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Resultados da busca por "crítica mostra 2026"

1329 resultados encontrados para "crítica mostra 2026"

  • Crítica | Jurassic World: Recomeço

    Dito isto, é animador ver os dinossauros inseridos outra vez como monstros em vez de filme “pet friendly Recentemente o cineasta britânico dirigiu Resistência (2023), uma ficção científica polida e densa demais para ser aproveitada, e desde o seu Godzilla (2014) que mostra traços comuns em seu estilo de filmagem outros filmes para extrair leite de uma pedra que já não consegue fornecer muita sustância, ele se mostra

  • Crítica | Seus Amigos e Vizinhos (2ª temporada)

    Por mais que mostre tanta futilidade e o castelo de vidro, jamais deixa de mostrar que são pessoas ali

  • Crítica | Lockwood & Co. (1ª temporada)

    Apesar dessa escolha que acaba por prejudicar a apreciação geral da temporada, Lockwood & Co. se mostra

  • Crítica | The Pitt (1ª temporada)

    Ao trazer o drama médico procedural para a década de 2020, The Pitt oferece frescor não pela inovação E faz isso deixando uma clara mensagem política, se posicionando criticamente contra o sistema de saúde

  • Crítica | Outer Banks (3ª temporada)

    aos dois durante a busca final e o roteiro sempre deixa que ela decifre algum dos enigmas para que se mostre

  • Crítica | Ginny E Georgia (2ª temporada)

    Além de Ginny, a trama mostra que Abby também sofre de algo, que aqui não tem tanta profundidade, mas

  • Crítica | Sex Education (4ª temporada)

    Com último ano abaixo do esperado, série finaliza sua jornada de maneira agridoce Foto: divulgação Logo após o lançamento da sua primeira temporada em 2019, Sex Education se tornou uma das séries mais populares e comentadas entre o público jovem do streaming. Agora, quatro anos depois, a série encerra o seu ciclo com o lançamento da quarta e última temporada no fim deste mês de setembro com oito episódios para fechar a história de Otis e outros alunos de Moordale. Nesta quarta temporada, acompanhamos os desdobramentos na vida desses jovens após o fechamento da Moordale Secondary e o início das aulas na escola Cavendish. Otis está empenhado em abrir uma nova clínica, mas, se depara com uma rival à altura, Eric vive dividido entre a Igreja e sua família e a visão de mundo que ele alcança com os novos amigos, Cal inicia sua transição, Jackson começa a se questionar sobre seu pai biológico, Adam desiste da escola e busca uma nova profissão, Aimee se debruça sobre arte e, enquanto isso, Maeve vive o seu sonho em uma prestigiada universidade americana estudando para ser uma escritora. Tudo isso ao mesmo tempo que eles precisam lidar com a própria sexualidade, desejos, dúvidas e inseguranças. Sem dúvidas, Sex Education é uma série muito importante por desmistificar muitos tabus acerca do sexo de uma forma muito responsável e orgânica com uma linguagem muito acessível para o seu público alvo. Desde o seu início até a sua temporada final, foram diversos assuntos de extrema relevância para os jovens. Neste quarto ano não seria diferente e Sex Education aborda com maestria temas como depressão pós-parto, vergonha do próprio corpo, processo de transição, o uso de hormônios e de como isso afeta o psicológico de pessoas trans, o luto, a superação de um abuso. A série é muito pontual e certeira na mensagem que ela quer espalhar e tudo isso é inserido no roteiro de uma forma muito natural, identificável e honesta. Foto: divulgação Porém, mesmo com seus méritos, a última temporada de Sex Education ficou devendo em algo que estava conseguindo seguir bem até então. O desenvolvimento dos personagens, especialmente do seu protagonista, parece que foi esquecido, e aqui Otis age como se estivéssemos de volta à primeira temporada. Foi como se todos os personagens conseguissem evoluir e ele ficasse lá atrás. Não sei se essa era a intenção da série, mas ver Otis tão imaturo é uma das coisas mais chatas desta quarta temporada. Sem poupar elogios, é sempre bom destacar a qualidade do elenco da série. Desde os mais jovens aos mais velhos, todos entregam atuações maravilhosas. Gillian Anderson é incrível como a Dra. Jean Milburn em um momento de extrema vulnerabilidade. Jean precisa lidar e aprender a maternar de novo, ao mesmo tempo que concilia o seu retorno ao trabalho com a volta da irmã mais nova em sua vida. É sempre uma delícia assistir Gillian Anderson em ação, especialmente em um papel onde ela está super à vontade. Mas, sem dúvidas, o meu maior destaque é Ncuti Gatwa como Eric Effiong. Desde o início, Eric é um dos personagens que mais evolui temporada à temporada, e, neste quarto ano vemos o personagem se encontrar de vez em suas próprias convicções. Todo plot de Eric com dúvidas sobre a sua própria religião, sua fé e o fato de ser gay em uma comunidade tão preconceituosa foi um dos pontos altos da série. A jornada do personagem, como um todo, foi belíssima de se acompanhar e a construção identitária do personagem é um dos pontos altos de Sex Education graças a excelente atuação de Ncuti. Foto: divulgação Falando agora como uma conclusão para uma série tão querida e aclamada, mesmo com uma temporada regular, Sex Education falhou em não dar um destino muito claro aos seus personagens com um final um pouco vago e meio corrido no que diz respeito ao futuro dessa turma. Mesmo decepcionando um pouco nesse sentido, ainda é uma série que merece ser assistida pela qualidade do conjunto da sua obra e por ter percebido o momento certo de finalizá-la, mesmo que não agradando a todos. Sex Education deixa um legado importante para a Netflix e para os jovens que assistiram ou vão assisti-la em algum momento da vida. É mais que um entretenimento, por mais que ela divirta, é uma aula muito boa sobre educação sexual onde muitas pessoas só irão aprender com ela. Mais uma vez, o entretenimento dá conta de não só ser uma companhia, mas, de também conscientizar quem assiste de alguma forma. Sex Education fez e continuará fazendo isso com maestria. Nota: 3.5/5

