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Resultados da busca por "crítica mostra 2026"

1329 resultados encontrados para "crítica mostra 2026"

  • Crítica | Vidas Passadas

    protagonistas masculinos quem talvez brilhem mais: Teo Yoo entrega uma das atuações mais marcantes de 2023

  • Crítica | Segredos de um Escândalo

    A arte como linha tênue entre homenagem, referência e simulacro da vida alheia Foto: Divulgação Gracie (Julianne Moore), uma mulher de meia-idade, vive uma vida feliz e bem resolvida com o marido. Há alguns anos, ela se envolveu em um escândalo desagradável – deixou o então marido para ficar com Joe (Charles Melton), um jovem de 13 anos de idade na época – mas para ela tudo ficou no passado. A atriz de cinema Elizabeth (Natalie Portman) vai passar um tempo na casa de Gracie com uma missão. Esta visita faz parte de sua preparação para interpretar o papel de Gracie em um filme que está sendo rodado. Enquanto conversa com os familiares, Gracie se pergunta se Elizabeth descobrirá alguns segredos de seu passado e se alguma informação escondida virá à tona. Todd Haynes é um dos diretores mais elegantes e refinados dos EUA. Seus trabalhos sempre se desdobram despretensiosamente sob os olhares do público que quando menos percebe está coberto por uma grande trama bem estruturada, bem amarrada e bem filmada. Ele sabe trabalhar detalhes e sutilezas básicas apenas com movimentos de câmera de forma que simples elementos ganhem relevância na narrativa e prevejam situações, mesmo sem estragar qualquer surpresa do enredo. E que texto esse filme tem. Ele é suspense, é drama e é comédia sem interferir no terreno um do outro. Não importa qual sua abordagem na interpretação do texto e o que você vai extrair ao final, tudo faz sentido e tudo converge para o mesmo lugar: a curiosidade na e da natureza humana, tanto para os personagens quanto para quem assiste. Foto: Divulgação As questões éticas e morais da relação entre uma mãe de família casada e um jovem adolescente são o ponto de partida do filme, mas quando somos apresentados a personagem Elizabeth logo percebemos que essa Gestalt vai funcionar como plano de fundo para o interesse da atriz nos sentimentos de Gracie e especialmente nos sentimentos de Joe. E é quando Elizabeth perde a mão entra sua visita profissional e seus interesses particulares que o suspense e especialmente a comédia ganham força. É aí também que o longa-metragem dá uma cutucada certeira no ego de vários atores, em inferir que a busca seca pela representação fiel de uma “pessoa real”, torna o trabalho mecânico, engessado e sem verdade. Sem o surrealismo de Lynch e o expressionismo de Bergman, a produção bebe da fixação pela persona encontrada em Cidade dos Sonhos (2001) e em Quando Duas Mulheres Pecam (1966). Natalie Portman entrega uma atuação cínica, introspectiva e, por vezes, hilária. Enquanto Juliane Moore – em sua quarta colaboração com Haynes – carrega o pesar e os sentimentos mais encorpados. No meio das duas está o encantador Charles Melton, cujo personagem se esforça para respirar, para se expressar e até mesmo para sentir enquanto é sufocado pelo contexto em que está inserido e pelas incisivas mulheres que o cercam. Melton consegue transpor toda a supressão de emoções de Joe com precisão. A história de Gracie e Joe é inspirada num caso verídico, e isso deixa a metapiada ainda mais engraçada. Numa Hollywood desesperada por cinebiografias e pelo mimetismo dos atores, é muito bom ver como a ironia funciona na contrapartida e como até mesmo os exageros funcionam sob uma regrada tenuidade. Nota: 5/5

  • Crítica | Crescendo Juntas

    coming-of-age, tendo dirigido um dos filmes mais bem-recebidos do gênero da década passada, Quase 18 (2016

