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Resultados da busca por "crítica mostra 2026"

1329 resultados encontrados para "crítica mostra 2026"

  • Crítica | Garra de Ferro

    Luta, dor e encenação Foto: Divulgação Em seu mais novo filme, o diretor Sean Durkin embarca no universo da luta livre e explora a história da família Von Erich. Liderados pelo pai Fritz Von Erich (Holt McCallany) e pela mãe Doris Von Erich (Maura Tierney), os irmãos Kevin (Zac Efron), Kerry (Jeremy Allen White) e David (Harris Dickinson). Juntos, os irmãos são pressionados a cumprir o legado de seu pai trazendo para casa o título mundial de luta livre, e na busca por esse objetivo eles precisam lidar com uma "maldição" que os atormentou ao longo de vários anos. Por se tratar de um filme que aborda a luta livre, certamente ele possui dezenas de cenas no ringue, e a forma que Durkin filma essas cenas flertando com a teatralidade do wrestling e optando por dosar muito bem um sentimento de melancolia ao manifestar a dor em meio a diversão. Se O Lutador (2008), de Darren Aronofsky expõe os extremos entre a vida de lutador e o mundo real de um personagem em decadência, Garra de Ferro tem o seu foco nos diferentes tipos de oponentes que são enfrentados pela família Von Erich, seja a masculinidade, a tradição ou a frustração. Um dos grandes méritos do filme é como ele reverencia e traça um paralelo com o aspecto da encenação que é utilizado na luta livre. Quando vemos Kevin demorando a se levantar ao ser derrubado no ringue a fim de convencer o espectador de forma dramática, ele pode estar encenando tanto para o torcedor do ringue quanto para o espectador do filme, de modo que também somos provocados a imaginar a encenação em cenas fora do ringue. Além de testemunharmos os lutadores combinando movimentos e coreografias antes da luta, Garra de Ferro mantém firme o método que é conhecido como "kayfabe", que é o entendimento implícito entre os lutadores e os fãs de que os eventos encenados e roteirizados devem ser aceitos como reais. E isso é cinema em sua mais pura essência. Foto: Divulgação Temos como um dos principais oponentes dos nossos lutadores, a masculinidade tóxica com o pai Fritz Von Erich como a personificação disso, em que os homens da família vivem refém dessa ideia patriarcal que dita toda a criação dos Von Erich. Como se o pai quisesse descarregar toda a sua frustração nos filhos e que todo o seu objetivo de vida está resumido em criar esse legado de campeões. De forma que eles são privados de demonstrar fragilidade e até mesmo de chorar à medida que uma nova tragédia comete a família, pois eles foram criados com a ideia de que “Homem não chora”, como diz o próprio Kevin com os olhos cheios de lágrimas em determinado momento do filme. Além de apresentar através de plano-detalhe o que se assemelha ao que atualmente são as famílias americanas que vivem os ideais trumpistas, como é visto na cena em que é mostrado um grande arsenal de armas expostas em vitrine na sala de casa. Esses elementos são apresentados ao espectador enquanto a direção parece tomar uma postura de distanciamento em relação a esses personagens, o que acaba funcionando bem em seus momentos mais melodramáticos quando estão fora dos ringues. E são nessas nuances que percebemos pequenos detalhes como a masculinidade autoritária de Fritz, que pede demais de seus filhos e os coloca uns contra os outros; o estoicismo religioso tóxico de Dotty; o amor fraternal que os mantém unidos independente do que aconteça. E em meio a tudo isso o filme caminha até uma procissão de catástrofes, na qual tanto o espectador como os personagens são incapazes de sofrer por muito tempo, pois é preciso se colocar no lugar novamente para dar continuidade ao sonho do pai, pois é tudo o que importa aqui. É uma situação trágica, porém familiar para muitos garotos criados em um ambiente de masculinidade tóxica. Foto: Divulgação Os filhos são obrigados a competir pela atenção do pai. Quando Kevin falha na luta livre, David se torna um candidato ao título mundial, enquanto o sonho olímpico de Kerry acaba e ele assume o esporte favorito de Jack. O desafortunado Mike apenas deseja tocar música com seus amigos em uma banda, enquanto os outros irmãos fazem o máximo para realizar esses sonhos. E nisso eles persistem em castigar seus corpos e reprimir qualquer sentimento de raiva, ressentimento, fracasso e o temor de desapontar o pai de várias maneiras. Um deles se recusa a admitir que suas lesões relacionadas ao esporte são sérias, mesmo após vomitar sangue na recepção do casamento de Kevin. Outro recorre ao álcool para lidar com as consequências devastadoras, lutando para escapar do controle mental exercido pelo pai. Até Mike que até então tinha vocação pra música se vê dentro do ringue, ainda que por um breve momento. A direção de Durkin garante que o amor compartilhado pelos irmãos Von Erich seja genuinamente palpável por quem assiste. Existe um afeto profundamente genuíno entre eles, um amor profundo pela luta livre e, sobretudo, uma devoção pela. A luta livre representa uma fuga da repressão, uma maneira de liberar inseguranças profundas e explorar oportunidades que lhes foram negadas. Pelas lentes de Durkin, os espectadores podem contemplar a paradoxal realidade da luta livre profissional - um espetáculo que é simultaneamente teatral e esportivo, artificial e autêntico, e frequentemente mais seguro dentro do ringue do que fora dele. Garra de Ferro tem estreia marcada nos cinemas para o dia 7 de março. Nota: 4/5

