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Resultados da busca por "mostra 2026"

927 resultados encontrados para "mostra 2026"

  • Crítica | Maldoror (Festival de Veneza)

    Filme belga traz a tona história de crime real com toque ficcionalizado, mas perde a mão com longa duração Foto: Divulgação Na Bélgica, em 1995, o jovem policial Paul Chartier fica obcecado com o caso de duas jovens desaparecidas. Quando ele é recrutado para fazer parte da Maldoror, uma unidade secreta para monitorar homens com antecedentes criminais em casos de abusos de menores, e a operação falha por conta de erros dos seus superiores, Paul embarca em uma jornada de caçada e culpa também para desmascarar os envolvidos no caso. Exibido no Festival de Veneza, essa é a trama principal do filme Maldoror, coprodução da Bélgica e da França, que conta uma história real que se entrelaça em uma trama política e social do país belga. Na época dos fatos, a polícia funcionava de forma subdividida, existindo assim a ‘Gendarmerie’, algo equivalente a guarda municipal na atualidade brasileira. Assim, esses núcleos policiais não trabalhavam de forma integrada, sendo um grande problema em casos de grande complexidade, como no sequestro de várias jovens de forma sequencial nos anos 90. Dirigido por Fabrice du Welz, fica claro que a intenção é dar luz a esse fato histórico e triste da Bélgica e explorar essa história real sob uma ótica ficcional. Além de denunciar e expor esses crimes de sequestro, abuso e violência contra menores, o filme também expõe as falhas na polícia e na justiça criminal do país, com referências claras a longas como Zodíaco e Memórias de um Assassino. Focar no personagem fictício de Paul Chartier, um jovem adulto com uma vida problemática, mesclando com essa história real tem seus erros e acertos. Foto: Divulgação Paul é um personagem complexo, em alguns momentos irritante pela sua insistência, deixando sua própria família de lado. Inclusive, um dos núcleos mais interessantes do filme é a família da esposa de Paul, mesmo que pouco explorada. Mesmo com sua complexidade, não sei se ele é o personagem ideal para liderar essa história feita para colocar sob a luz do público esse crime bárbaro. Alguns outros fios narrativos aqui se perdem e o filme, em certo ponto, parece não saber se quer ser um drama, um true crime ou um suspense policial. Muito disso acontece pela sua longa duração, de quase 2h33 minutos, que em muitos momentos torna a trama mais lenta e arrastada e em outros mais frenética, despontando com bons momentos de ação, mas não convencendo no drama. Com uma boa direção de arte e também boas atuações, Maldoror tem um saldo positivo mesmo com os problemas e traz uma luz e dá voz a um dos casos mais tristes da Bélgica. Nota: 3/5

  • Crítica | Abbott Elementary (2ª temporada)

    Não foi por sorte que Abbott Elementary levou três dos sete prêmios aos quais foi indicada no Emmy de 2022

