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Resultados da busca por "Mostra SP 2026"

928 resultados encontrados para "Mostra SP 2026"

  • Crítica | Me Ame com Ternura

    Uma melancólica poesia sobre a estoicidade ante a perda Foto: Reprodução/ Imovision Um dos componentes mais atraentes do cinema é a magia que ele tem de contar uma mesma história várias vezes e de poder abordá-la de diversas maneiras, como, por exemplo, a história de uma mãe que briga pela guarda de seu filho. É essa magia que permite não apenas abordar a história de um novo ponto de vista, mas também transformá-la em algo para além do drama que deveria ser, como faz Anna Cazenave Cambet em Me Ame com Ternura. Protagonizado de maneira singular por Vicky Krieps, o filme aborda a temática dessa mãe por meio de uma pesada cortina de homofobia e machismo, enquanto a personagem busca encontrar a si mesma. Após Clémence (Krieps) revelar ao seu ex-marido, Laurent (Antoine Reinartz), que é lésbica, e relatar, em livros, suas vivências amorosas com mulheres, ela passa a enfrentar a fúria silenciosa do pai de seu filho, que, usando calúnias e as mais diversas desculpas, torna a guarda unilateral para si e a impede de ter contato com a criança. Ciente, desde o início, de que aquela era uma guerra que poderia durar anos, ela, mesmo assim, se ampara no falho sistema para ter alguma justiça, e busca, por todos os meios legais, uma resolução para esse problema, para que ela possa novamente ter a guarda, mesmo que compartilhada, de seu filho. Apesar de um começo lento, o filme rapidamente toma forma. Conhecemos a personagem e sua luta inicial, mas logo se torna perceptível que a história vai orbitar em torno dessa luta pela guarda do filho sem deixar que Clémence fique à sombra desse drama. Mergulhada em sua própria melancolia, ela nos arrasta para o seu vendaval de sentimentos particulares. Enquanto o filho permeia seus pensamentos, ela não deixa que sua vida pare, continua buscando seu espaço e tornar-se a escritora que almeja, ao mesmo tempo em que também cultiva a vida amorosa sem deixar que entre em conflito com sua guerra pessoal. Todas essas camadas acontecem simultaneamente e fazem com que se crie um elo com a protagonista. O fator principal para isso é a atuação de Vicky Krieps, que transmite todas as dores e conflitos dentro de uma espiral de emoções. Foto: Reprodução/ Imovision O longa também se constrói através de uma trilha sonora que acompanha a vida da personagem. Entre altos e baixos, o som vai guiando e se modelando entre a introspecção e os momentos de respiro e fuga. Todos os quesitos mais técnicos parecem ter sido pensados para acompanhar os dilemas da protagonista, e é um dos pontos que fazem o filme ganhar a sua força. Ele se torna visualmente bonito enquanto expressa todas as nuances de sua história, não deixando tudo por conta apenas de diálogos para que se capte o que está em cena. Por mais que exista uma notável escolha de direção e roteiro em relação a como contar a sua trama, o filme ganha aspectos mais ferozes quando há um embate mais direto da protagonista com o seu algoz, e mesmo sendo poucos instantes, esses momentos parecem trazer mais vida à trama, pois geram um contraste com a forma mais discreta de Clémence. Ao passar pelas duas horas, se torna notório que tudo foi montado desde o início com bastante coesão para que o final se tornasse mais amplificado, sem perder sua linha de raciocínio nem divergir do que foi proposto. Não é uma história sobre uma mãe em busca de seu filho, mas sobre uma mulher regendo a própria vida enquanto orbita em torno desse drama. E, apesar de alguns momentos de duração excessiva, todos os componentes do filme se tornam necessários para contar essa trajetória de Clémence. Ao fim, por meio de suas palavras e pensamentos, podemos sentir junto com a personagem o alívio de sua decisão. Nota: 4/5

  • Documentário de Bárbara Paz sobre enchentes no RS vence prêmio do público em festival ambiental na Itália

    A produção também recebeu uma menção especial do júri da mostra, ampliando sua trajetória de reconhecimento abordagem humanista do longa, que retrata o impacto das enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024 Desde sua estreia na mostra competitiva do festival É Tudo Verdade, o filme vem acumulando distinções Em 2025, Bárbara Paz recebeu o prêmio de Melhor Direção de Documentário no Los Angeles Brazilian Film retrata as consequências sociais e ambientais das enchentes que afetaram o Rio Grande do Sul em maio de 2024

  • Confira os filmes selecionados para a 4° edição do Festival Internacional de Cinema de Itabaiana

    selecionados para o FestCine Itabaiana: Filmes Brasileiros - América, do Sul, de Maria Clara Bastos (SP DF) - Aurora, de Alan Mendonça Furtado (RS) - Batalha de Flores, de Luis Villaverde e Moira Soares (SP ) - Como Nasce um Rio, de Luma Flores (BA) - Dalva da Rua Sete, de Gab Lourenzato e Nanda Ferreira (SP de Leticia Rheingantz (AC) - Intercessões, de Direção Coletiva (AM) - Kabuki, de Tiago Minamisawa (SP ) - Marés da Noite, de Juliana Sada e Noemi Martinelle (SP) - Mãe de Ouro, de Maick Hannder (MG) - Nação