  • Crítica | Matilda: O Musical

    logo após uma interpretação forte e impactante em ‘A Mulher Rei’ e sua personagem guerreira Izogie, mostra Já Emma Thompson, que iniciou o ano de 2022 com sua atuação visceral em ‘Boa Sorte, Leo Grande’ no festival

  • Lista | Os melhores filmes vistos na 49ª Mostra de SP

    Foto: Reprodução Depois de duas semanas intensas, a 49ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Foram 32 filmes vistos, quase este número em críticas, e a sensação de que um trabalho exaustivo, mas (Crítica completa aqui) Foto: Reprodução 9) “Morte e Vida Madalena” (Dir.: Guto Parente) “(...) (Crítica completa aqui) Foto: Reprodução 7) “A Natureza das Coisas Invisíveis” (Dir.: Rafaela Camelo) (Crítica completa aqui) Foto: Reprodução

  • Crítica | Ted Lasso (4ª temporada)

    Temporada não restaura a série aos dias de glória dos seus primeiros anos, mas mostra que ela ainda tem decisões narrativas e criativas minimamente questionáveis minaram muito do carinho que o público e a crítica transformá-las em meras cópias de Jamie Tartt, Sam, Dani Rojas (há até uma piada envolvendo esse que mostra Divulgação Dentro disso, a série consegue usar esse espaço para problematizar e trazer diversas críticas

  • Crítica | Treta (1ª temporada)

    Esta vai ser uma crítica sem spoilers, porque quanto menos você souber, melhor será sua experiência.

  • Crítica | Um Lugar Silencioso: Dia Um

    Bom, a resposta nós podemos observar não só no seu longa de 2018, mas também na sua sequência de 2020