  • Crítica | O Enfermeiro da Noite

    Longa baseado em um caso real tenta resumir história densa e complexa em apenas duas horas de produção e falha na falta de profundidade Divulgação: Netflix Nesta quarta-feira, 26, a Netflix lançou mais um conteúdo voltado ao gênero dos crimes reais. Desta vez, a plataforma trouxe para o público a história do enfermeiro Charles Cullen, considerado um dos serial killers com mais vítimas na história dos Estados Unidos. A dramatização do crime para as telas foi inspirada no livro-reportagem "O enfermeiro da noite: Uma história real de medicina, loucura e assassinato" de Charles Graeber. O filme de aproximadamente duas horas traz no elenco nomes de peso como Jessica Chastain e Eddie Redmayne. Na sua trama, conhecemos Amy (interpretada por Chastain), uma enfermeira sobrecarregada que trabalha na área da UTI. Além disso, ela precisa dar conta da vida de mãe solteira e lidar com uma doença recém diagnosticada. A ajuda e o apoio chegam com o novo enfermeiro do hospital. Charlie (Redmayne) logo se aproxima de Amy após os dois compartilharem longos plantões durante a madrugada e se tornam grandes amigos. Porém, quando Amy encontra dois detetives investigando uma morte suspeita no hospital, ela começa a desconfiar de Charlie e vê a sua vida e a vida dos seus pacientes correrem perigo. Divulgação: Netflix Acredito que a decisão de transformar a história em um filme e não em uma minissérie, por exemplo, tenha prejudicado a profundidade da obra. São muitas nuances, camadas e personagens que poderiam ter sido explorados, especialmente no que diz respeito à história de Charles e os diversos outros crimes cometidos por ele e da investigação policial em si. Além disso, o ritmo lento do filme em seu primeiro ato também pode afastar alguns telespectadores que curtem o gênero do suspense e esperavam algo mais frenético da obra. Porém, esse clima meio slowburn de “O Enfermeiro da Noite” causa uma progressão interessante na trama e mesmo tirando a paciência de alguns, parece uma proposta intencional que busca mostrar um pouco da natureza criminal de Charlie e de como o crime se perpetuou por tanto tempo, encoberto pelas grandes corporações que administram os hospitais particulares dos EUA. Com dois vencedores do Oscar no elenco principal, era esperado que o filme entregasse boas atuações. Mas, Eddie e Jessica também demonstraram ter uma química primorosa em cena, especialmente em momentos muito tensos. Eddie incorpora bem o personagem e cria uma faceta de inofensivo em Charlie que funciona muito bem. Ele não é aquele personagem aterrorizante e esquisito desde o começo e isso causa também uma sensação de choque ao telespectador à medida que vamos descobrindo as coisas junto com a Amy. Utilizando bem o tom cinza durante todo o filme, o diretor Tobias Lindholm consegue colocar nas telas uma obra coesa, bem estruturada e com ótimas atuações dentro da plataforma da Netflix. E, mesmo com falta de profundidade em alguns momentos, é possível ter uma dimensão como os crimes cometidos por Charlie foram capazes de destruir vidas por todo lugar em que ele passava. “O Enfermeiro da Noite”, no final das contas, é uma obra assustadora por ser real e te faz refletir mesmo depois da subida dos créditos e do apagar das telas. Nota: 3,5/5

