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Crítica | Minha Melhor Amiga

Gabriella Ferreira

26 de ago de 2026 · 3 min de leitura

Comédia aposta no carisma da dupla protagonista e em boas mensagens sobre amor próprio.
Imagem: Divulgação
Imagem: Divulgação

Minha Melhor Amiga chega aos cinemas brasileiros no dia 3 de setembro com uma proposta bastante conhecida, mas que encontra força principalmente no carisma de suas protagonistas. Dirigido por Susana Garcia, o longa é estrelado por Ingrid Guimarães e Mônica Martelli, que interpretam Clara e Júlia, duas amigas de longa data que precisam lidar com uma nova fase da vida depois que suas filhas, Manu (Giulia Benite) e Isadora (Gabi Amaral), viajam para Portugal para um intercâmbio.


Com a casa vazia, as frustrações profissionais e os relacionamentos atravessando momentos complicados, as duas decidem embarcar para a Europa. O que deveria ser apenas uma viagem para reencontrar as filhas e viver algumas novas experiências acaba se transformando em uma jornada de descobertas, perrengues e revelações que faz as duas repensarem a própria vida e, principalmente, a força da amizade entre elas.


Não há exatamente uma grande novidade na estrutura de Minha Melhor Amiga. É uma comédia bastante protocolar, que segue caminhos conhecidos e aposta em situações que o público do gênero já sabe reconhecer. Só que, dentro dessa proposta, o filme funciona. E muito disso acontece graças à química entre Ingrid Guimarães e Mônica Martelli.


As duas protagonistas têm uma sintonia muito evidente em cena. Existe uma naturalidade na maneira como Clara e Júlia se relacionam que faz a amizade parecer verdadeira, e isso acaba sendo mais importante do que a própria previsibilidade do roteiro. Ingrid e Mônica também demonstram muito talento individualmente, sabendo equilibrar humor e momentos mais emocionais sem deixar que suas personagens se tornem caricaturas.


É justamente nessa relação que o filme encontra seu maior coração. Embora utilize elementos bastante associados às comédias românticas, Minha Melhor Amiga não coloca o romance como centro absoluto da realização de suas protagonistas. Pelo contrário: há uma preocupação interessante em falar sobre amor próprio, amadurecimento, liberdade e sobre a necessidade de se reencontrar enquanto indivíduo.


E essa talvez seja uma das melhores coisas do longa. Por trás das situações engraçadas e dos problemas enfrentados pelas personagens, existe uma mensagem bonita sobre entender que a vida não termina quando os filhos crescem ou quando um relacionamento chega ao fim. A felicidade pode estar na amizade, nas novas experiências e na capacidade de descobrir quem somos quando deixamos de viver apenas em função dos outros.


Susana Garcia conduz tudo com segurança e demonstra conhecer muito bem o tipo de cinema que está fazendo. A diretora, que também comandou Minha Vida em Marte, Minha Mãe é Uma Peça 3 e Minha Irmã e Eu, mantém aqui o equilíbrio entre comédia e emoção que marca parte de sua filmografia.


E para quem acompanha esse universo, existe ainda um carinho especial: Minha Melhor Amiga presta uma bela homenagem a Minha Vida em Marte, criando uma conexão que deve funcionar especialmente bem para quem já tem uma relação afetiva com o filme anterior e com o ator Paulo Gustavo. 

Imagem: Divulgação
Imagem: Divulgação

O problema está principalmente na duração. Com cerca de duas horas de filme, Minha Melhor Amiga se alonga demais na segunda metade. Algumas situações poderiam ser resolvidas com mais agilidade, e o roteiro insiste em determinados conflitos por mais tempo do que o necessário. O resultado é uma parte final que perde um pouco do ritmo e faz a experiência ficar mais cansativa do que deveria.


Ainda assim, isso não chega a comprometer o conjunto. Minha Melhor Amiga sabe exatamente qual público quer alcançar e tem grandes chances de agradar bastante quem já é fiel consumidor desse tipo de comédia nacional. É um filme leve, acessível, divertido e que consegue acrescentar mensagens importantes sobre amizade e amor próprio à sua fórmula.


Não é uma produção que pretende reinventar o gênero, mas também não precisa ser. Minha Melhor Amiga é um filme bom dentro da sua proposta, sustentado por duas protagonistas excelentes e por uma química que faz toda a diferença. Para quem procura uma comédia gostosa de assistir, com humor, emoção e uma boa dose de carinho pela amizade feminina, a viagem de Clara e Júlia tem boas chances de funcionar.