  • Crítica | Flora e Filho - Música em Família

    John Carney entrega mais uma obra reconfortante, embora com algumas falhas mais notáveis Foto: divulgação O cinema do irlandês John Carney parece ancorado em duas temáticas: o poder transformador e catalisador da música e as delícias e dores do amor. Do seu longa Once à sua série Modern Love, passando por Mesmo se Nada Der Certo e Sing Street, o diretor sempre consegue uma forma de entrelaçar esses temas em abordagens distintas, mas nunca perdendo de vista o calor e o conforto que suas obras são capazes de trazer. Flora e Filho segue essa mesma cartilha, nos apresentando à sua protagonista-título (Eve Hewson) primeiro numa boate, até nos fazendo pensar sobre o quão jovem é a personagem, antes de nos revelar que ela tem um filho de 14 anos, Max (Óren Kinlan). As sequências iniciais já conseguem nos mostrar que, mentalmente falando, Flora não é tão mais velha que seu filho, algo acentuado pela rudeza das suas interações. É só quando, ao achar um violão e dá-lo a Max (que o recusa), ela decide aprender a tocar o instrumento, passando a ter aulas online com o estadunidense Jeff (Joseph Gordon-Levitt). Carney emprega aqui uma abordagem mais crua e visceral em relação aos seus longas anteriores, o que chega a surpreender aqueles que esperavam uma abordagem mais leve. Ainda assim, ele não deixa de lado o interesse em explorar o melhor dos seus personagens, especialmente através da relação com a música. Flora é rude, briguenta e tão imatura quanto o filho, mas o filme nunca nos faz esquecer que ela o teve muito nova e nunca contou com o suporte necessário para criar, visto que o pai, Ian (Jack Reynor, repetindo a dobradinha com Carney de Sing Street e Modern Love), é um tremendo babaca. Ajuda que Eve Hewson consiga nos cativar tão rápido, mesmo quando exibe os piores lados da personagem. Já tinha admiração pela atriz desde que a vi em Bad Sisters (e o fato dela ser filha de Bono Vox também ajuda um pouco), mas aqui ela tem a chance de exibir todo o seu talento ao criar uma personagem que à primeira vista parece difícil de torcer, especialmente pelo quanto falha com Max, mas em quem logo investimos e por quem desejamos que cresça na vida. Suas interações com Jeff, mesmo limitadas pela distância física, desfrutam da enorme química de Hewson e Gordon-Levitt, ainda que a construção do sentimento entre ambos pareça um pouco trôpega no início. Foto: divulgação Contudo, é nítida aqui uma tensão no filme, como se ele não soubesse se quer priorizar o relacionamento de Flora e Jeff ou as questões maternais dela com Max. Este não parece sair muito do estereótipo do adolescente chato, mesmo que a sua ligação com a música ajude a melhorar e muito sua ligação com a mãe. Porém, o filme vive nessa incerteza sobre qual desses relacionamentos quer melhor explorar (a despeito do título), e acaba parecendo ter duas metades não tão bem desenvolvidas. Essa incerteza ainda se estende à forma como Ian é usado dentro da trama, apesar de Reynor ser ótimo como sempre. Essa tensão mal resolvida é expressa até na forma como a música é usada dentro do filme. Se por um lado temos ótimas sequências como aquela em que Flora é profundamente tocada por "Both Sides Now" de Joni Mitchell ou nas suas interações com Jeff, as músicas originais do filme carecem do frescor que as de outros filmes do diretor, como as de Sing Street ou “Falling Slowly”, pela qual Once ganhou o Oscar de Melhor Canção Original. Além disso, a maneira rasa com a qual o roteiro trata a tentativa de Max conquistar uma garota através de suas composições parece uma recauchutagem da trama principal de Sing Street, mas sem o mesmo ímpeto. Assim, Flora e Filho continua a exibir várias das mesmas qualidades da filmografia e John Carney e dos temas que lhe são tão caros, mas infelizmente sem a mesma força de suas obras anteriores. Contudo, é graças ao carisma e talento de Eve Hewson que o filme se encontra, trazendo uma protagonista complicada, mas ainda assim inegavelmente amável e que, como tantos de nós, tem sua vida transformada pela música e pelo amor. Nota: 3.5/5

