Curta de terror nacional "Agnes Está com Fome" estreia no CineFantasy e transforma o medo cotidiano feminino em horror psicológico
- Oxente Pipoca

- há 7 horas
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Filme dirigido por Natália Martins estreia na 17ª edição do CineFantasy em SP e transforma o medo cotidiano vivido por mulheres em um suspense psicológico inquietante.

O curta-metragem "Agnes Está com Fome", dirigido por Natália Martins, fará sua estreia entre os dias 1º e 6 de setembro durante a 17ª edição do CineFantasy – Festival Internacional de Cinema Fantástico de São Paulo, um dos principais eventos dedicados ao cinema fantástico da América Latina. Com 13 minutos de duração, o filme será exibido no Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo.
Estrelado por Samira Uchôa no papel de Agnes, o curta acompanha uma mulher que, após um jantar constrangedor com um colega de trabalho, caminha sozinha pelas ruas de São Paulo durante a noite. Sem olhar para trás, ela percebe que está sendo seguida por alguém na calçada. O encontro na madrugada desperta uma ideia perturbadora, cujo verdadeiro significado só será revelado na manhã seguinte.
Misturando suspense e terror psicológico, "Agnes Está com Fome" nasce das inquietações da diretora sobre a insegurança enfrentada diariamente por mulheres nos espaços urbanos. A narrativa parte de uma experiência comum para construir uma atmosfera de crescente tensão, transformando o medo cotidiano em uma reflexão visceral sobre trauma, violência e sobrevivência.
O filme marca a estreia de Natália Martins na direção de ficção e representa seu segundo trabalho como diretora. Atriz, roteirista e cineasta, Natália vem se destacando no circuito audiovisual nacional. Em 2024, venceu o FRIACA e foi semifinalista do Cabíria Festival e do FRAPA com o roteiro "Carne", selecionado também para o Produire Au Sud Fortaleza e o Bravo Film Lab, em Los Angeles. Em 2020, recebeu o Prêmio Rota/Cabíria de Melhor Protagonista Feminina com o roteiro "A Casa é Nossa".
Com uma abordagem inquietante e intimista, "Agnes Está com Fome" utiliza elementos do horror para discutir uma realidade compartilhada por inúmeras mulheres: o estado permanente de alerta ao ocupar o espaço público. O resultado é um filme que provoca desconforto ao aproximar o terror da experiência cotidiana, revelando como o medo pode assumir formas inesperadas.



