Nota: 3/5


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Atualizado: 8 de out.

Comédia aposta no carisma da dupla protagonista e em boas mensagens sobre amor próprio.
Imagem: Divulgação
Imagem: Divulgação

Minha Melhor Amiga chega aos cinemas brasileiros no dia 3 de setembro com uma proposta bastante conhecida, mas que encontra força principalmente no carisma de suas protagonistas. Dirigido por Susana Garcia, o longa é estrelado por Ingrid Guimarães e Mônica Martelli, que interpretam Clara e Júlia, duas amigas de longa data que precisam lidar com uma nova fase da vida depois que suas filhas, Manu (Giulia Benite) e Isadora (Gabi Amaral), viajam para Portugal para um intercâmbio.


Com a casa vazia, as frustrações profissionais e os relacionamentos atravessando momentos complicados, as duas decidem embarcar para a Europa. O que deveria ser apenas uma viagem para reencontrar as filhas e viver algumas novas experiências acaba se transformando em uma jornada de descobertas, perrengues e revelações que faz as duas repensarem a própria vida e, principalmente, a força da amizade entre elas.


Não há exatamente uma grande novidade na estrutura de Minha Melhor Amiga. É uma comédia bastante protocolar, que segue caminhos conhecidos e aposta em situações que o público do gênero já sabe reconhecer. Só que, dentro dessa proposta, o filme funciona. E muito disso acontece graças à química entre Ingrid Guimarães e Mônica Martelli.


As duas protagonistas têm uma sintonia muito evidente em cena. Existe uma naturalidade na maneira como Clara e Júlia se relacionam que faz a amizade parecer verdadeira, e isso acaba sendo mais importante do que a própria previsibilidade do roteiro. Ingrid e Mônica também demonstram muito talento individualmente, sabendo equilibrar humor e momentos mais emocionais sem deixar que suas personagens se tornem caricaturas.


É justamente nessa relação que o filme encontra seu maior coração. Embora utilize elementos bastante associados às comédias românticas, Minha Melhor Amiga não coloca o romance como centro absoluto da realização de suas protagonistas. Pelo contrário: há uma preocupação interessante em falar sobre amor próprio, amadurecimento, liberdade e sobre a necessidade de se reencontrar enquanto indivíduo.


E essa talvez seja uma das melhores coisas do longa. Por trás das situações engraçadas e dos problemas enfrentados pelas personagens, existe uma mensagem bonita sobre entender que a vida não termina quando os filhos crescem ou quando um relacionamento chega ao fim. A felicidade pode estar na amizade, nas novas experiências e na capacidade de descobrir quem somos quando deixamos de viver apenas em função dos outros.


Susana Garcia conduz tudo com segurança e demonstra conhecer muito bem o tipo de cinema que está fazendo. A diretora, que também comandou Minha Vida em Marte, Minha Mãe é Uma Peça 3 e Minha Irmã e Eu, mantém aqui o equilíbrio entre comédia e emoção que marca parte de sua filmografia.


E para quem acompanha esse universo, existe ainda um carinho especial: Minha Melhor Amiga presta uma bela homenagem a Minha Vida em Marte, criando uma conexão que deve funcionar especialmente bem para quem já tem uma relação afetiva com o filme anterior e com o ator Paulo Gustavo. 

Imagem: Divulgação
Imagem: Divulgação

O problema está principalmente na duração. Com cerca de duas horas de filme, Minha Melhor Amiga se alonga demais na segunda metade. Algumas situações poderiam ser resolvidas com mais agilidade, e o roteiro insiste em determinados conflitos por mais tempo do que o necessário. O resultado é uma parte final que perde um pouco do ritmo e faz a experiência ficar mais cansativa do que deveria.


Ainda assim, isso não chega a comprometer o conjunto. Minha Melhor Amiga sabe exatamente qual público quer alcançar e tem grandes chances de agradar bastante quem já é fiel consumidor desse tipo de comédia nacional. É um filme leve, acessível, divertido e que consegue acrescentar mensagens importantes sobre amizade e amor próprio à sua fórmula.


Não é uma produção que pretende reinventar o gênero, mas também não precisa ser. Minha Melhor Amiga é um filme bom dentro da sua proposta, sustentado por duas protagonistas excelentes e por uma química que faz toda a diferença. Para quem procura uma comédia gostosa de assistir, com humor, emoção e uma boa dose de carinho pela amizade feminina, a viagem de Clara e Júlia tem boas chances de funcionar.


Nota: 3/5


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