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  • Foto do escritorGabriella Ferreira

Crítica | Com Carinho, Kitty (1ª temporada)

Voltada para o público jovem, série tem personagens cativantes e é uma bela história sobre a descoberta de si mesmo.

Foto: Divulgação

Lançada como uma das grandes apostas da Netflix neste mês de maio, Com Carinho, Kitty é um spin-off da trilogia de sucesso Para Todos os Garotos que já Amei, também adaptada pelo streaming e baseada nos livros da autora Jenny Han. Neste universo, a personagem Kitty Covey, irmã da protagonista, já se destacava na história e se comportava como uma criança à frente do seu tempo. Por isso, ela era a escolha óbvia para protagonizar essa nova direção da trama, alguns anos à frente dos acontecimentos vistos no último longa.


Com dez episódios de cerca de 30 minutos cada, acompanhamos a jornada de Kitty (Anna Cathcart) já adolescente e embarcando para a Coreia do Sul após ser contemplada com uma bolsa de estudos. A jovem vai estudar em uma academia conceituada onde o seu webnamorado também estuda e onde sua mãe também já foi aluna. Porém, ao chegar lá, ela descobre que Dae (Choi Min-young) está em um relacionamento com Yuri (Gia Kim) e mesmo decepcionada, Kitty resolve permanecer na escola para descobrir mais a fundo sobre o passado da mãe e também sobre si própria.


Misturando a vibe das séries adolescentes da Netflix como Eu Nunca.. com o sucesso de doramas, Com Carinho, Kitty traz tudo que está na moda entre os mais jovens para uma história que retrata muito bem as descobertas e os percalços da vida adolescente. Kitty, nossa protagonista, é uma menina muito bem resolvida que vai atrás do que quer e que lida muito bem com essas angústias. É uma personagem agradável de acompanhar em uma jornada repleta de clichês do gênero, mas que funcionam bem para o seu público-alvo com uma ótima adição de leveza e bom-humor.

Foto: Divulgação


Essa fusão entre a cultura americana e coreana também consegue ser bem expressa na série, desde a escolha da tonalidade em alguns momentos específicos até a trilha sonora vibrante que passeia por sucessos do k-pop. O exagero em alguns momentos, que fazem parte em maior e menor medida em séries do tipo, também está presente e pode saturar aqueles que não conseguem mais ter paciência com os dramas da juventude. Mas, Com Carinho, Kitty traz um frescor interessante pela sua pluralidade de personagens com temáticas importantes na vida de quem ainda está tentando descobrir quem é de verdade.


Esse é, sem dúvidas, o maior trunfo da série. Essa identificação consegue atingir tanto os que já passaram por isso, quanto os mais jovens que ainda irão passar. Isso tudo com um texto leve, engraçado e bem suave, que mesmo abusando de alguns arcos narrativos já exaustivamente inseridos em séries do tipo, consegue ser diferente por demonstrar essa leveza ao falar de assuntos importantes. Com Carinho, Kitty não é uma série inovadora e nem pretende ser, mas cumpre com seu objetivo de entreter e de ser uma boa dica para quem quer embarcar no mundo adolescente por algumas horas.


Nota: 3.5/5


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