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Entrevista | Elenco de “Estranho Caminho” aborda pós-pandemia e protagonismo negro

Ávila Oliveira

25 de jul de 2024 · 3 min de leitura

Lucas Limeira e Carlos Francisco conversaram com o Oxente, Pipoca?

Foto: Divulgação/ Embaúba Filmes


Estreia na próximo dia 01 de agosto o filme Estranho Caminho, dirigido por Guto Parente e com Lucas Limeira (Cabeça de Nêgo) e Carlos Francisco (Marte Um) nos papeis principais. Na história, David (Lucas) é um jovem cineasta que mora em Portugal e retorna ao Brasil, para sua terra natal, Fortaleza, após 10 anos, para o lançamento de seu novo filme em um festival. O início da pandemia da Covid-19 impede a realização do festival e impossibilita o retorno de David a Portugal. A situação obriga o rapaz a se reaproximar de seu pai, Geraldo (Carlos), com quem há tempos não tinha contato, mas essa relação precisará superar vários obstáculos para acontecer.


O longa foi gravado entre maio e junho de 2021, enquanto a pandemia parecia estar começando a terminar e a vida parecia voltar ao que se conhecia como normal. Carlos e Lucas lembraram do período e do sentimento de voltar a gravar. “Foi uma experiência inusitada. A começar pela hospedagem, porque preferi ficar numa pousada que tivesse um cooktop ou fogão para que eu mesmo preparasse as minhas comidas e tivesse o mínimo contato com outras pessoas. Eu fiquei com medo e tentava me preservar o máximo, mas pela minha idade e por ser quilombola eu já tinha tomado duas doses da vacina quando fui para Fortaleza” afirmou Carlos Francisco. “Todos os cuidados foram tomados e a gente só tirava a máscara na hora da gravação, e assim que terminava imediatamente colocava de novo, mas acho que tudo transcorreu da melhor forma possível e todos os cuidados foram tomados para que não houvesse maiores problemas”, concluiu.


Lucas, natural de Fortaleza, falou sobre a experiência de voltar a poder andar pela cidade. “Eu estava há muito tempo dentro de casa e essa foi o primeiro trabalho pós-pandemia, então foi um momento de rever muitas pessoas que fazia tempo que não via e rever a minha cidade também. Então teve esse fator afetivo, além das outras coisas.”

Foto: Divulgação/ Embaúba Filmes


Falando da construção do filme, Lucas comentou sobre a importância de Noá Bonoba, atriz e preparadora do elenco, para o desenvolvimento de seu personagem. “Fui entendendo melhor as nuances do filme durante a leitura do roteiro. A leitura para mim funciona individualmente, mas funciona muito melhor quando estou passando o texto com outra pessoa. A Noá é uma atriz que trabalha na área há muito tempo e ela ajudou a trazer muitas camadas dos momentos mais densos, mais engraçados, mais tristes para o meu corpo”, complementou Carlos. “A direção do Guto e o roteiro muito bem escrito foram importantes. Ele [Guto] sabe exatamente aquilo que ele quer em relação aos tempos do filme e as mudanças de tom”.


Os atores também comentaram sobre a importância do protagonismo negro em filmes de diferentes gêneros. “Ter protagonismo negro discutindo questões humanas e sentimentais também é algo político e já é um posicionamento. Nós estamos na sociedade em todos os setores, fazendo tudo em todas as áreas, e é importante que a ficção também represente isso, todos esses aspectos aos quais estamos ligados na vida”.


Lucas também falou sobre o tema: “Isso já foi assunto entre uma conversa entre eu e o Carlos, de como o meu corpo e o corpo dele ali, como pai e filho, traz uma leitura universal, vai tocar pessoas negras de uma forma diferente e como é bonita essa naturalidade. E o filme deu espaço para que eu e o Carlos nos colocássemos como criadores, de interferir nos personagens e em algumas cenas.”


Sobre projetos futuros, Carlos falou que está em Recife até o próximo dia 30/07 para gravar “O Agente Secreto”, novo filme de Kleber Mendonça Filho com Wagner Moura no elenco. Carlos também falou que fez uma participação na série sobre o cantor cearense Belchior chamada “Alucinação”, que será lançada pelo Canal Brasil, onde interpretará Luiz Gonzaga. Lucas Limeira também estará presente na série, interpretando o cantor Zé Ramalho.

