Crítica | A Queda 2: No Limite

há 11 horas
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Sequência repete a fórmula do primeiro filme, mas não consegue reproduzir sua tensão.

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Depois de transformar uma torre abandonada em cenário para uma das experiências mais claustrofóbicas do cinema recente, A Queda retorna com uma sequência que tenta reproduzir a mesma sensação de perigo em um novo cenário. A Queda 2: No Limite estreia no Brasil em 1º de outubro e acompanha a irmã de uma das protagonistas do primeiro filme, que decide honrar o legado da jovem ao se aventurar em uma trilha proibida nas montanhas da Tailândia.
Ao lado de outra jovem, ela se coloca diante de uma situação extrema, mas a sequência logo deixa evidente que repetir a fórmula não é suficiente para recuperar o impacto do original. O primeiro filme funcionava porque sua premissa simples permitia explorar até o limite o medo da altura, o isolamento e a sensação de que qualquer movimento poderia ser fatal.
Aqui, esse mecanismo perde força. O suspense é mais fraco e muitas das situações de perigo surgem a partir de decisões tão questionáveis das personagens que a apreensão dá lugar à irritação. Em vez de acompanhar a tentativa desesperada de sobrevivência, frequentemente nos perguntamos por que elas simplesmente escolheram se colocar naquela situação.

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É como assistir ao mesmo truque de mágica pela segunda vez. Pode até funcionar durante alguns minutos, mas você já sabe como ele termina, e nada supera a primeira vez. A Queda 2 reproduz os principais elementos do original sem encontrar uma nova maneira de provocar o mesmo desconforto.
O filme ainda tenta ampliar sua discussão ao abordar a relação entre fãs, legado e a necessidade de transformar determinadas experiências em prova de coragem. A ideia poderia render uma camada interessante à história, mas fica na superfície e acaba funcionando mais como justificativa para a aventura do que como algo realmente desenvolvido pelo roteiro.
A inclusão de uma trama envolvendo tráfico de drogas também parece deslocada. Em vez de surgir naturalmente da história, o elemento funciona como uma tentativa de aumentar as apostas e tornar a situação mais perigosa. O resultado é uma narrativa que acumula conflitos, mas não consegue transformar essa escalada em tensão de verdade.
No fim, A Queda 2: No Limite ainda consegue entreter em alguns momentos, especialmente para quem compra a proposta de acompanhar mais uma aventura de sobrevivência. O problema é que, quando comparado ao primeiro, o longa parece menos interessado em encontrar uma identidade própria do que em reproduzir uma experiência que já funcionou.
A torre mudou, mas o filme não encontra uma maneira convincente de fazer com que o público sinta novamente aquele medo de olhar para baixo.
Nota: 1,5/5



















