imensurável dos judeus, tampouco as atitudes perversas e covardes de Hitler e seus apoiadores. Ele sabe que já ouvimos e vimos essa história antes. Seu interesse é por algo que sequer passou pela nossa cabeça quando pensamos nesse período: o ordinário, o dia a dia de uma aparentemente comum família alemã. A maior parte do filme se passa na casa dos Höss. Em momento nenhum somos informados que atrás daqueles muros estão os campos de concentração de Auschwitz, mas sua presença é sentida – não importa o quando Hedwig (Sandra Hüller), esposa do comandante Rudolf (Christian Friedel), tente cuidar de sua casa e seu jardim para fazê-los aconchegante. Em uma passagem, ela chega a mencionar que está deixando crescer as plantas para que tapem as chaminés e suas fumaças, mas entendemos ser mais por uma questão estética que moral. Essa é a vida que o casal sempre sonhou. Rudolf tem um bom posto no exército, Hedwig conquistou o lar dos sonhos para criar seus cinco filhos. Dispõem de babás e empregadas domésticas, piscina, cavalo e até um barco novo. Nas folga, vão todos ao lago mais próximo. Uma vida bucólica, nem tão feliz nem tão triste. Perfeitamente normal. Foto: Divulgação É na quebra dessa trivialidade que está o mérito do filme. Enquanto a esposa toma chá e fofoca com as amigas, o marido conversa no cômodo seguinte sobre a forma mais eficiente de queimar centenas de milhares de seres humanos. Numa brincadeira entre irmãos, o mais velho aprisiona o mais novo na estufa de plantas e faz barulho de gás. Hedwig entra em seu quarto com um novíssimo casaco de pele… que por algum motivo tinha em seu bolso um batom usado. Não há culpa ou remorso. É o que é. Quando, ao caminho da escola, as crianças passam por fábricas de extermínio, é porque chegou-se num nível de cegueira moral difícil de compreender. Nos recusamos a aceitar que alguém pudesse banalizar o terror porque temos medo que possa acontecer com a gente. É nessa ferida que Zona de Interesse mexe, e continuará mexendo por muito tempo após os créditos rolarem. Quando optou por adaptar para as telonas uma das várias perspectivas trazidas no livro homônimo de Martin Amis, Glazer quis inovar não apenas na abordagem do tema: buscando se aproximar de uma estética do que chamam de “filme de arte”, toma decisões pouco convencionais na linguagem fílmica. A montagem é propositalmente lenta, passando exatamente a sensação de cotidiano que se pretende. As longas sequências são construídas por longas cenas de longos takes, quase sempre em planos médios ou gerais, meio como imagens de câmeras de segurança. Chuto que essa escolha se dá para evitar uma eventual identificação entre público e personagem, algo que estamos tão acostumados a fazer que talvez acontecesse instintivamente. Faz sentido na teoria, mas não tanto na prática. A todo tempo tinha a impressão de que, míope que sou, tinha ido ao cinema sem óculos, sem poder ver a riqueza de detalhes na construção do cenário que buscou reproduzir a casa da verdadeira família Höss, e menos ainda as nuances das atuações (que, portanto, não consigo qualificar adequadamente). Sequer sou capaz de dizer a cor dos olhos de um dos protagonistas. O mal estar visual agrava-se com a edição de cores lavadas na fotografia de Lukasz Zal. O design de som, por outro lado, é um primor. Contradiz tudo que nossos olhos nos informam, embalando a banalidade com um terror sonoro inquietante, por vezes interrompido por gritos de personagens desconhecidos. Nem barulhento demais a ponto de nos tirar a atenção, nem simples demais a ponto de nos deixarmos acostumados com o incômodo (como os moradores de Auschwitz), a união da trilha sonora de Mica Levi e da edição de som de Maximilian Behrens é um trabalho sofisticado, daqueles que se deve levar para as aulas de cinema. Pode ser o desagrado visual falando, mas a verdade é que, depois de um primeiro momento em que entendi, me surpreendi e amei a originalidade da abordagem do filme, fiquei esperando um grande evento que justificasse os meus próximos 100 preciosos minutos naquela poltrona vermelha. Não veio. Me lembrei de quando vi Boyhood (Olha! Também sei fazer alusão!) e questionei por que assistir a uma vida corriqueira se, ordinária por ordinária, já vivo a minha. Claro, não é como se o cotidiano dos Höss tivesse qualquer semelhança com o meu. Só que a intenção do diretor foi justamente criar essa banalidade ao horror logo no início do filme, e, para bem ou para mal, o faz perfeitamente, deixando os demais atos um tanto quanto monótonos – adjetivo que jamais deveria ser usado num filme sobre o tema. Nota: 3/5