  • Crítica | Um Completo Desconhecido

    Timothée Chalamet brilha em cinebiografia tímida e contida. Divulgação Um Completo Desconhecido é uma biografia sobre a vida do astro Bob Dylan, dirigida por James Mangold. Situado na influente cena musical de Nova York do início dos anos 60, Dylan (Timothée Chalamet), o jovem músico de Minnesota, tem apenas 19 anos e caminha rumo à sua ascensão na música. Passando de cantor folk, para as salas de concerto e ao topo das paradas, culminando em sua performance inovadora de rock and roll elétrico no Festival Folclórico de Newport em 1965, definindo um dos momentos mais transformadores da música do século XX. Sempre falo da importância de recorte (ou recortes) na construção de um argumento de cinebiografia levando em conta a impossibilidade de se contar anos de uma vida em horas de um filme. E se não há um recorte preciso, se a produção resolve dar cabo do maior número de fatos na vida de uma pessoa, que haja uma transgressão no modo em que se conta essa história, que haja personalidade o suficiente para destoar aquela cinebiografia de outras tantas existentes. Um Completo Desconhecido acerta em demarcar o período que quer retratar, mas se limita apenas a isso. O roteiro do filme é baseado no livro Dylan Goes Electric! e foca no início da carreira do músico, desde o anonimato, discos folk, visões políticas, até a incrementação de elementos do rock em suas produções, o que deixou grande parte do seu público inicial completamente incomodado. Chega a ser injusto com a pessoa, com o artista, com a entidade que é (e que foi, no sentido midiático) Bob Dylan a feitura de uma cinebiografia tão comportada, contida e, porque não, limitada. Este é talvez o único e grande problema do filme. Falta inventividade, falta ousadia e falta personalidade, características que qualquer pessoa jamais poderá dizer sobre Dylan. Ainda assim, Timothée Chalamet consegue entregar uma atuação milimetricamente emulada de Bob Dylan, incluindo voz e musicalidade, que ainda assim soa orgânica e despreocupada no “querer impressionar”. Edward Norton também desempenha um papel bem elaborado dando vida ao músico Pete Seeger. Divulgação James Mangold é um cineasta que sabe bem o beabá de biografias em filme. Um de seus trabalhos mais reconhecidos é Johnny & June (2005), filme que conta a conturbada história da relação entre Johnny Cash (personagem também presente em Um Completo Desconhecido) e June Carter. E o que ele faz muito bem aqui é galgar o caminho crescente do filme até um final explosivo que acompanha a jornada musical de Dylan (no dado recorte). Este é um filme como muitos outros. Não deixa qualquer marca e não procura em seu protagonista qualquer traço que construa uma relação mínima de identificação, seja na estética ou seja no texto. É um enredo e um personagem que mereciam mais do que um filme chapado e passável. Nota: 3/5

  • CINEBH celebra 20 anos, discute o futuro do cinema latino-americano e homenageia a cineasta paraguaia Paz Encina e a escritora e atriz Conceição Evaristo

    Divulgação O CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte celebra 20 edições em 2026 entre Em 2026, serão exibidos 102 filmes, sendo 49 longas e 53 curtas-metragens, distribuídos em 69 sessões Os títulos integram as mostras Horizonte, Território, Vertentes, Praça, CineMundi, Homenagem e Diálogos Seu primeiro longa, Hamaca Paraguaya, completa 20 anos em 2026. A CineBH exibirá o filme na Mostra Diálogos Históricos, junto a Ejercicios de Memoria (2016), construído

  • PÁREO: Drama cearense de Luciana Vieira traz o universo das corridas de cavalos — European Film Market (EFM) da Berlinale

    Oxente Pipoca sobre os projetos brasileiros apresentados no European Film Market (EFM) da Berlinale 2026 ) e o JSFL – Jerusalem Lab (2026). Ponto Cego, programa que estreou quatro curtas-metragens na abertura da Quinzena dos Realizadores, mostra , seu curta Ponto Cego, em parceria com Marcel Beltrán, venceu o prêmio de Melhor Curta-Metragem da Mostra especial do Oxente Pipoca dedicada aos filmes brasileiros em destaque no European Film Market (EFM) 2026

  • Entrevista | Pedro Diógenes fala sobre 'Centro Ilusão'

    Novo filme cearense foi premiado em sua estreia no Festival do Rio 2024 e venceu 4 categorias no VII Inferninho) falou sobre seu novo longa-metragem Centro Ilusão que teve sua estreia no Festival do Rio 2024 , onde venceu o prêmio de Melhor Longa-Metragem da mostra Premiere Brasil: Novos Rumos. você falou a música sempre esteve nas narrativas de vários dos meus filmes, Estrada para Ythaca, Os Monstros