  • Crítica | One Piece (Temporada 1)

    A adaptação do pirata que estica surpreende, apesar do receio dos fãs Foto: Divulgação A série do famoso pirata que se estica finalmente está entre nós, e como fã de longa data do anime, fico feliz em dizer que a produção da Netflix conseguiu superar as minhas expectativas, que estavam um pouco baixas considerando o histórico que temos de péssimas adaptações de anime, estabelecendo um novo padrão nesse tipo de adaptação. Primeiramente, falando sobre o elenco, todos os cinco protagonistas mantêm a essência dos personagens originais. Iñaki Godoy traz de maneira natural aquele jeito bobão e desleixado do Luffy, mas nos momentos de seriedade consegue transmitir a raiva e tensão do personagem de forma convincente. Já Mackenyu Arata é o retrato perfeito de Zoro, e mesmo que raramente o vejamos usar o famoso santoryu (Estilo Três Espadas), quando o faz, torna-se algo tão memorável que até esquecemos quão ineficaz é usar uma espada na boca na vida real. O Sanji de Taz Skylar não fica para trás. Apesar do arco do Baratie ser um pouco reduzido na adaptação, ainda é deixado claro as motivações do personagem e o seu passado terrível. Além disso, o jeito paquerador do personagem parece mais natural no live-action. Temos também Ussop, interpretado por Jacob Gibson, que consegue ser o personagem mais fiel à obra original, tanto em seu visual quanto em sua personalidade. Por fim, Emily Rudd como Nami foi, sem dúvida, o grande destaque da temporada. Tanto pelo fato do grande conflito da série girar em torno do seu arco, como pela atuação de Emily, que entrega o charme e a perspicácia da personagem de forma brilhante. O maior problema quando se trata de adaptar animes são os seus visuais únicos, que, apesar de serem épicos nas animações, também podem gerar uma certa estranheza quando são passados para um live action. E logo que a adaptação de One Piece foi anunciada, o meu maior medo era que eles não conseguissem recriar o mundo louco e único criado por Eiichiro Oda. Porém, logo no primeiro episódio, vemos esse universo fantástico ganhar vida; a série consegue recriar o clima do anime ao mesmo tempo em que gera aquela atmosfera que vemos em filmes de piratas tradicionais. O visual da série também é algo positivo; como mencionado anteriormente, ele consegue ser uma amálgama, trazendo o colorido do anime com um toque de seriedade das produções sobre piratas. Vemos personagens como Buggy, que é um exemplo perfeito disso. Apesar de manter o figurino e a maquiagem originais, ele possui um aspecto mais assustador, lembrando um pouco os palhaços de filmes de terror. E, por outro lado, temos o Mihawk que parece ter saudado diretamente do mangá para a tela. Foto: Divulgação Outro aspecto que se destaca em One Piece é a maneira como os cenários e os efeitos especiais conseguem capturar a magia do mundo de piratas de Oda, criando um ambiente rico em detalhes e repleto de cores vibrantes. No entanto, apesar de serem realistas, a produção opta muitas vezes por deixar as cenas de luta no escuro, um recurso utilizado para disfarçar os problemas com o CGI. Embora seja comum, isso acaba cansando um pouco devido ao número de vezes que é utilizado. Para os mais saudosistas, algumas mudanças feitas pela produção podem ser um problema. Por exemplo, na série da Netflix, vemos um destaque maior para Garp e Coby, que aparecem bastante na série e têm um arco bem diferente do que conhecemos. O herói da marinha se recusa a aceitar a vida de pirataria que seu neto decidiu seguir e tenta intervir a todo custo, enquanto Coby enfrenta a corrupção da Marinha de frente e não passa pelo mesmo arco de treinamento visto no mangá. Mesmo assim, vale ressaltar que embora ocorram algumas mudanças nos acontecimentos, isso não é necessariamente um ponto negativo, pois são mídias diferentes e, além disso, a produção está limitada pelo orçamento e pelo tempo. Em resumo, a adaptação de One Piece é uma verdadeira homenagem ao material de origem. Ela respeita a visão de Eiichiro Oda, que estava diretamente envolvido na produção, e consegue transmitir a emoção e a aventura que tornaram o anime tão único. Para os fãs de longa data e para aqueles que estão embarcando nessa jornada agora, esta série é uma jornada emocionante que vale a pena conferir. Nota: 4/5

