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  • Foto do escritorGabriella Ferreira

Crítica | Bridgerton (3ª temporada, Parte 1)

Série se perde nas histórias paralelas e não desenvolve bem protagonistas

Foto: Netflix/ Divulgação


Sendo o carro-chefe dos lançamentos da Netflix no mês de maio, a primeira parte da terceira temporada de Bridgerton chegou com o objetivo de introduzir a história do romance de mais um irmão Bridgerton, o Colin, com a personagem da Penelope Featherington. Pensando num novo formato de serialidade para os seus principais produtos, a primeira parte da série possui apenas quatro episódios e o restante da sua temporada só chegará para os telespectadores no dia 13 de junho.


Mesmo assim, a nova temporada já bateu recordes de audiência e se tornou assunto nas redes sociais nas últimas semanas. Nesta nova etapa da história, Penelope enfrenta um doloroso despertar ao tomar a decisão de finalmente encontrar um marido para ficar longe das maluquices de sua família e conta com a ajuda de Colin. Além disso, a personagem ainda precisará lidar com as consequências de seus atos do alter-ego Lady Whistledown.


Com duas temporadas prévias já bastante consolidadas pelo público e também uma série de livros com uma fã-base bastante fiel, Bridgerton aproveitou o carisma e qualidade da atriz Nicola Coughlan nesta terceira temporada, alterando a ordem da história seguida nos livros. Curiosamente, a história do casal Polin teve poucas alterações nestes quatro primeiros episódios se comparamos com a da dupla do ano anterior, Antony e Kate, em relação ao material original.

Foto: Netflix/ Divulgação


Como gosto bastante dos livros e das temporadas anteriores, minha expectativa era a maior possível para a primeira parte da temporada por achar Penelope uma das mais interessantes dentre todos já apresentados. Mas, por mais que as nuances da personagem foram bem exploradas nos roteiros destes episódios, o desenvolvimento do seu romance com o Colin parece mais vazio e raso do que os das temporadas anteriores. Talvez, isso se deva à pouca falta de profundidade dada ao Colin como indivíduo e até a amizade entre os dois que pareceu bastante deslocada dentro da trama.


Por mais que ambos dividam em tela bons momentos de romance, a introdução da história não faz jus ao que esperávamos do casal e os dois, no âmbito do romance, acabam sendo ofuscados por Francesca e seu futuro par romântico. Falando sobre as subtramas desta nova temporada, a adição da rainha dentro da trama de Bridgerton foi algo muito proveitoso no começo, além de gerar a excelente minissérie da Rainha Charlotte, porém, neste ano a história parece não saber mais como usá-la na trama, deixando-a no escanteio junto com uma das melhores personagens dos livros, a Lady Danbury. Enquanto isso, núcleos irrelevantes para trama ganham um enorme destaque como as irmãs e a mãe de Penelope e toda a família de Mondrich.


De forma técnica, Bridgerton ainda é uma das séries mais bem produzidas da Netflix. Mas, alguns pequenos detalhes me incomodaram no decorrer destes quatro episódios, como a maquiagem e o design de produção. Mas de qualquer forma, a série ainda consegue ser um bom entretenimento para fãs de uma boa série de romance, e a torcida fica para que, nesta nova leva de episódios que chegará para finalizar a temporada, a história de Penelope e Colin seja melhor desenvolvida.


Nota: 3,5/5

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