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Crítica | Inside Man

Gabriella Ferreira

18 de nov de 2022 · 2 min de leitura

Minissérie interessante com grandes nomes do entretenimento não emplaca na Netflix

Divulgação: Netflix


Lançada no início do mês na Netflix, a minissérie “Inside Man” não foi tão comentada pelo público em geral, mesmo tendo chegado ao ranking de mais assistidas da semana. Criada e dirigida por Steven Moffat (Sherlock e Doctor Who), a premissa da série se divide em seus quatro episódios e foca em uma questão central: o que leva uma pessoa a cometer um assasinato?


Na trama, dividida entre Estados Unidos e Inglaterra, conhecemos os seus personagens centrais. Nos EUA, Jefferson Grieff (Stanley Tucci) é um prisioneiro no corredor da morte em busca de redenção antes que seja executado pelo sistema após assassinar, a sangue frio, sua esposa. Já na Inglaterra, a jornalista Beth Davenport (Lydia West) está em busca de uma nova história e em um vilarejo, o vigário Harry Watling (David Tennant) encontra a professora particular de matemática Janice Fife (Dolly Wells) em uma estação.


Divulgação: Netflix


Cada uma enfrenta dilemas morais que podem levar a um crime e as histórias centrais que permeiam a trama vão se conectando com o decorrer da minissérie. Seu forte, sem dúvidas, é o elenco. David Tennant é muito bom em criar personagens repletos de nuances e aqui não é diferente, pois, Harry é um personagem que consegue despertar os mais variados sentimentos no telespectador, desde empatia ao ódio extremo. Tucci também segue fenomenal e sustenta uma parte menos explorada, porém importante, do arco da trama.


Moffat, com suas sempre mirabolantes ideias, consegue prender o telespectador de uma forma surpreendente por meio desta trama policial. Os jogos mentais com telespectador, por meio de um roteiro bem capcioso dão o tom a minissérie, que se perde em alguns momentos com tantas voltas e reviravoltas. Mas, mesmo assim é uma boa opção para quem é fã de um bom thriller.


Essa narrativa arquitetada sobre a capacidade de matar dos seres humanos é, sem dúvidas, algo que faz o telespectador pensar e deixa a trama mais audaciosa e inteligente, afinal, ”Todo mundo é um assassino. Só precisa de um motivo bom em um dia ruim”. E é nesse jogo de xadrez, sempre a um passo à frente de quem assiste, que Moffat se destaca.


Nota: 3,5/5

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18 de nov. de 2022
2 min de leitura

Atualizado: 8 de out.

Minissérie interessante com grandes nomes do entretenimento não emplaca na Netflix

Divulgação: Netflix


Lançada no início do mês na Netflix, a minissérie “Inside Man” não foi tão comentada pelo público em geral, mesmo tendo chegado ao ranking de mais assistidas da semana. Criada e dirigida por Steven Moffat (Sherlock e Doctor Who), a premissa da série se divide em seus quatro episódios e foca em uma questão central: o que leva uma pessoa a cometer um assasinato?


Na trama, dividida entre Estados Unidos e Inglaterra, conhecemos os seus personagens centrais. Nos EUA, Jefferson Grieff (Stanley Tucci) é um prisioneiro no corredor da morte em busca de redenção antes que seja executado pelo sistema após assassinar, a sangue frio, sua esposa. Já na Inglaterra, a jornalista Beth Davenport (Lydia West) está em busca de uma nova história e em um vilarejo, o vigário Harry Watling (David Tennant) encontra a professora particular de matemática Janice Fife (Dolly Wells) em uma estação.


Divulgação: Netflix


Cada uma enfrenta dilemas morais que podem levar a um crime e as histórias centrais que permeiam a trama vão se conectando com o decorrer da minissérie. Seu forte, sem dúvidas, é o elenco. David Tennant é muito bom em criar personagens repletos de nuances e aqui não é diferente, pois, Harry é um personagem que consegue despertar os mais variados sentimentos no telespectador, desde empatia ao ódio extremo. Tucci também segue fenomenal e sustenta uma parte menos explorada, porém importante, do arco da trama.


Moffat, com suas sempre mirabolantes ideias, consegue prender o telespectador de uma forma surpreendente por meio desta trama policial. Os jogos mentais com telespectador, por meio de um roteiro bem capcioso dão o tom a minissérie, que se perde em alguns momentos com tantas voltas e reviravoltas. Mas, mesmo assim é uma boa opção para quem é fã de um bom thriller.


Essa narrativa arquitetada sobre a capacidade de matar dos seres humanos é, sem dúvidas, algo que faz o telespectador pensar e deixa a trama mais audaciosa e inteligente, afinal, ”Todo mundo é um assassino. Só precisa de um motivo bom em um dia ruim”. E é nesse jogo de xadrez, sempre a um passo à frente de quem assiste, que Moffat se destaca.


Nota: 3,5/5

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