  • Crítica | Olhos Atentos (1ª temporada)

    no Brasil pelo Star+, a série Olhos Atentos estreou no canal americano Freeform em 30 de janeiro de 2023

  • Crítica | A Batalha da Rua Maria Antônia

    Supervalorização da técnica e temática relevante não escondem as nítidas deficiências do filme. Divulgação Em meio ao sucesso da minissérie Adolescência, da Netflix, tenho visto uma exaltação daquele que é certamente seu elemento mais distinto: o fato dos seus quatro episódios ocorrerem em plano-sequência, técnica onde vemos um único plano (ou onde os cortes entre os planos são ocultos pela montagem) de forma a passar uma ideia de continuidade. É um feito que sempre impressiona, como podemos ver em filmes como Filhos da Esperança ou até aqueles em um único plano-sequência, como Birdman. Afinal de contas, é uma técnica que aponta para o esforço hercúleo que envolve sua realização, conferindo um ar “elevado” à obra em questão. No entanto, é preciso sempre se perguntar: a que serve tal técnica? O que ela nos comunica nessa obra fílmica? Trago essa reflexão porque hoje estreia A Batalha da Rua Maria Antônia, filme dirigido por Vera Egito e que conta a história do embate entre estudantes da USP e da Mackenzie durante plena ditadura, em 1968. O longa é composto por 21 planos-sequências que relatam a escalada do conflito entre os dois grupos em face das votações para a UNE, com o grupo da USP (foco do filme) representando a resistência estudantil contra a ditadura, que era nítida apoiadora da Mackenzie à época. Vera filma os planos-sequência com uma câmera de mão que empresta um ar documental e de cinema verité aos eventos, o que é reforçado pela razão de aspecto em 4:3 e a fotografia em preto-e-branco, enquanto pincela as vidas pessoais de alguns dos personagens. O uso da palavra “pincela” não é à toa. Em apenas 84 minutos, é de se esperar que não haja um grande desenvolvimento desses personagens para além do básico, mas a despeito de todos os recursos técnicos e estéticos conferidos ao filme (com nítidos acenos a movimentos como a Nouvelle Vague e suas diretrizes políticas mais radicais), muito dele é gasto focando justamente nesses dramas pessoais dos personagens, o que não seria um problema em si, não fosse o fato de que sacrifica e esvazia muito da tensão que se pretende alcançar através dessa narrativa em tempo real e a intensificação do conflito, ainda que sintamos o impacto em determinados planos-sequência onde a violência e a tensão do momento retratado nos atingem eficazmente. Não ajuda o fato de que, mesmo com todo esse apelo com que o filme quer nos atrair através da imagem, o seu texto cai em lugares-comuns de obras ambientadas na ditadura que chega a ser vergonhoso. As atuações em gerais mecânicas do elenco prejudicam ainda mais a entrega do texto, de modo que, ainda que o objetivo geral do longa seja nos fazer simpatizar pelos estudantes da USP, há pouco pelo que simpatizar aqui, já que parte deles são repetições de estereótipos já batidos (a estudante isenta que se envolve com a luta política, o líder carismático e problemático, a adulta ingênua, etc.). Divulgação Chega ser curioso que numa obra que se preza tanto a uma estética mais documental e realista, sua melhor cena seja aquela que foge mais a tal estética, que é aquela em que duas personagens fazem sexo. A maneira como Vera filma ambos os corpos, depois posicionando-os em reflexos no espelho que atinge ares quase surrealistas, é um desvio tão gritante da maneira como a encenação vinha sendo construída que poderia ser um ponto baixo do filme, mas acaba sendo uma de suas melhores cenas e talvez uma das poucas onde a ênfase nas vidas pessoais desses personagens se justifique na narrativa. De alguma maneira, é poético que tenha assistido A Batalha da Rua Maria Antônia num dia em que presenciei embate entre alunos da UNICAMP que lutavam em favor das cotas trans na universidade e militantes do MBL que vieram para causar seu típico pânico moral e posar de vítimas. Enquanto estes últimos eram enxotados, vi os alunos chamá-los das mesmas palavras que aqueles da USP de 1968 gritavam para os da Mackenzie e que de nada adiantaram. Se alguma coisa resta do filme, é que ele aponta para a ingenuidade ainda presente na esquerda brasileira, como se bradar “fascistas” e palavras de ordem para reacionários e fachos bastasse. Entretanto, o saldo final é de uma obra presa a essa mesma ingenuidade, inclusive no campo técnico e estético, ao não confiar o suficiente na imagem e diluí-la e esvaziá-la com um texto medíocre. Nota: 2/5