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Lucas Limeira e Carlos Francisco conversaram com o Oxente, Pipoca?

Foto: Divulgação/ Embaúba Filmes


Estreia na próximo dia 01 de agosto o filme Estranho Caminho, dirigido por Guto Parente e com Lucas Limeira (Cabeça de Nêgo) e Carlos Francisco (Marte Um) nos papeis principais. Na história, David (Lucas) é um jovem cineasta que mora em Portugal e retorna ao Brasil, para sua terra natal, Fortaleza, após 10 anos, para o lançamento de seu novo filme em um festival. O início da pandemia da Covid-19 impede a realização do festival e impossibilita o retorno de David a Portugal. A situação obriga o rapaz a se reaproximar de seu pai, Geraldo (Carlos), com quem há tempos não tinha contato, mas essa relação precisará superar vários obstáculos para acontecer.


O longa foi gravado entre maio e junho de 2021, enquanto a pandemia parecia estar começando a terminar e a vida parecia voltar ao que se conhecia como normal. Carlos e Lucas lembraram do período e do sentimento de voltar a gravar. “Foi uma experiência inusitada. A começar pela hospedagem, porque preferi ficar numa pousada que tivesse um cooktop ou fogão para que eu mesmo preparasse as minhas comidas e tivesse o mínimo contato com outras pessoas. Eu fiquei com medo e tentava me preservar o máximo, mas pela minha idade e por ser quilombola eu já tinha tomado duas doses da vacina quando fui para Fortaleza” afirmou Carlos Francisco. “Todos os cuidados foram tomados e a gente só tirava a máscara na hora da gravação, e assim que terminava imediatamente colocava de novo, mas acho que tudo transcorreu da melhor forma possível e todos os cuidados foram tomados para que não houvesse maiores problemas”, concluiu.


Lucas, natural de Fortaleza, falou sobre a experiência de voltar a poder andar pela cidade. “Eu estava há muito tempo dentro de casa e essa foi o primeiro trabalho pós-pandemia, então foi um momento de rever muitas pessoas que fazia tempo que não via e rever a minha cidade também. Então teve esse fator afetivo, além das outras coisas.”

Foto: Divulgação/ Embaúba Filmes


Falando da construção do filme, Lucas comentou sobre a importância de Noá Bonoba, atriz e preparadora do elenco, para o desenvolvimento de seu personagem. “Fui entendendo melhor as nuances do filme durante a leitura do roteiro. A leitura para mim funciona individualmente, mas funciona muito melhor quando estou passando o texto com outra pessoa. A Noá é uma atriz que trabalha na área há muito tempo e ela ajudou a trazer muitas camadas dos momentos mais densos, mais engraçados, mais tristes para o meu corpo”, complementou Carlos. “A direção do Guto e o roteiro muito bem escrito foram importantes. Ele [Guto] sabe exatamente aquilo que ele quer em relação aos tempos do filme e as mudanças de tom”.


Os atores também comentaram sobre a importância do protagonismo negro em filmes de diferentes gêneros. “Ter protagonismo negro discutindo questões humanas e sentimentais também é algo político e já é um posicionamento. Nós estamos na sociedade em todos os setores, fazendo tudo em todas as áreas, e é importante que a ficção também represente isso, todos esses aspectos aos quais estamos ligados na vida”.


Lucas também falou sobre o tema: “Isso já foi assunto entre uma conversa entre eu e o Carlos, de como o meu corpo e o corpo dele ali, como pai e filho, traz uma leitura universal, vai tocar pessoas negras de uma forma diferente e como é bonita essa naturalidade. E o filme deu espaço para que eu e o Carlos nos colocássemos como criadores, de interferir nos personagens e em algumas cenas.”


Sobre projetos futuros, Carlos falou que está em Recife até o próximo dia 30/07 para gravar “O Agente Secreto”, novo filme de Kleber Mendonça Filho com Wagner Moura no elenco. Carlos também falou que fez uma participação na série sobre o cantor cearense Belchior chamada “Alucinação”, que será lançada pelo Canal Brasil, onde interpretará Luiz Gonzaga. Lucas Limeira também estará presente na série, interpretando o cantor Zé Ramalho.

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