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CINEBH celebra 20 anos, discute o futuro do cinema latino-americano e homenageia a cineasta paraguaia Paz Encina e a escritora e atriz Conceição Evaristo

Oxente Pipoca

20 de set de 2026 · 3 min de leitura

Programação reúne 49 longas e 53 curtas-metragens, produções brasileiras de 18 estados, competições latino-americanas, retrospectiva de duas décadas e sessões presenciais e on-line.

Divulgação


O CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte celebra 20 edições em 2026 entre os dias 22 e 27 de setembro. Com programação sempre inteiramente gratuita, o evento reúne filmes brasileiros e estrangeiros, com foco no cinema latino-americano, com pré-estreias, sessões comentadas, debates, atividades formativas e ações de mercado em diferentes espaços da capital mineira. 


Em 2026, serão exibidos 102 filmes, sendo 49 longas e 53 curtas-metragens, distribuídos em 69 sessões. A seleção reúne produções brasileiras de 18 estados  - Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo —, além de filmes e coproduções de oito países - Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, México, Paraguai e Venezuela. Os títulos integram as mostras Horizonte, Território, Vertentes, Praça, CineMundi, Homenagem e Diálogos Históricos, A Cidade em Movimento, Curtas Contemporâneos, Retrospectiva 20 Anos, Olhares das Argentinas, Mostrinha e Cine-Expressão – A Escola vai ao Cinema, além das sessões de abertura, Clássica e Família, do Cine-Concerto Central do Brasil  e da programação online. As atividades ocupam oito espaços da capital mineira.


Integrado à programação da CineBH, acontece o 17º Brasil CineMundi – Encontro Internacional de Coprodução, o evento de mercado do cinema brasileiro, que amplia a conexão entre a produção brasileira e profissionais e instituições da indústria audiovisual internacional.


A abertura da 20ª CineBH será realizada no dia 22 de setembro, terça-feira, às 20 horas, no Grande Teatro do Cine Theatro Brasil, com a pré-estreia nacional de Se Eu Fosse Vivo... Vivia, novo longa-metragem do cineasta mineiro André Novais Oliveira, produzido pela Filmes de Plástico. A cerimônia também prestará homenagens à cineasta paraguaia Paz Encina e à escritora e atriz Conceição Evaristo, que estarão em Belo Horizonte para receber o Troféu Horizonte.


Divulgação


A relação entre memória, história, território e permanência que atravessa a temática encontra um ponto de convergência na obra de Paz Encina. Nascida em Assunção e formada em direção cinematográfica pela Universidad del Cine de Buenos Aires, a realizadora construiu nas últimas duas décadas uma filmografia ligada à história e às memórias do Paraguai. Reconhecida internacionalmente desde 2006, Encina se consolidou como uma das cineastas centrais da produção latino-americana contemporânea, ao lado da argentina Lucrecia Martel, e desenvolveu um trabalho em que imagem, som, ausência e memória estabelecem relações particulares com os processos históricos de seu país.


Seu primeiro longa, Hamaca Paraguaya, completa 20 anos em 2026. O filme estreou na seção Un Certain Regard do Festival de Cannes e recebeu o prêmio da FIPRESCI. Falado em guarani e centrado num casal de camponeses idosos à espera do retorno do filho da Guerra do Chaco, tornou-se também um marco para o cinema paraguaio ao ser o primeiro longa realizado no país desde 1978. A CineBH exibirá o filme na Mostra Diálogos Históricos, junto a Ejercicios de Memoria (2016), construído a partir das lembranças dos filhos do opositor da ditadura de Alfredo Stroessner Agustín Goiburú, e Carta a un Viejo Master (2024), coprodução com o Brasil na qual Encina estabelece uma carta cinematográfica endereçada a Eduardo Coutinho. As três sessões terão bate-papos com a diretora.


A 20ª CineBH também homenageia Conceição Evaristo, uma das mais importantes escritoras brasileiras contemporâneas, cuja obra é marcada pela escrevivência e pela presença das experiências de mulheres negras na literatura. Mineira de Belo Horizonte, autora de livros como “Ponciá Vicêncio”, “Becos da Memória” e “Olhos d’Água”, Conceição faz sua estreia como atriz de cinema em “Se Eu Fosse Vivo... Vivia”, filme de abertura dirigido por André Novais Oliveira. A homenagem reconhece sua trajetória e a força de uma obra que atravessa a literatura, a educação e a cultura brasileira, e celebra sua chegada às telas na edição de 20 anos da Mostra.