  • Curta de terror nacional "Agnes Está com Fome" estreia no CineFantasy e transforma o medo cotidiano feminino em horror psicológico

    Filme dirigido por Natália Martins estreia na 17ª edição do CineFantasy em SP e transforma o medo cotidiano Em 2024, venceu o FRIACA e foi semifinalista do Cabíria Festival e do FRAPA com o roteiro "Carne", selecionado Em 2020, recebeu o Prêmio Rota/Cabíria de Melhor Protagonista Feminina com o roteiro "A Casa é Nossa"

  • LatinArab aterrissa em Sergipe com filmes inéditos e debates sobre Palestina

    acontece pela primeira vez em Sergipe entre os dias 14 e 16 de novembro, no Cine Walmir Almeida, com mostras Em 2020, o curta-metragem Ikhwène, de Joobeur, foi indicado ao Oscar na categoria Melhor Curta em Live Às 16h, será exibido Era uma vez em Gaza (2025), de Tarzan Nasser e Arab Nasser. (2024), de Abrar Qari. de Abrar Qari (Arábia Saudita, 2024) apresentação e debate com a diretora saudita Abrar Qari

  • CRIAS – Cine de Rua Infantil de Sergipe promove segunda edição em São Cristóvão com o tema “Infâncias Infinitas”

    Mostra acontece nos dias 17 e 18 de outubro com programação gratuita que inclui exibições de filmes, Com o tema “Infâncias Infinitas”, a mostra busca valorizar a inventividade e a capacidade criativa das Para ele, a mostra surge como convite à reflexão: “Em um contexto de ameaças ao globo terrestre, como O II CRIAS é realizado pela Floriô de Cinema, com recursos da Lei Complementar Federal nº 195/2022 – Lei Paulo Gustavo, por meio do edital nº 06/2023 – TARCÍSIO DUARTE, executado pela Fundação de Cultura

  • Lista | 15 ótimas séries de espionagem para assistir

    Divulgação 14) Um Espião Entre Amigos (2022) Quantidade de temporadas: 1 temporada Onde você pode assistir Divulgação 13) Teerã (2020-) Quantidade de temporadas: 3 temporadas Onde você pode assistir: Apple TV Divulgação 12) Jack Ryan (2018-2023) Quantidade de temporadas: 4 temporadas Onde você pode assistir: Divulgação 10) O Dia do Chacal (2024-) Quantidade de temporadas: 1 temporada Onde você pode assistir: Divulgação 3) Andor (2022-2025) Quantidade de temporadas: 2 temporadas Onde você pode assistir: Disney