  • Crítica | Planeta dos Macacos: O Reinado

    Longa aborda início da estratificação social símia com muito dinamismo Foto: Divulgação Planeta dos Macacos: O Reinado inicia com um salto no tempo após retomar exatamente onde se encerrou Planeta dos Macacos: A Guerra (2017). Muitas sociedades de símios cresceram desde quando César levou seu povo a um oásis, enquanto os humanos foram reduzidos a sobreviver e se esconder nas sombras. Apesar de ter sido o responsável pela segurança da nova geração de primatas evoluídos, muitos não conhecem os feitos de César. E é neste novo cenário que um líder macaco começa a escravizar outros grupos para encontrar tecnologia humana, enquanto um jovem primata que viu seu clã ser capturado, embarca em uma viagem para encontrar a liberdade, sendo uma jovem humana a chave para todos. A brilhante trilogia mais recente da franquia iniciada em 2011 por Rupert Wyatt e finalizada em 2017 por Matt Reeves mostrou como o planeta humano aos poucos foi sendo dominado pelos macacos. Aqueles filmes tinham suas próprias questões e motivações dentro de um universo completamente diferente do que se conhecia pelo planeta dos macacos em questão. E apenas ao final do terceiro capítulo o espectador tem um vislumbre do que pode começar a parecer o clássico filme dos anos 60. Não é à toa que O Planeta dos Macacos de 1968 se tornou uma das ficções científicas mais cultuadas do cinema. Além de adaptar com esperteza o romance francês, inserindo ainda mais analogias sociais no subtexto, ele abriu um universo todo novo a ser explorado e desdobrado em incontáveis sequências, o que Hollywood ama. E a influente produção do grandioso Franklin J. Schaffner é o gabarito para a estrutura narrativa do novo filme. Foto: Divulgação A produção faz questão de deixar claro que é o início de uma nova saga, ainda que una passado e futuro (tanto para a nossa linha do tempo quanto para a linha do tempo da história, grandezas inversamente proporcionais), e com isso ele bem de várias referências diretas ao original. O início de três personagens desbravando, a perseguição e captura de humanos em meio a um campo de vegetação alta e a ambientação do terceiro ato são apenas os destaques mais claros do que roteiro e direção queriam pinçar do longa estrelado por Charlton Heston. De qualquer forma, dentro do razoável, o filme opera bem de forma independente para quem está chegando agora. O foco do texto aqui é o como o personagem César se tornou uma figura messiânica para os símios. E como todo profeta que se preze tem suas palavras de harmonia e compaixão distorcidas para virar motivos para matar. Já se tem uma estrutura social bem mais complexa do que se havia visto, e esse novo status quo interfere diretamente na dinâmica de como o filme se apresenta. O diretor Wes Ball procura nunca evidenciar de forma banal essa hierarquia, ele deixa que o espectador descubra devagar, quase que como explorando, as causas e as consequências de cada camada e de cada personagem. Quanto aos quesitos técnicos visuais é realmente surpreendente como conseguiu-se avançar ainda mais na renderização, na textura e nos aspectos digitais que são o alicerce da produção. É até bem reconfortante haja visto que nos últimos anos os blockbusters tenham entregados resultados cada vez mais cansados e sem personalidade. A fotografia também contribui com o excelente desempenho plástico e consegue desenhar com nitidez e saturação equilibrada até os momentos mais escuros. Destaque também para os jogos de câmera que se divertem usando e testando movimentos e ângulos que parecem nunca ter sido utilizados nos filmes anteriores. Toda a saga dos Planetas dos Macacos evoca a dialética da conflituosa relação humana com a natureza e como as pessoas lidam com as consequências desse embate, e esse não é diferente. E honestamente enquanto a mensagem for necessária e o meio souber como tratar o assunto – sem se repetir e respeitando o tempo de amadurecimento de uma produção carregada de traços digitais – que venham mais analogias sociais através dos primatas. Nota: 4/5

  • Crítica | Ghostbusters: Apocalipse de Gelo

    Em relação aos filmes, em 2016 houve um reboot, uma versão feminina voltada bem para a comédia escrachada ; e em 2021 foi lançado Ghostbusters - Mais Além, produção que retomava o universo dos longas dos anos Ghostbusters: Apocalipse de Gelo é a continuação do filme de 2021. colorida, mais cafona e mais descompromissada com outros vieses que não seja a comédia ou ação (o filme de 2021

