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Crítica | Bom Dia, Verônica (Temporada 2)

Gabriella Ferreira

09 de ago de 2022 · 2 min de leitura

Mais politizada e crítica, a série se consolida como um dos melhores produtos audiovisuais do gênero policial do Brasil.

Lançada na última quarta-feira, 3, a série ‘Bom Dia, Verônica’ trouxe para Netflix uma segunda temporada muito mais crítica e politizada que o seu primeiro ano. A trama, baseada no livro de Raphael Montes e Ilana Casoy, retorna quase no mesmo ponto onde a sua primeira temporada foi concluída. Onde Verônica foi obrigada a mudar de identidade, forjar sua própria morte e ficar longe de sua família.


Em meio a esse cenário complexo, a protagonista faz de tudo para desmascarar o líder de uma organização criminosa - com tentáculos que atingem todas as esferas do poder. É neste ponto que conhecemos Matias, interpretado por Reynaldo Gianecchini, que é o líder dessa organização. Ele esconde seus crimes por trás de uma fachada de 'cidadão de bem' e 'homem de fé'.


As cenas de violência nessa temporada são um pouco menos explícitas e menos constantes, dando um maior tempo para o desenvolvimento dos personagens e a resolução de conflitos de uma forma mais política. Deixando também subentendido algumas questões relacionadas a abuso sexual, a série utiliza esse contexto para mostrar vislumbres da violência de Matias com suas seguidoras e sua própria família (relembrando bastante casos reais como o de João de Deus) e deixando o personagem muito mais ameaçador.


O maior destaque, sem dúvidas, é do elenco. Reynaldo Gianecchini se transforma e é quase impossível relacioná-lo com outros mocinhos que ele já fez na televisão. É uma interpretação visceral, assustadora e extremamente vilanesca, provando sua versatilidade como ator. Outro destaque é a jovem Klara Castanho, que geralmente aparecia em filmes e séries mais adolescentes, e agora entrega uma personagem repleta de nuances e complicações. Ela provou ser um dos grandes trunfos da próxima geração de atores do país. Além deles, Tainá Müller, Camila Márdila e todo o elenco de apoio também são um espetáculo à parte.


Se consolidando como um dos melhores produtos audiovisuais do gênero policial do Brasil, ‘Bom Dia, Verônica’ se encaminha bem para uma terceira temporada e não se preocupa em apenas mostrar grandes sequências de ação, mas também discorre sobre temas relevantes e importantes que ainda estão presentes na sociedade atual.


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Crítica | Bom Dia, Verônica (Temporada 2)

9 de ago. de 2022
2 min de leitura

Atualizado: 8 de out.

Mais politizada e crítica, a série se consolida como um dos melhores produtos audiovisuais do gênero policial do Brasil.

Lançada na última quarta-feira, 3, a série ‘Bom Dia, Verônica’ trouxe para Netflix uma segunda temporada muito mais crítica e politizada que o seu primeiro ano. A trama, baseada no livro de Raphael Montes e Ilana Casoy, retorna quase no mesmo ponto onde a sua primeira temporada foi concluída. Onde Verônica foi obrigada a mudar de identidade, forjar sua própria morte e ficar longe de sua família.


Em meio a esse cenário complexo, a protagonista faz de tudo para desmascarar o líder de uma organização criminosa - com tentáculos que atingem todas as esferas do poder. É neste ponto que conhecemos Matias, interpretado por Reynaldo Gianecchini, que é o líder dessa organização. Ele esconde seus crimes por trás de uma fachada de 'cidadão de bem' e 'homem de fé'.


As cenas de violência nessa temporada são um pouco menos explícitas e menos constantes, dando um maior tempo para o desenvolvimento dos personagens e a resolução de conflitos de uma forma mais política. Deixando também subentendido algumas questões relacionadas a abuso sexual, a série utiliza esse contexto para mostrar vislumbres da violência de Matias com suas seguidoras e sua própria família (relembrando bastante casos reais como o de João de Deus) e deixando o personagem muito mais ameaçador.


O maior destaque, sem dúvidas, é do elenco. Reynaldo Gianecchini se transforma e é quase impossível relacioná-lo com outros mocinhos que ele já fez na televisão. É uma interpretação visceral, assustadora e extremamente vilanesca, provando sua versatilidade como ator. Outro destaque é a jovem Klara Castanho, que geralmente aparecia em filmes e séries mais adolescentes, e agora entrega uma personagem repleta de nuances e complicações. Ela provou ser um dos grandes trunfos da próxima geração de atores do país. Além deles, Tainá Müller, Camila Márdila e todo o elenco de apoio também são um espetáculo à parte.


Se consolidando como um dos melhores produtos audiovisuais do gênero policial do Brasil, ‘Bom Dia, Verônica’ se encaminha bem para uma terceira temporada e não se preocupa em apenas mostrar grandes sequências de ação, mas também discorre sobre temas relevantes e importantes que ainda estão presentes na sociedade atual.


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