top of page

Início > Críticas

​

Crítica | Anônimo 2

Ávila Oliveira

22 de ago de 2025 · 2 min de leitura

Continuação repete a mesma fórmula do anterior e desperdiça potencial de expansão.

Divulgação


Anônimo 2 acompanha Hutch Mansell (Bob Odenkirk), um pacato pai de família com um passado violento, que mais uma vez é forçado a confrontar antigos perigos quatro anos após o primeiro filme - desta vez, em meio a segredos familiares e uma viagem com a família a um hotel controlado por um traficante.


O primeiro filme da franquia, lançado em 2021, se apresentou tal qual seu protagonista, de forma despretensiosa, contida e sem prometer muita coisa, mas durante seu desenvolvimento ele cresce e mostra o alcance explosivo e a valorização da ação intrínseco ao seu texto e à natureza do personagem. Pois bem, o que funciona muito bem no longa anterior funciona apenas bem neste segundo, afinal, o efeito surpresa e a apresentação dos personagens não sustentam o mesmo impacto aqui, o que é natural para todo segundo filme, mas ao escolher trazer de volta a mesma estrutura narrativa ele deixa passar a oportunidade de impactar de qualquer outra maneira, na forma ou no enredo. E isso prejudica, por assim dizer, especificamente o início e o final do filme, uma vez que o “meio” requer apenas um texto simples para sustentar toda a porradaria que é vista.


Divulgação


A direção do indonésio Timo Tjahjanto valoriza as sequências de ação de forma precisa. A ação é, depois de Hutch, a segunda pessoa mais importante, mas até mesmo ela parece ter sido comprometida com o molde preexistente. Tudo parece estar cumprindo a cartilha e nada consegue se desvincular do passo a passo narrativo a ponto de ganhar vida própria, ou pelo menos cara própria.


O elenco segue sendo um dos meus pontos altos, especificamente as adições de Colin Hanks e Sharon Stone que possuem bons momentos cômicos e contribuem para a criação do tom irônico constante. Inclusive fica a impressão de que os papéis desses atores tiveram mais cenas retidas na sala de montagem do que todos os outros, tamanha a carência de mais tempo de tela para com eles.


Não é como se o resultado aparente preguiça ou descaso, é fácil de perceber que a intenção é mesmo criar um modelo de estrutura para a franquia (que certamente deve perdurar), o que não significa que reformulações e novas abordagens dentro dessas arestas não sejam bem-vindas. Adaptando um grandíssimo clichê do boca-a-boca, Anônimo 2 não é melhor, nem pior que o anterior, é apenas diferente – e nem tão diferente assim também.


Nota: 3/5


LEIA TAMBÉM

CRÍTICAS

Crítica | La Perra (Mostra de SP 2026)

CRÍTICAS

Crítica | Cartório das Almas

CRÍTICAS

Crítica | A Professora de Francês (Mostra de SP 2026)

MAIS RECENTES

NOTÍCIAS

Oscar planeja ampliar lista de festivais que classificam filmes para...

ENTREVISTAS

Entrevista | De Central do Brasil a A Última Fita: Elisa Tolomelli...

CRÍTICAS

Crítica | La Perra (Mostra de SP 2026)

CATEGORIAS

Notícias
Críticas
Análises
Awards Season
Crias do Brasil
Listas
Entrevistas
Festivais

NEWSLETTER

image.png

Cinema brasileiro, festivais e temporada de premiações direto no seu e-mail

MAIS LIDAS NO MÊS

01

CRÍTICAS

Crítica | A Leste do Éden (Minissérie)

02

CRÍTICAS

Crítica | Carrie, A Estranha - 2026 (1ª temporada)

03

CRÍTICAS

Crítica | Dentro da Baleia

Crítica | Anônimo 2

22 de ago. de 2025
2 min de leitura

Atualizado: 8 de out.

Continuação repete a mesma fórmula do anterior e desperdiça potencial de expansão.

Divulgação


Anônimo 2 acompanha Hutch Mansell (Bob Odenkirk), um pacato pai de família com um passado violento, que mais uma vez é forçado a confrontar antigos perigos quatro anos após o primeiro filme - desta vez, em meio a segredos familiares e uma viagem com a família a um hotel controlado por um traficante.


O primeiro filme da franquia, lançado em 2021, se apresentou tal qual seu protagonista, de forma despretensiosa, contida e sem prometer muita coisa, mas durante seu desenvolvimento ele cresce e mostra o alcance explosivo e a valorização da ação intrínseco ao seu texto e à natureza do personagem. Pois bem, o que funciona muito bem no longa anterior funciona apenas bem neste segundo, afinal, o efeito surpresa e a apresentação dos personagens não sustentam o mesmo impacto aqui, o que é natural para todo segundo filme, mas ao escolher trazer de volta a mesma estrutura narrativa ele deixa passar a oportunidade de impactar de qualquer outra maneira, na forma ou no enredo. E isso prejudica, por assim dizer, especificamente o início e o final do filme, uma vez que o “meio” requer apenas um texto simples para sustentar toda a porradaria que é vista.


Divulgação


A direção do indonésio Timo Tjahjanto valoriza as sequências de ação de forma precisa. A ação é, depois de Hutch, a segunda pessoa mais importante, mas até mesmo ela parece ter sido comprometida com o molde preexistente. Tudo parece estar cumprindo a cartilha e nada consegue se desvincular do passo a passo narrativo a ponto de ganhar vida própria, ou pelo menos cara própria.


O elenco segue sendo um dos meus pontos altos, especificamente as adições de Colin Hanks e Sharon Stone que possuem bons momentos cômicos e contribuem para a criação do tom irônico constante. Inclusive fica a impressão de que os papéis desses atores tiveram mais cenas retidas na sala de montagem do que todos os outros, tamanha a carência de mais tempo de tela para com eles.


Não é como se o resultado aparente preguiça ou descaso, é fácil de perceber que a intenção é mesmo criar um modelo de estrutura para a franquia (que certamente deve perdurar), o que não significa que reformulações e novas abordagens dentro dessas arestas não sejam bem-vindas. Adaptando um grandíssimo clichê do boca-a-boca, Anônimo 2 não é melhor, nem pior que o anterior, é apenas diferente – e nem tão diferente assim também.


Nota: 3/5


LEIA MAIS SOBRE

CONTINUE LENDO

CRÍTICAS

Crítica | Isabel (Mostra de SP 2026)

CRÍTICAS

Crítica | Behemoth! Uma Vida Composta em Peças (Mostra de SP 2026)

CRÍTICAS

Crítica | Look Back (Mostra de SP 2026)

bottom of page