  • Crítica | O Menino e a Garça

    Uma viagem à mente de Miyazaki sem direito a paraquedas Foto: Divulgação A parceria entre Estúdio Ghibli e Hayao Miyazaki é uma das mais duradouras e bem sucedidas do cinema, afinal, se você citar os nomes de seus filmes, será difícil alguém não reconhecer. A lista, que conta com títulos como Nausicaä do Vale do Vento, Meu Amigo Totoro, O Serviço de Entregas da Kiki, Ponyo, e o vencedor do Oscar A Viagem de Chihiro, ganha mais uma companhia, com o lançamento de O Menino e a Garça, que finalmente chegou ao Brasil. O longa inicialmente chegou carregado de mistério, sem sinopse, trailer e um poster que revelasse coisa alguma. Posteriormente, após o seu lançamento no Japão, as coisas começaram a mudar e o mundo teve um vislumbre dessa nova história que Miyazaki. E, para quem se interessa, nela acompanhamos Mahito, um menino de 12 anos, que após a morte de sua mãe na guerra é levado para uma nova cidade onde tenta se estabelecer e fazer parte, mas surge então uma garça extremamente esquisita e envolta em enigmas que o diz que sua mãe ainda está viva, e é aí que nossa aventura tem início. Assim como as obras mais famosas do diretor, essa também vem carregada de nuances e viagens imersivas que levam a uma reflexão e possivelmente crises existenciais. O dom de Hayao em escrutinar a psique de forma tão fácil é algo que sempre deixa o espectador em suspense, não dá para saber o que esperar, e há uma quebra constante de previsibilidade, que, enquanto você assiste examinando aquilo e pensando que vai tomar um caminho que parece estar claro, ele dá uma virada de 360º para colocar o público quietinho em seus pensamentos. Eu não consigo mensurar a quantidade de vezes em que fiquei estático olhando para a tela com o que se desenrolava, e em certo momento do filme decidi que eu só tinha que entrar naquela viagem e aguardar o segundo seguinte. Foto: Divulgação Um dos detalhes mais positivos em relação às produções do estúdio, é a decisão de se manter no 2D, (com exceção de Aya e a Bruxa, que, sendo bastante sincero, espero que não se repita). Não que eu não goste do modelo em 3D, mas há um charme e uma combinação tão bem casadas, que fazem disso uma assinatura do Ghibli. É nesse traço, com um toque de nostalgia, que as aventuras que vemos nos transmitem uma sensação que não se nota em outras produções. Há um ‘Q’ de inexplicável no sentimento que é passado quando junta essas histórias com esses traços característicos, e eles tornam toda a experiência um conjunto de prazer. A razão de eu dizer isso? Não consigo imaginar esse enredo funcionando da mesma maneira com uma escolha diferente. Ele transporta o espectador a um espaço-tempo que parece pairar sobre a inexistência do real. Não sei como explicar de outra forma além dessa e queria externar esse sentimento. Esse filme em específico parece um delírio, no melhor sentido possível da palavra. Ao contrário de obras anteriores do Miyazaki, em que temos protagonistas que já vêm prontos para o mundo, nesse temos um garoto que nos leva a crescer junto a ele, com uma trama que se desloca numa velocidade que inicialmente parece não se ater ao tempo, mesmo que, para mim, haja uma rápida finalização e gere um certo desconforto próximo ao fim. A direção e o roteiro são bem executados, uma trilha que eleva ainda mais a história e ajuda o espectador a se envolver com o que está assistindo, cores vivas que hipnotizam e personagens cativantes. Não que eu não me importe com a parte do “que mensagem ele quer passar?”, mas acho que isso acaba sendo subjetivo, já que as compreensões são diferentes, mas é um mérito gigantesco que ele deixe uma semente de pensamentos que ficam germinando dia após dia, pois, desde que o assisti penso nele com frequência, e a cada vez me vem algum novo insight, uma nova crise existencial. É gratificante que o cinema nos permite absorver temas de maneiras diferentes, e eu, que sempre fui um entusiasta da morte e da solidão, fiquei satisfeito com o resultado, e com o que ele proporcionou. Nota: 4/5

  • Crítica | Eu Não te Ouço (Festival do Rio 2025)

    A obra parte de um episódio real que sintetiza o surrealismo do pós-eleições de 2022: o caso do “patriota a passagem de transportes em uma rodovia bloqueada por manifestantes pós-resultado das eleições de 2022 ainda não tem previsão de lançamento em circuito comercial — uma perda considerável, aos olhos desta crítica

  • Crítica | Os Bravos Nunca Se Calam

    Dirigindo seu primeiro longa, Márcio Schoenardie mostra aqui uma direção bastante criativa, que dá para Dito isso, essa qualidade da fotografia e direção mostra como o cinema nacional tem grande potencial dá pelo fato de por ter pessoas com alto poder aquisitivo envolvida no fechamento da fábrica algumas críticas

  • Crítica | Fargo (5ª temporada)

    Nova temporada mostra que Noah Hawley ainda tem muito o que contar e sabe como fazê-lo Foto: Divulgação

  • Crítica | Andor (1ª temporada)

    A falta de intimidade de Tony Gilroy com o universo de Star Wars se mostra uma bênção, pois permite que

  • Crítica | Está Tudo Bem Comigo?

    Em 2022, ele foi aclamado por vários críticos no Festival de Sundance, mas demorou para conseguir distribuição

  • Crítica | A Fuga das Galinhas: A Ameaça dos Nuggets

    Truman (enquanto o plano de Ginger e Rocky remete a obras de espionagem como Missão Impossível), e mostra que ainda há espaço para uma certa crítica ao capitalismo tal qual o primeiro filme possuía. Novamente, porém, é uma réplica que perde seu frescor mesmo na crítica que apresenta.

  • Crítica | Cyclone (Festival do Rio 2025)

    Foto: Divulgação Dentre os longas selecionados para a Première Brasil de ficção no Festival do Rio de 2025 Cyclone, da cineasta Flávia Castro - que também aparece na seleção deste ano com As Vitrines, parte da mostra

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