  • Crítica | Bardo, Falsa Crônica de Algumas Verdades

    A tênue linha entre a autocrítica e a prepotência Divulgação: Netflix “É pretensioso. Desnecessariamente onírico. É onírico para esconder seu texto medíocre. Um somatório de cenas sem sentido. (...) Devia ser metafórico, mas não tem inspiração poética.” O cinema de Alejandro González Iñarritu passa longe do consenso, sendo seus filmes um costumeiro caso de ame-o ou odeie-o. Sete anos após seus dois Óscares consecutivos por “Birdman” e “O Regresso”, o diretor mexicano retorna com seu filme mais divisivo, e não sem motivo. Do início ao fim, “Bardo” está revestido de uma feroz (e irregular) metalinguagem da qual Iñarritu se apropria não apenas para responder aos seus detratores, mas também para examinar sua identidade e sua dupla vida entre México e EUA. Assim, se a princípio soa mais uma obra autobiográfica de um diretor renomado, logo se distancia do que fizeram outros nomes como Steven Spielberg, Sam Mendes e James Gray nesse ano. O universo semi autobiográfico de “Bardo” é tingido de um certo realismo mágico e diversas doses de surrealismo, seja com um feto que tenta voltar à barriga da mãe, ou nas encenações da guerra México-EUA e do genocídio de Hernan Cortés em meio à Cidade do México moderna para a qual Silverio Gama (Daniel Giménez Cacho), protagonista e alter ego do diretor, retorna após anos morando em Los Angeles. A despeito da narrativa relativamente vaga e solta, o filme abrange dois universos: um macro, onde Iñarritu utiliza a trajetória de Silverio enquanto jornalista e “expatriado” para examinar a história sangrenta de seu país natal, os efeitos da colonização, os processos de migração e identidade racial, as tensas relações entre Norte e Sul globais e a tensão do próprio Iñarritu com seus detratores; e um micro, onde os relacionamentos interpessoais do personagem são abordados e testados, bem como seus conflitos internos e contradições. Toda vez que o filme aborda esse macrouniverso, é possível vê-lo vacilando - e infelizmente é esse lado da obra que predomina. Há muitas discussões sendo trazidas à mesa, mas elas quase nunca são devidamente trabalhadas, o que é visível em diálogos pretensiosos que ainda assim parecem trazer uma compreensão superficial do próprio Iñarritu sobre o seu país natal. Pior ainda é vê-lo trilhar a linha tênue entre a autocrítica e a prepotência, como se ele não soubesse se deve fazer piada com o que seus críticos lhe acusam de ser ou se absorve essas críticas para melhorar seu cinema. Divulgação: Netflix Exemplo disso é o diálogo canhestro que abre essa crítica, dito por um personagem ao criticar um documentário feito por Silverio. Em mãos mais sensíveis e sutis, esse tipo de autocrítica poderia ser melhor diluída na obra, mas Iñarritu é tudo, menos sutil: aqui ele parece mais preocupado em se antecipar às críticas do filme e, ironicamente, acaba descrevendo o que o longa em sua maior parte é. Apesar da forma como seu ego e suas contradições acabam moldando grande parte da narrativa, os momentos referentes ao microuniverso do filme acabam revelando que, por baixo desse ego, ainda bate um coração. Quando vemos Silverio preso numa versão onírica do talk-show de um velho amigo e seus maiores medos e falhas sendo expostos a um público imaginário, ou a dor do luto pelo filho que morreu logo após nascer, ou as conversas com os pais, é possível ver uma certa ternura e honestidade, de modo que até as incoerências do personagem (e do seu criador) se mostram mais palatáveis, o que é potencializado pela atuação discreta, mas marcante, de Cacho, que tem a difícil tarefa de encarnar a versão fictícia de um homem que passa longe de ser querido. Infelizmente, são momentos esparsos no decorrer do longa, soterrados por debaixo das muitas escolhas narrativas duvidosas e as estéticas que mostram o quanto Iñarritu tem um controle técnico indiscutivelmente fantástico, mesmo que nem todas elas funcionem (a exemplo da conversa de Silverio com o pai, que é quase estragada por um CGI horrendo). Na fotografia, Darius Khondji tem a difícil tarefa de suceder Emmanuel Lubezki (que ganhou dois de seus três Óscares consecutivos pelos filmes anteriores de Iñarritu), mas a cumpre com louvor, trazendo uma cinematografia por onde superabundam cores e sombras que conseguem nos nortear pelos diversos estados de espírito e mente do protagonista, além de trazer lentes angulares que distorcem e engrandecem os quadros, ampliando a sensação onírica e surrealista da obra. No fim, “Bardo” é um filme que vive e morre em suas contradições, as quais são sua maior arma e sua maior fraqueza. Fosse um diretor com um pouco mais de humildade, Iñarritu poderia entregar aqui um filme que possuiria o mesmo verniz autobiográfico, mas com maior consciência de seus erros passados e com um escopo mais limitado e controlável. Infelizmente, sua constante autoconsciência de nada adianta aqui, sendo ainda mais prejudicada pela necessidade dele em dar passos maiores que pernas ao tentar misturar a história do seu próprio país com a sua, como se ele fosse a regra e não a exceção. Apesar de grandes momentos aqui e ali, isoladamente eles não podem salvar o quadro geral, e o resultado é uma experiência alienante que mais nos distancia de Iñarritu do que nos aproxima. Nota: 2/5

  • CRIAS – Cine de Rua Infantil de Sergipe chega à terceira edição e desembarca, pela primeira vez, em Laranjeiras

    Com o tema “Erês no Mundo”, mostra acontece de 19 a 21 de dezembro, com programação gratuita que reúne No sábado (20), das 17h30 às 19h, acontece a Abertura da Mostra “Abre Caminhos”, com sessão de cinema O encerramento do evento ocorre no domingo (21), com uma cerimônia, das 17h30 às 18h, seguida da Mostra Ao chegar à sua terceira edição, o CRIAS se consolida não apenas como uma mostra de cinema, mas como ), por meio do Edital 06/2025, executado pela FUNCAP/SE.

  • Análise | o 14º Olhar de Cinema e seus tipos de cinema

    Não seria fácil: com cerca de 90 filmes a serem exibidos em diferentes mostras e sessões, eu sabia que Especial atenção foi dada aos filmes da Mostra Competitiva Brasileira de Longas-Metragens, que compunham de SP, Festival do Rio, Cine PE, o próprio Olhar de Cinema e etc. Mas foi interessante perceber, lá no segundo dia, uma fala de uma das curadoras da Mostra Competitiva À medida que assistia os filmes da Mostra Competitiva (e outros espalhados pelas demais mostras e sessões

  • Entrevista | Diretor e responsável pela restauração de Onda Nova (1983) conversam sobre o filme

    É assim que podemos definir, de maneira geral, o longa Onda Nova, lançado originalmente em 1983 na Mostra de SP e censurado pela ditadura militar logo depois. Isso mostra que o filme, apesar de ser de uma época diferente, ainda ressoa com as novas gerações, que Divulgação Gabriella (Oxente Pipoca): Como foi para vocês exibir o filme na sétima edição da Mostra A reação do público na Mostra foi incrível, e o filme bombou nas redes sociais.

  • Crítica | Assassinos da Lua das Flores

    Bill Hale, é um velho branco arrogante e frio, que se mostra como um amigo salvador dos Osage quando, Assassinos da Lua das Flores chega em 2023 já sendo um dos melhores do ano, e é sempre motivo de agradecimento

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