- Crítica | A Sociedade da Neve
Ninguém filma uma desgraça com mais textura e essência do que J. A. Bayona Foto: Divulgação Baseado numa chocante história real, o filme conta como dezesseis sobreviventes conseguiram ser resgatados depois de lutarem por 72 dias contra o gélido clima da Cordilheira dos Andes. Em outubro de 1972, um avião fretado da Força Aérea do Uruguai que rumava para o Chile se choca contra uma montanha nos Andes. Das 45 pessoas a bordo - a maioria fazia parte de um time de rúgbi amador -, 29 sobrevivem ao impacto, mas apenas 16 foram resgatadas. Sem qualquer preparo – sobrevivendo em meio a gelo e pedras, sob uma temperatura que chegou a atingir -30º C – eles usaram a fuselagem do avião como abrigo e precisaram tomar decisões que, em outros contextos, seriam fortes estigmas sociais, morais e humanos afim de esperar algum tipo de ajuda pelo maior tempo que conseguissem. O filme Vivos (1993) foi um dos grandes sucessos das locadoras de VHS na minha casa, então mesmo com seu texto limitado que algumas vezes não sabe ocupar bem suas 2h de duração, a versão de Frank Marshall é um dos meus filmes preferidos dos anos 90 e tentei deixar esse apego de lado para contemplar a nova versão. Mas essas divisões não acontecem no nosso cérebro como a gente gostaria e as comparações inevitavelmente acontecem. O cineasta espanhol Juan Antonio provou em O Impossível, e endossou agora, que sabe trabalhar com escala macro de grandes desgraças para dimensionar a pequenez humana. Bayona tira o tom aventuresco que Marshall usou na primeira versão e foca na personalidade dos personagens contrastando com a grandeza e a clareza das montanhas de neve; a tabula rasa indiferente e assustadora que a natureza impõe mediante toda e qualquer pessoa. Foto: Divulgação Como as particularidades e as subjetividades dos personagens ganham mais destaque nesta adaptação, o diretor escolhe iniciar com flashbacks de antes do acidente para mostrar a dinâmica desses personagens e para dar o tom das personalidades, e como essas relações vão interferir no pós queda e também como elas mudarão após o acontecido. O elenco é formado por atores latinos que transbordam paixão e talento, nomes de certa novos quando comparados a figurões no âmbito internacional, mas que não deixam em nada a desejar a tantos outros que já bem consolidados. Eu gosto de histórias de sobrevivência filmadas para ver como a produção se sai no desenvolvimento de ambientação que é um limitante, às vezes, na narrativa. Lembro que fui sedento assistir ao brilhante 127 Horas (2010), de Danny Boyle, pra saber como o diretor havia transformado as ditas 127 horas de um homem preso a uma pedra num filme de 90 minutos, como o cenário seria importante para contar aquela história e adicionar tensão a ela. E aqui não é o constante jogo entre o claro da neve com o escuro do avião que deixa a sistemática do enredo operando em equilíbrio e contradição ao mesmo tempo. O claro e amplo espaço por vezes assusta mais do que o apertado e escuro avião, por exemplo. É uma história que por mais que seja bastante conhecida não deixa de ser emocionante, afinal ela joga com os todas as hierarquias das necessidades humanas da pirâmide de Maslow e dá bastante tempo e espaço para o espectador criar afinidade com aquelas pessoas, com aquela situação e com sobrevivência humana em seus instintos mais básicos. Nota: 4,5/5
- Crítica | Asteroid City
E assim como A Crônica Francesa (2022), em Asteroid City tem um elenco incontável se encontrando em histórias
