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Oscar 2027: sete filmes ganham elegibilidade para Melhor Filme Internacional após vitórias em festivais

Foto do escritor: Rafael Carvalho
Rafael Carvalho
há 8 horas
4 min de leitura
Nova regra da Academia permite que vencedores de prêmios específicos em Sundance, Berlim, Cannes, Veneza, Toronto e Busan entrem na disputa mesmo sem serem escolhidos oficialmente por um país

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A partir da edição de 2027, o Oscar ganha uma nova direção para os possíveis indicados em Melhor Filme Internacional. Pelas novas regras de elegibilidade da Academia, uma vitória em determinados festivais (Sundance, Berlim, Cannes, Veneza, Toronto e Busan) pode abrir uma rota independente para a categoria, sem depender da inscrição do filme pelo país de produção.


Ou seja, agora temos duas rotas para um filme ficar elegível para o Oscar de Melhor Filme Internacional:


  • O país te escolher como representante: a tradicional escolha realizada pelos comitês nacionais;

  • Vencer prêmios específicos dos seis grandes festivais internacionais selecionados pela Academia do Oscar.


Por exemplo, neste ano, poderíamos ter tido dois filmes brasileiros na disputa por uma indicação ao Oscar 2027. Caso Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins, tivesse conquistado o prêmio da mostra competitiva Plataforma no Festival de Toronto, o longa poderia ter se tornado elegível à categoria sem precisar da indicação oficial brasileira, que ficou com o cearense Feito Pipa, de Allan Deberton. Ou seja, os dois filmes poderiam ter disputado, simultaneamente, uma vaga na pré-lista de Melhor Filme Internacional, algo que não seria possível pelas regras anteriores.


Mas é importante destacar que a vitória em um desses festivais não garante uma indicação ou uma vaga na pré-lista do Oscar, mas abre uma nova possibilidade de inscrição, desde que o filme cumpra os demais critérios de elegibilidade da Academia.


Enfim, confira aqui todos os filmes que se qualificaram para o Oscar de Melhor Filme Internacional com as novas regras:


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Festival de Sundance

• Shame and Money:


Um casal na casa dos quarenta anos vive com a família na zona rural do Kosovo, sustentando-se modestamente com a agricultura. Após uma disputa familiar, perdem tudo. São obrigados a mudar-se para Pristina, onde a pressão para sustentar a família pesa sobre os pais, que seguem lutando para encontrar trabalho e um lugar para morar. Assim começa uma jornada rumo a uma sociedade hipercapitalista.


• To Hold a Mountain (acabou sendo selecionado pelo país Montenegro 🇲🇪):


Nas montanhas de Montenegro, Gara e sua filha Nada vivem da criação de animais e da terra enquanto tentam preservar um modo de vida transmitido por gerações. Quando a região de Sinjajevina passa a ser ameaçada pela possibilidade de se tornar uma área de treinamento militar da OTAN, as duas se envolvem na resistência para proteger a montanha. Dirigido por Biljana Tutorov e Petar Glomazić.


Festival de Berlim

• Yellow Letters:


Derya e Aziz formam um casal de artistas que leva uma vida confortável em Ancara ao lado da filha, até que um conflito político durante a estreia de uma peça altera completamente suas vidas. Após perderem trabalho e casa, os dois se mudam para Istambul e passam a enfrentar as consequências da repressão política tanto em suas carreiras quanto no próprio casamento. O drama é dirigido por İlker Çatak.


Leia nossa crítica:



Festival de Cannes

• Fjord (acabou sendo selecionado pelo país Romênia 🇷🇴):


Um casal romeno-norueguês profundamente religioso se muda com os filhos para uma pequena comunidade localizada em um fiorde, onde rapidamente se aproxima de uma família vizinha. A relação entre os dois núcleos começa a mudar quando hematomas são encontrados no corpo da adolescente Elia, levando a comunidade a questionar os métodos tradicionais utilizados pelos pais em sua educação. Dirigido por Cristian Mungiu, o filme conquistou a Palma de Ouro em Cannes.


Leia nossa crítica:



Festival de Veneza

• Woman Unknown (acabou sendo selecionado pelo país Dinamarca 🇩🇰):


Na Dinamarca do pós-Segunda Guerra Mundial, Marie trabalha como babá e empregada doméstica e está prestes a se casar com Christian, um viúvo rico e mais velho. A nova posição social, porém, é ameaçada por um segredo de seu passado: durante a ocupação alemã, ela manteve um relacionamento com um soldado alemão. Conforme essa história volta à tona, Marie tenta preservar a vida que está prestes a construir. O longa é dirigido por May el-Toukhy.


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Festival de Toronto

• Angh:


Ambientado em Nagaland, no nordeste da Índia, durante a década de 1960, o filme acompanha um velho chefe Konyak e seu filho em meio às transformações que ameaçam sua fé ancestral e seu modo de vida. A chegada de novas influências religiosas e culturais coloca tradição, família e identidade em conflito. Primeiro longa dirigido por Theja Rio, Angh conta majoritariamente com um elenco indígena Naga e venceu a mostra Platform de Toronto, a mesma que o mineiro Vicentina Pede Desculpas concorria.


Festival de Busan

• Midday Meal:


Em uma região pobre e isolada do Irã, Solan é o único professor de uma pequena escola e sonha em conseguir um emprego permanente para poder comprar uma casa e viver com a mãe. Quando morre o benfeitor responsável por financiar a alimentação dos estudantes, as crianças começam a abandonar as aulas e a escola passa a correr risco de fechar. Sem apoio suficiente das autoridades, Solan decide usar os próprios recursos para alimentar os alunos e manter a instituição funcionando, colocando sua própria sobrevivência em risco. BUSAN International Film Festival


Dirigido por Majid Majidi, Midday Meal venceu o prêmio de Melhor Filme da competição de Busan por decisão unânime do júri presidido por Zhang Yimou. Com a vitória, tornou-se o último título de 2026 a conquistar elegibilidade pela nova regra criada pela Academia.


Dos filmes citados, Fjord e Woman Unknown são os mais provavéis de aparecer na lista final que conheceremos em janeiro. Mas será que mais algum vai dar as caras na pré-lista de Filme Internacional? Em dezembro saberemos!


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