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CINEBH celebra 20 anos, discute o futuro do cinema latino-americano e homenageia a cineasta paraguaia Paz Encina e a escritora e atriz Conceição Evaristo

20 de set.
3 min de leitura

Atualizado: 8 de out.

Programação reúne 49 longas e 53 curtas-metragens, produções brasileiras de 18 estados, competições latino-americanas, retrospectiva de duas décadas e sessões presenciais e on-line.

Divulgação


O CineBH – Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte celebra 20 edições em 2026 entre os dias 22 e 27 de setembro. Com programação sempre inteiramente gratuita, o evento reúne filmes brasileiros e estrangeiros, com foco no cinema latino-americano, com pré-estreias, sessões comentadas, debates, atividades formativas e ações de mercado em diferentes espaços da capital mineira. 


Em 2026, serão exibidos 102 filmes, sendo 49 longas e 53 curtas-metragens, distribuídos em 69 sessões. A seleção reúne produções brasileiras de 18 estados  - Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo —, além de filmes e coproduções de oito países - Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, México, Paraguai e Venezuela. Os títulos integram as mostras Horizonte, Território, Vertentes, Praça, CineMundi, Homenagem e Diálogos Históricos, A Cidade em Movimento, Curtas Contemporâneos, Retrospectiva 20 Anos, Olhares das Argentinas, Mostrinha e Cine-Expressão – A Escola vai ao Cinema, além das sessões de abertura, Clássica e Família, do Cine-Concerto Central do Brasil  e da programação online. As atividades ocupam oito espaços da capital mineira.


Integrado à programação da CineBH, acontece o 17º Brasil CineMundi – Encontro Internacional de Coprodução, o evento de mercado do cinema brasileiro, que amplia a conexão entre a produção brasileira e profissionais e instituições da indústria audiovisual internacional.


A abertura da 20ª CineBH será realizada no dia 22 de setembro, terça-feira, às 20 horas, no Grande Teatro do Cine Theatro Brasil, com a pré-estreia nacional de Se Eu Fosse Vivo... Vivia, novo longa-metragem do cineasta mineiro André Novais Oliveira, produzido pela Filmes de Plástico. A cerimônia também prestará homenagens à cineasta paraguaia Paz Encina e à escritora e atriz Conceição Evaristo, que estarão em Belo Horizonte para receber o Troféu Horizonte.


Divulgação


A relação entre memória, história, território e permanência que atravessa a temática encontra um ponto de convergência na obra de Paz Encina. Nascida em Assunção e formada em direção cinematográfica pela Universidad del Cine de Buenos Aires, a realizadora construiu nas últimas duas décadas uma filmografia ligada à história e às memórias do Paraguai. Reconhecida internacionalmente desde 2006, Encina se consolidou como uma das cineastas centrais da produção latino-americana contemporânea, ao lado da argentina Lucrecia Martel, e desenvolveu um trabalho em que imagem, som, ausência e memória estabelecem relações particulares com os processos históricos de seu país.


Seu primeiro longa, Hamaca Paraguaya, completa 20 anos em 2026. O filme estreou na seção Un Certain Regard do Festival de Cannes e recebeu o prêmio da FIPRESCI. Falado em guarani e centrado num casal de camponeses idosos à espera do retorno do filho da Guerra do Chaco, tornou-se também um marco para o cinema paraguaio ao ser o primeiro longa realizado no país desde 1978. A CineBH exibirá o filme na Mostra Diálogos Históricos, junto a Ejercicios de Memoria (2016), construído a partir das lembranças dos filhos do opositor da ditadura de Alfredo Stroessner Agustín Goiburú, e Carta a un Viejo Master (2024), coprodução com o Brasil na qual Encina estabelece uma carta cinematográfica endereçada a Eduardo Coutinho. As três sessões terão bate-papos com a diretora.


A 20ª CineBH também homenageia Conceição Evaristo, uma das mais importantes escritoras brasileiras contemporâneas, cuja obra é marcada pela escrevivência e pela presença das experiências de mulheres negras na literatura. Mineira de Belo Horizonte, autora de livros como “Ponciá Vicêncio”, “Becos da Memória” e “Olhos d’Água”, Conceição faz sua estreia como atriz de cinema em “Se Eu Fosse Vivo... Vivia”, filme de abertura dirigido por André Novais Oliveira. A homenagem reconhece sua trajetória e a força de uma obra que atravessa a literatura, a educação e a cultura brasileira, e celebra sua chegada às telas na edição de 20 anos da Mostra.

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