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  • Foto do escritorDavid Shelter

Crítica | Meu Policial

Com uma história sem charme, filme se monta sobre um grande e monótono flashback

Divulgação: Amazon Prime Video


A infelicidade romântica entre casais homossexuais sempre pareceu ser algo mais atrativo entre as produções com essa temática. Dando uma folga por um tempo e com lançamentos recentes de romance e leveza, 'Meu Policial' resolveu surgir trazendo de volta uma tentativa de drama baseada no sofrimento gay. A história, adaptação de livro homônimo, gira em torno de um romance proibido entre um curador de museu e um policial, que é casado com uma professora, em uma Inglaterra dos anos 50 onde a homossexualidade ainda era crime.


O longa começa no presente, com os personagens já idosos, onde o curador está debilitado e necessita de auxílio e é recebido na casa do agora ex-policial e sua esposa, que são as únicas pessoas que ele conhece. Após essa apresentação, ele dá início a um longo e cansativo flashback mostrando o passado dos três e como se envolveram. A trama não é nova nem revolucionária em nenhum aspecto, além de batida tem uma execução cansativa, com um roteiro que se estende por longas duas horas, ele prova que mesmo com temas repetidos é possível errar ainda mais.


A direção simplista faz com que ele se torne ainda menos atrativo, ao tentar repassar uma sensação de intimidade e visceralidade, ele mostra a sua falha que poderia ser a mais corrigível. O enredo, como já dito antes, se molda em forma de flashback, ele viaja no tempo sem ter um desenvolvimento de fato na trama, e entrega uma história rasa que não consegue emular nenhum sentimento do público. Apesar de tentar ter um tom dramático, ele faz com que o espectador sinta como se estivesse assistindo a algo supérfluo e alheio à sua atenção, que quando acabar não vai ficar nas lembranças o que viu.

Divulgação: Amazon Prime Video


O maior destaque fica por conta de David Dawson, que tem uma atuação certeira em relação ao que seu personagem pede. O seu Patrick consegue transparecer o seu sofrimento e sua interpretação faz com que ele seja o mais interessante dali, com camadas que ficam fáceis de compreender. Emma Corrin também faz uma boa entrega mesmo que sua personagem seja a mais limitada dentro da história. Nessa questão, só não se salva o intérprete de Tom Burgees, o policial, Harry Styles não tem nenhuma profundidade dramática, tornando o seu personagem o mais desinteressante e com uma ausência notável de emoções, apesar da direção cômoda em relação a ele.


Não tem uma trilha que se destaque, ficando entre mediana e boa, mas que não se conecta com a trama e nem consegue fazer conexão com os sentimentos que o filme falha em repassar. Apesar de tudo, ele é visualmente agradável de assistir, a sua fotografia em tons frios fazem os olhos do público se sentirem bem, e é o que melhor se encaixa levando em conta o que o longa tenta propor.


Para encerrar, a produção surgiu com um burburinho, mas que deixou claro ao chegar que não tinha potência para fazer barulho. Todas as suas peças são mal encaixadas, mesmo com as exceções boas. É uma sucessão de falhas que tornam o conjunto todo uma obra pífia. 'Meu Policial' é uma tentativa de romance que saiu sem forma, não tem charme algum, não consegue repassar sentimentalismo nem emoção e não tem um atrativo real além da curiosidade pelo cast (que, querendo ou não, já é algo com resposta óbvia antes mesmo do play).


Nota: 2/5

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