  • Crítica | To Leslie

    Uma válida história de redenção, mas que não diz muito mais do que já sabíamos Foto: Divulgação Seis anos após ganhar na loteria, Leslie (Andrea Riseborough), uma mãe solo de um pequena cidade no interior do Texas, acaba perdendo tudo para o alcoolismo. Leslie havia abandonado todos, inclusive seu filho adolescente, a quem recorre inicialmente quando foi expulsa do lugar onde vivia. James (Owen Teague), agora um homem, tenta ajuda-la, mas as constantes recaídas de sua mãe acabam desapontando o rapaz e fazendo Leslie voltar para sua cidade natal e confrontar seu passado. Baseado em fatos verídicos, o filme ganhou maior notoriedade por causa da polêmica envolvendo a campanha de indicação de Riseborough ao Oscar de Melhor Atriz, porque provavelmente sem isso ele não chamaria muita atenção. Não que seja ruim, longe disso, mas não consegue se sobressair entre tantos outros que tratam do mesmo tema. Seu trunfo maior está, de fato, na performance magnética de Riseborough. Ela consegue nos fazer navegar por um mar de sentimentos em relação a sua personagem, uma mulher maltratada pela vida, mas que maltratou tantas pessoas que passaram pela sua. Ela nos faz sentir raiva, decepção e finalmente empatia, no seu árduo processo de sobriedade. Leslie ganhou 190.000 dólares, perdeu o dinheiro e ela mesma pelo caminho. Leslie volta à cidade quando seu filho a expulsa e ele busca antigos amigos dela para ajudá-la. É ai que entram Allison Janney e Stephen Root, dois ótimos atores com potenciais desperdiçados. Root é Dutch, que está mais propenso a dar uma nova chance a Leslie, já Janney é Nancy, que faz o papel da amiga magoada e que joga verdades na cara de Leslie sempre que possível. É como se a personagem tivesse uma nota só e apenas no final ela demonstrasse um pouco mais de complexidade. É um filme sobre Leslie, claro, mas isso não é significa que os outros personagens não devam ser trabalhados. Foto: Divulgação O roteiro, ainda que percorra por todos os caminhos já esperados, nos escancara essa mulher tão cheia de falhas, que cometeu tantos erros e paga um preço alto por eles. Não fui atrás da história em que é baseado, porque queria me ater ao que vi em tela. O longa muda um pouco de tom quando surge Sweeney (Marc Maron), um gerente de um hotel de beira de estrada que quer ajudar Leslie ainda que ela não queira ser ajudada. É um tipo comum em filmes assim, pois são motores que levam a protagonista a chegar onde o roteiro almeja: a redenção. Na primeira metade do longa, em que Leslie vai cometendo sua sucessão de erros, há um pouco do fator surpresa, mas a medida que vai se desenrolando, é como se eu soubesse o que aconteceria a cada nova cena. Sweeney surge como um farol para uma mulher completamente perdida e dali é que se pode haver esperança. Ele não quer saber quem ela foi, quer saber quem ela ainda pode ser. A atuação e o carisma de Maron conseguem elevar o seu personagem e nos faz torcer por um final feliz. Michael Morris tem um forte controle da direção. O tom é mais intimista, porque afinal é sobre aquela mulher e aquela jornada. Leslie achou que tinha a maior sorte do mundo ganhando aquele dinheiro que ela não soube manter, mas em uma mensagem mais otimista e um tanto clichê, o que ela precisava mesmo, o dinheiro não podia comprar. Não é um filme inesquecível, mas o que ele se propõe a fazer, faz bem feito em sua maior parte. Talvez dure um pouco mais do que o necessário, e uma edição melhor poderia trazer mais dinamismo, mas não é algo que chegue a atrapalhar. Vale a pena ser visto, se emocionar e torcer por Leslie, porque às vezes tudo o que a gente precisa é de uma boa e velha história de superação. Nota: 3,5/5

  • “Clássico-Rei” e “Viver é melhor que sonhar” têm estreia mundial no 36º Cine Ceará

    Brasil. 2026). Brasil. 2026), antes de sua estreia nos cinemas do país, marcada para o dia 3 de dezembro. Brasil-EUA. 2026), curta-metragem de Kleber Mendonça Filho, que recebe na ocasião o troféu Eusélio Oliveira Brasil. 2026): Dia 10h, sessão das 19h no Cineteatro São Luiz “Alucinação” (Marcos Caetano, Renato Terra Brasil. 2026): Dia 13, sessão das 19h, no Cineteatro São Luiz.