  • Crítica | Until Dawn - Noite de Terror

    Adaptação de jogo tem seus bons momentos, mas gasta energia demais tentando fazer algum sentido. Divulgação Um ano após o misterioso desaparecimento de sua irmã Melanie (Maia Mitchell), Clover (Ella Rubin) e seus amigos partem para um vale remoto onde ela desapareceu em busca de respostas. Explorando um centro de visitantes abandonado, eles se veem perseguidos por um assassino mascarado numa série de eventos que parece se repetir. O grupo logo percebe que a única maneira de escapar é sobreviver, definitivamente, até o amanhecer. Não existe quase nada de novo no argumento de Until Dawn: grupo de jovens, alguém desaparecido, cabana na floresta, loop temporal, efeito borboleta, assassino sanguinolento. E o filme tem plena consciência disso, mas nunca trata esses traços como amarras, pelo contrário, ele tenta explorá-las ao máximo e criar situações que as levem ao limite. Entre piadas com o contexto, sequências criativas de morte e uma resolução até inesperada, o longa consegue criar bons momentos de tensão, de susto e de humor. O thriller se perde, porém, ao tentar se justificar e se explicar demais. Não possuo qualquer intimidade com o jogo que serve como material base para o desenvolvimento do projeto, mas como espectador confesso que pouco me importou as várias prováveis respostas que o texto tenta dar para o tanto de absurdo que acontece em cena. Inclusive faltou se entregar mais para esse absurdo sem olhar para trás, afinal o enredo apresenta um campo fértil para inimagináveis possibilidades de executar ideias absurdas, e sem a precisão de um embasamento. É fantasia e pronto, causa e consequência aqui não deveriam interferir na execução. E essas “várias prováveis respostas” não dialogam entre si, são ensaios jogados ao público para que quem está do lado de cá perceba que aquilo tudo não é apenas bobagem sem nexo, mas é, e tranquilo. Divulgação O encantador elenco desempenha bem seus papéis pré-moldados e garantem que as partes mais divertidas do roteiro ganhem forma com o mínimo de autenticidade necessário. Não sei qual será o futuro da franquia, mas caso haja uma continuação – o que certamente deve acontecer dado que o final implora por isso – torço para que o argumento se desprenda mais de suas referências, seja o jogo ou seja outros filmes, e busque arriscar mais em suas próprias abstrações. Nota: 2,5/5

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