  • Crítica | Um Eterno Primeiro Encontro

    Thriller utiliza conceito de terror social para contar história sobre abuso Foto: Divulgação Lançado na última semana no Star+, o longa Um Eterno Primeiro Encontro não fez tanto barulho nas redes sociais e teve uma estreia discreta no streaming. O thriller LGBTQIAPN+ é roteirizado por Allyson Morgan e dirigido por Kelley Kali e conta a história da jovem Billie (Maisie Richardson-Sellers) que é atormentada por apagões e visões estranhas que a levam a descobrir que está presa em uma série de loops temporais, relacionados à sua nova namorada misteriosa (Shannon Woodward). Usando da ficção científica para entregar uma história sobre abuso e relacionamentos abusivos, Um Eterno Primeiro Encontro causa uma forte reflexão sobre temáticas extremamente pesadas e sensíveis. Durante o decorrer das cenas, é notável como o nosso desconforto vai crescendo junto com a protagonista, e mesmo com a inserção de elementos sobrenaturais, o filme é um retrato bem fiel da dissociação mental que um relacionamento abusivo pode causar para justificar as ações do abusador para si mesmo e para o mundo. Foto: Divulgação Um ponto positivo, sem dúvidas, é a sua ambientação. O longa se passa na comunidade afro-caribenha Little Haiti, em Miami, dando um contexto ainda mais interessante na relação entre as duas protagonistas. Fazendo ainda mais sentido para a história, o uso da ancestralidade como justificativa para o lado sobrenatural do filme também traz uma inovação e provoca uma originalidade pouco vista em thrillers. Porém, Um Eterno Primeiro Encontro peca pela rapidez em algumas temáticas que poderiam ser mais exploradas caso o longa fosse um pouco maior. Com 1h28, as narrativas no longa parecem muito corridas e sem o aprofundamento necessário para o desenrolar da história. Mas, ainda sim, é um filme que surpreende. Lembrando um pouco Tic Tac - A Maternidade do Mal, outro longa lançado na Star+ neste ano, o filme Um Eterno Primeiro Encontro utiliza bem esse conceito de ‘terror social’ para transpor para as telas as nuances de viver em um relacionamento abusivo. Nota: 3/5

  • Crítica | Silo (1ª temporada)

    Apesar de Juliette ser claramente a protagonista da série, Silo toma uma decisão ousada de não mostrá-la

  • Crítica | Um Ano Inesquecível: Verão

    Romance juvenil em cenário carnavalesco surpreende com boa adaptação do material original. Foto: Divulgação Na última semana, a Prime Video lançou o primeiro longa da franquia de filmes baseada no livro de contos brasileiro Um Ano Inesquecível. Com histórias escritas por grandes nomes da literatura juvenil do Brasil como Thalita Rebouças, Paula Pimenta, Bruna Vieira e Babi Dewet que contam histórias de romance e crescimento pessoal que se passam entre as quatro estações do ano, não demorou muito para que o livro se tornasse a nova aposta de filmes para o streaming. Para abrir o projeto, a trama que adapta o conto de Thalita Rebouças (talvez a maior entre as quatro escritoras quando falamos de notoriedade) foi escolhido e Um Ano Inesquecível: Verão conta a história de Inha (Livia Inhudes), uma estudante de moda que sonha em fazer uma pós-graduação em Paris. Para isso, porém, ela teria que deixar a cidade pacata Mirantinho, no interior do Rio de Janeiro, onde seu pai conservador (André Mattos), é o prefeito local e desaprova seu sonho. Mas tudo muda quando Inha descobre que Carrie (Mariana Rios), uma estilista famosa, está no Rio de Janeiro para criar os figurinos do desfile da Portela. Mesmo não gostando do Carnaval, a jovem foge até a capital do samba atrás de realizar seu sonho. A direção do longa ficou por conta da experiente Cris D'Amato e a adaptação da história de Rebouças teve Bruno Garotti e Sylvio Gonçalves no roteiro. Quando li o conto do livro, confesso que a história do Verão foi a que menos gostei tanto por conta da identificação com a personagem, tanto por conta do excesso de gírias e detalhes sobre o Rio de Janeiro que eu não entendia. Porém, isso foi consertado no longa, que consegue criar uma atmosfera mágica acerca do Rio e do carnaval, entregando uma trama que funciona bem e é relatável com o seu público-alvo. Foto: Divulgação Seguindo o padrão dos filmes de comédia romântica para jovens, o filme não traz nada de muito diferente neste sentido. Mas, torna-se interessante assistir uma trama que se concentra em mostrar os detalhes de uma das festas mais queridas pelo brasileiro. É um acerto também evocar a majestosa Portela, uma escola de samba querida e admirada por todo Brasil, na hora de falar do carnaval do Rio. Nesse cenário, é bem legal acompanhar o desenrolar da trama desses personagens com destaque para a protagonista e o seu núcleo familiar. As atuações do longa também são boas, com ênfase para Lívia Inhudes e Micael Borges. Também gostei da participação de Júlia Gomes, Duda Santos e Patrícia Ramos, esta última, particularmente, surpreende com a ótima personagem da cantora Quelinha. O único ponto negativo do longa foi a personagem de Carrie, interpretada por Mariana Rios, que forçava um sotaque brasileiro-americano a todo tempo, algo extremamente irritante e feio. No mais, Um Ano Inesquecível: Verão é um filme que vale a pena ser assistido quando você quer se divertir e ver uma boa história de romance. Além disso, a produção nacional enaltece nossa cultura de forma genuína e positiva sobre o carnaval. Até o fim do mês serão lançados os longas Outono (9/06), Inverno (16/06) e Primavera (23/06), vamos torcer para que as próximas histórias sigam e elevem o nível que o primeiro filme trouxe para nós. Nota: 3.5/5