  • Entrevista | Diretor e atriz de “Amarela” falam do lançamento do curta-metragem no Festival de Cannes

    desde 2003, quando fazia faculdade, enquanto Melissa – que chegou a fazer parte do The Voice Kids em 2020

  • Crítica | Lobisomem

    A nova abordagem de um dos monstros clássicos do cinema e do imaginário popular de boa parte do mundo Foto: Divulgação A primeira metade do filme trata a lenda do monstro metade lobo metade homem todo em O resultado da revelação do monstro é tão bizarro, no pior dos sentidos, que perde a liga da apreensão sequências de ação e com uma postura louvável de se levar a sério e de respeitar o texto (mesmo quando os monstros

  • Festival Fortaleza de Cinema recebe inscrições de curtas; evento acontece em dezembro na Caixa Cultural

    O resultado da seleção para as mostras competitivas será divulgado em 13 de novembro, e o do Laboratório Competitiva Internacional de Curtas-Metragens (Mostra Jangada), dedicada a produções estrangeiras; Mostra Competitiva Nacional de Curtas-Metragens (Mostra Mar), destinada a filmes brasileiros; e Mostra Fortaleza ou 2026, e com duração máxima de 25 minutos, incluindo os créditos. As obras brasileiras escolhidas para a Mostra Mar e para a Mostra Fortaleza 300 Anos deverão disponibilizar

  • Crítica | Avatar: O Caminho da Água

    Uma experiência cinematográfica que só James Cameron consegue proporcionar Divulgação: 20th Century Studios Um dos filmes mais esperados do ano, ‘Avatar: O Caminho da Água’, chegou recentemente aos cinemas e vem sendo bem recebido pelo público e crítica especializada. Mas será que a sequência do sucesso de 2009 - que por sinal, ainda é a maior bilheteria de todos os tempos - está a altura do seu antecessor? Ambientado após 14 anos do primeiro filme, acompanhamos a vida de Jake Sully (Sam Worthington) e Ney'tiri (Zoë Saldaña), que fazem de tudo para ficarem juntos após construírem sua família. No entanto, eles devem sair de casa e explorar as regiões de Pandora quando uma antiga ameaça ressurge, e Jake deve travar uma guerra difícil contra os humanos. Ao entrar numa sessão de ‘Avatar’, o espectador já espera efeitos visuais de alta qualidade. E, após assistir este longa, definitivamente as expectativas são mais do que superadas. Às vezes, custamos acreditar que boa parte do que é visto em tela é algo 100 por cento digital. A empresa Wētā FX (do diretor Peter Jackson), que também trabalhou nos visuais do primeiro filme, repetiu a parceria junto com James Cameron nesta sequência. Divulgação: 20th Century Studios E já que mencionamos James Cameron, neste longa ele dá uma aula de direção. Mesmo com grandes longas em seu currículo, ele consegue manter seu padrão de qualidade e não decepciona. Cameron sempre puxa o elenco a entregar o seu máximo em cada cena do filme. Outro fator que eleva a qualidade do filme é a forma como Pandora é ambientada. Conhecemos lugares que, até então, não haviam sido explorados no universo Avatar e é muito curioso como Cameron vem o expandindo. Foi muito legal conhecer os diferentes tipos de habitantes desse planeta e como cada tribo se difere da outra. A trama, indo no caminho inverso do primeiro filme, foca muito no emocional e na relação familiar que existe. Ao invés de piadas aqui e ali, temos momentos mais tocantes e que, para quem consegue se envolver na experiência, vai se emocionar de certeza. E ainda puxando pela emoção, muitas pontas são deixadas para futuras sequências, mais de uma forma muito seca e direta, o que talvez prejudica o roteiro. Apesar de ser básico e previsível em alguns aspectos narrativos, o roteiro acaba não prejudicando tanto a experiência de quem vai para se divertir. Mas, ao analisá-lo com mais cautela, podemos perceber que muito do que já foi usado no longa anterior e até em outros filmes de Cameron, se repetem aqui. Inclusive, podemos confirmar a grande obsessão dele em ver navios afundando. ‘Avatar: O Caminho da Água’ é uma grande experiência cinematográfica que só James Cameron consegue proporcionar. Com uma ambientação de deixar qualquer um surpreso e com um desenvolvimento de personagens que poderia ser melhor, o longa acaba agradando os fãs da franquia e pode até conquistar uma nova geração de fãs depois de mais de 12 anos do primeiro longa. Para futuras sequências, vai ser necessário sair dessa caixa de Pandora para não permanecer na mesmice. Nota: 4/5

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