- Crítica | Cidade em Chamas
As chamas ficam só no título, porque a série não poderia ser mais fria. Foto: Divulgação Nova série de Josh Schwartz e Stephanie Savage, produtores executivos de clássicos adolescentes como “The O.C.” e “Gossip Girl”, a princípio me deixou bem curioso. O primeiro episódio até conseguiu me deixar interessado pela história e pelos personagens, mesmo que já não fosse nada muito inventivo. E foi nele que já se encerrou o que eu tinha visto de bom, porque os sete episódios seguintes são uma bagunça completa, que faz vários ensaios do que poderia ser algo instigante, mas nunca consegue atingir seu potencial, infelizmente. Ambientada no ano de 2003, conhecemos Sam (Chase Sui Wonders), uma estudante universitária que é baleada no Central Park no 4 de Julho, dia da Independência dos Estados Unidos. Quando começa a investigação, os detetives vão conectando uma série de incêndios misteriosos, a cena musical do centro de Nova York e uma rica família do ramo imobiliário desgastada pelos muito segredos que guarda. Pela premissa já se pode captar um pouco da bagunça que eu citei. É sempre bom ver narrativas onde os núcleos vão se entrelaçando de uma maneira orgânica, e aqui passa longe de ser assim. Sam é o ponto chave, pois é através dela que todos se conectam. Ela traz Charlie (Wyatt Oleff) – que é, claro, apaixonado por ela – para esse mundo. Ela o leva para diversos shows, e assim ele conhece uma banda, que são os responsáveis pelos diversos incêndios na cidade e sem nenhum integrante específico que mereça uma menção. Eles flertam com o anarquismo, mas nos é apresentado de uma forma tão vazia, que só parecem jovens desocupados sem propósito de absolutamente nada. O ex-vocalista da banda, William (Nico Tortorella), é viciado em drogas, e irmão de Regan (Jemima Kirke), que é casada com Keith (Ashley Zukerman), com quem Sam tem um caso. Esse é um resumão da patacoada. Foto: Divulgação Passeamos por esses enredos através dos detetives que investigam o caso, e talvez esta seja a pior parte. Eles parecem uma caricatura saída da cabeça de uma criança de 5 anos quando perguntam a ela como um detetive deveria ser. Nada neles funciona. As atuações são fora do tom, a caracterização é péssima e até o texto que sai da boca deles é genérico. E no final, quem resolve os mistérios são outros personagens, praticamente. Há de se louvar algumas atuações, como a de Sui Wonders. Mesmo que a personagem caia no lugar comum de outras protagonistas de Schwartz, “que fazem várias merdas, mas o mundo deve perdoá-las porque elas são lindas”, a atriz consegue deixar sua marca. Kirke, Zukerman e Tortorella também estão bem nos papéis, mas a positividade acaba por aqui, que com exceção da bela trilha sonora sempre consistente, não há muito mais para ressaltar de bom. Não tenho felicidade em falar mal de algo que estava esperando que fosse bom. A série é adaptação de um livro que eu não li, então não posso julgar como tal. Mas falando como série, e que pelas cenas finais pretendia voltar para uma 2ª temporada, ela não funciona. Uma das principais características de Schwartz são os diálogos espertos, rápidos e cheios de referência, e falta muito disso no roteiro de Cidade em Chamas. É como se precisassem de mais episódios para desenvolver a história e fazer com que nos importássemos com os personagens, já que mesmo com a longa duração deles, a série também falha nisso. O resultado são vários grandes momentos jogados sem qualquer impacto para quem assiste, extremamente enfadonhos e que ninguém dá a mínima, com reviravoltas previsíveis, como se colocassem vários temperos em uma panela e nenhum deles conseguisse dar sabor ao prato, que chegou à mesa frio e apático. Nota: 1,5/5
- Crítica | Moonage Daydream
sonora, juntando-se a Tony Visconti (produtor e braço direito de Bowie de 1968 até a morte do cantor em 2016
- Crítica | Filho da Mãe
uma das maiores referências do humor brasileiro Divulgação: Amazon Prime Video No dia 4 de maio de 2021












