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  • Foto do escritorGabriel Sousa

Crítica | In A Violent Nature

Um terror que oferece uma nova e refrescante abordagem ao gênero

Foto: Divulgação


Um dos gêneros cinematográficos mais rentáveis da indústria neste momento é o terror. Isso não se aplica apenas a filmes de grandes estúdios, mas também a produtores independentes que conseguem produzir filmes menores com pouco dinheiro, atraindo o público fiel do gênero. Isso geralmente acontece com filmes de qualidade duvidosa ou filmes que, mesmo com um pequeno orçamento comparado ao de grandes franquias, ainda conseguem trazer algo nunca antes visto.


Felizmente, no caso de In A Violent Nature , o filme consegue impressionar qualquer espectador que esteja aberto a assisti-lo. O longa canadense mostra Johnny, uma criatura que aterroriza um grupo de adolescentes que acidentalmente o ressuscitaram. O protagonista segue com seus violentos e sangrentos ataques ao grupo com o objetivo de recuperar uma lembrança de seu passado.


Não tenho dúvidas de que, se o filme de estreia na direção de Chris Nash chegar ao grande público, a maioria dos espectadores não passará dos primeiros vinte minutos. O longa usa sua lentidão para nos introduzir à história, até segura a feição do protagonista, mostrando-o apenas de costas, tendo grande parte do longa gravada em uma perspectiva de terceira pessoa, o que adiciona à estética única introduzida pelo diretor. Outra interessante escolha de Nash é não adicionar nenhum elemento sonoro não diegético, o que funciona muito bem para os espectadores, que conseguem se sentir dentro do universo criado.


Foto: Divulgação


Sem sombra de dúvidas, o ponto alto do filme são suas mortes. Existe uma combinação perfeita entre mortes clássicas e novas maneiras de assassinar personagens, chocando o espectador. Infelizmente, existem alguns problemas com algumas mortes em questão, como partes de corpos não convincentes, mas os visuais criados e os efeitos usados fazem qualquer pessoa esquecer os erros, deixando-nos apenas lembrar de seus incríveis visuais. Isso também serve para fazer a audiência relevar algumas falhas de roteiro e marcação, que poderiam ter sido facilmente consertadas antes da produção do longa.


Chris Nash conseguiu fazer um longa que coloca seu nome no radar de todos os amantes do terror no cinema. Com uma história interessante e uma perspectiva nova ao gênero, o diretor faz uma ótima estreia. Não tenho dúvidas de que, se você se abrir para o filme, ele irá te impressionar.


Nota: 4/5

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