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  • Foto do escritorÁvila Oliveira

Crítica | Aterrorizante 2

Mesmo com estilo e criatividade a violência gratuita se destaca em cima do enredo

Divulgação: Bloody Disgusting


O memorável palhaço Art retorna em mais um filme, em mais um Halloween, com muito mais mortes. A sequência começa exatamente onde o primeiro terminou, e isso vale não somente para a linha cronológica do roteiro, mas também para a introdução ao tom sobrenatural que esse segundo longa assume. O primeiro filme introduz o palhaço assassino como um serial killer com muita sede de sangue e com poucas motivações aparentes para um desejo macabro de assassinar pessoas das mais criativas maneiras tiradas da mente do diretor e roteirista Damien Leone.


Já a continuação tenta, mesmo sem sucesso, dar mais contexto para explicar de onde veio Art e o que o instiga. E longe de mim querer pagar de puritano em cima do terror gore, um gênero que existe há décadas e que tem sua parcela de público fiel seja lá qual o motivo, mas 'Aterrorizante 2' não consegue justificar ou embasar – por assim dizer – o motivo de tanto sangue jorrando e mortes pra lá de criativas, parecendo as vezes ser (mais) um ensaio de puro sadismo do diretor.


Mesmo assim o trunfo de 'Aterrorizante 2' é a autoconfiança. É um filme que acredita em si, no seu enredo e no seu estilo ao mesmo tempo em que não se leva a sério nem tenta se comprometer com o plano da realidade. Leone mistura suspense, slasher, splatter e muitos outros subgêneros do terror numa bagunça organizada que é difícil de se assistir as vezes – seja pela violência, seja pela qualidade – mas que prende a atenção e a curiosidade do espectador a ponto de não deixar desviar o olhar. É um filme B que se assume como B desde o primeiro minuto e tira muito leite de pedra com o material que tem.

Divulgação: Bloody Disgusting


O trabalho de Leone como diretor é, aqui, muito mais louvável do que o roteirista, inclusive é interessante pensar no que ele conseguiria fazer com um orçamento maior. O diretor usa efeitos práticos e maquiagem com criatividade e muito estilo próprio. David Howard Thornton conseguiu encarnar indiscutivelmente bem um dos personagens mais icônicos do cinema de terror. O ator mesmo com um disfarce carregado em seu rosto consegue ser expressivo, assustador e engraçado.


Tendo em vista o sucesso de bilheteria e crítica que o filme conseguiu é só uma questão de tempo para que um terceiro capítulo se concretize, e levando em consideração que algumas franquias de terror conseguiram se sustentar por décadas fazendo o básico, e considerando também a proposta sobrenatural em torno do palhaço Art, ele pode ter um longo futuro pela frente nas salas de cinema e no imaginário popular.


Nota: 3/5

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