  • Crítica | O Pior Vizinho do Mundo

    Mesmo com tema sensível e elenco eficaz o resultado é morno Foto: Divulgação O Pior Vizinho do Mundo conta a história de Otto Anderson (Tom Hanks), um viúvo mal-humorado cuja única alegria vem de criticar, organizar e julgar seus vizinhos, até que uma família jovem e animada se muda para a casa ao lado e ele se aproxima da esperta e grávida Marisol, levando a uma amizade inesperada que vai mudar o triste rumo da sua vida. A dramédia é uma adaptação do best-seller sueco Um Homem Chamado Ove que já foi adaptado para o cinema em 2015 num filme homônimo e que chegou a ser indicado a dois Oscar (Melhor Filme Internacional e Melhor Maquiagem e Penteados). O diretor Marc Forster tem em seu currículo dramas bem consolidados que geralmente fazem sucesso com o público. Ele tem a sensibilidade para filmar bons momentos afetivos e amarrar narrativas que muitas vezes não tem algo de muito especial, mas que ele consegue tornar especial. Porém em O Pior Vizinho do Mundo o diretor parecia sem inspiração para criar momentos e filmou com uma segurança que não deu qualquer identidade a uma história que faz bom uso de assuntos frágeis e delicados. O filme trabalha bem as cenas de comédia, as cenas de romance e também as cenas de drama, mas como ele não decide em qual dos gêneros quer construir sua base tudo parece limitado e morno, mesmo tendo como pano de fundo temas como suicídio, luto e solidão. O roteiro consegue segurar a atenção do espectador ao entregar de forma gradativa e sutil as motivações do protagonista e detalhes do seu passado. Foto: Divulgação Os maiores responsáveis pelo filme funcionar são os nomes do elenco. Tom Hanks já vem vivendo sua fase “senhorzinho simpático” (apesar de ranzinza) há pelo menos uns 5 anos, e é mais um papel que ele consegue tirar de letra. O veterano consegue desenvolver uma boa parceria com a radiante atriz mexicana Mariana Treviño nos momentos cruciais do filme, ela é, na verdade, o espírito do filme. Entre os nomes do elenco de apoio está Truman Hanks, filho caçula de Tom, que entregou uma atuação tímida e contida. O drama tinha potencial para tentar seu uma isca de premiações se apelasse mais para o melodrama obscuro, mas preferiu se ater a suavidade e a simplicidade do roteiro. É possível que o emotivo final deixe uma boa lembrança na memória recente do filme, mas a longo prazo a ausência de grandes instantes faz com que ele não imprima qualquer marca, nem boa nem ruim no espectador. Nota: 3/5

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