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  • Marte Um foi o escolhido para representar o Brasil no Oscar 2022

    O filme de Gabriel Martins tentará uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional do Oscar do ano que vem. Divulgação: Embaúba Filmes Produzido pela Filmes de Plástico e Canal Brasil, a Academia Brasileira de Cinema e Artes Audiovisuais anunciou hoje, 5 de setembro, que Marte Um representará o país na categoria voltada para filmes internacionais do Oscar 2023. Escolhido pela Comissão de Seleção independente, o longa de Gabriel Martins concorria contra outros cinco filmes (A Mãe, A Viagem de Pedro, Carvão, Pacificado e Paloma), mas acabou levando a melhor. A trama segue os Martins, família negra de classe média baixa, seguem a vida entre seus compromissos do dia-a-dia e seus desejos e expectativas, mesmo com a tensão de um governo conservador que acaba de assumir o poder no país. Em meio a esse cotidiano, Tércia cuida da casa enquanto passa por crises de angústia, Wellington quer ver o filho virar jogador de futebol profissional, Eunice tem um novo amor e o pequeno Deivinho sonha em colonizar Marte. Elenco: Rejane Faria, Carlos Francisco, Camilla Damião, Cícero Lucas, Ana Hilário, Russo APR, Dircinha Macedo, Tokinho e Juan Pablo Sorrin Produção: André Novais Oliveira, Gabriel Martins, Maurilio Martins e Thiago Macêdo Correia

  • Crítica | O Ensaio (Temporada 1)

    Nathan Fielder brinca de Deus e tenta curar a ansiedade. Como seria a vida se pudéssemos ensaiar alguns momentos e situações que precisaremos enfrentar no futuro, mas que no presente estivesse nos deixando extremamente ansiosos? Se precisássemos ensaiar uma conversa muito séria, ter que relevar um segredo, uma entrevista de emprego, ou até mesmo um encontro, e avaliar todas as possibilidades ali, tudo poderia ser visto com outros olhos e até facilitaria quando o momento chegasse, certo? Foi pensando exatamente nisso que o humorista e roteirista Nathan Fielder criou ‘O Ensaio’. Como dito antes, por se tratar literalmente de ensaios, todos os cenários principais são réplicas de locais reais, onde as pessoas envolvidas irão para o “agora ou nunca” delas. Sendo um dos pontos positivos, esses cenários são incríveis por realmente se atentarem aos detalhes e os deixarem exatamente iguais aos seus originais, fazendo com que a pessoa-alvo do ensaio consiga se colocar na situação e ver todos os ângulos possíveis que isso possa gerar. Outro ponto positivo a ser citado é a direção, também de Nathan Fielder, que explora de maneira dinâmica todas as possibilidades de ambiente e situação, nos levando por vários momentos a uma imersão contemplativa enquanto os minutos se passam. O texto, que também foi escrito por Nathan Fielder em cooperação com Carrie Kemper e Eric Notarnicola, é outro fator que agrega qualidade à série. Ele evidencia que estamos diante de uma produção que tem muitos caminhos que podem ser trabalhados, e que em nenhum deles vai deixar previsível o que virá depois. Para finalizar, com sua segunda temporada já garantida, ‘O Ensaio’ é um dos grandes trunfos deste ano, chegou sem fazer muito barulho e entregou uma temporada sensacional. Vale citar que a série deixa no público aquele sentimento de inconsistência e reflexão em relação à vida. É uma série que transita com sutileza entre a ficção e a realidade, que diverte e também emociona, e que traz consigo algo para ficar marcado no telespectador que ela é uma produção espetacular. É uma série que vai te levar a questionamentos sobre escolhas, futuro e o livre-arbítrio, e que vale muito a pena ser conferida.

  • Crítica | The Son (TIFF 22)

    Hugh Jackman, Laura Dern e Vanessa Kirby tentam salvar uma história com pouco a dizer. Courtesy of TIFF Depois do imenso sucesso de ‘Meu Pai’, não é surpresa para ninguém que Florian Zeller iria adaptar mais uma de suas obras do teatro para as telas. The Son mostra a dinâmica de uma família divorciada, com dois núcleos: o de Peter (Hugh Jackman), que mora com sua nova namorada Beth (Vanessa Kirby) e o filho recém nascido do casal, além do núcleo de Kate (Laura Dern), e o filho Nicholas (Zen McGrath), que tenta achar o seu lugar entre seus pais enquanto lida com problemas de saúde mental. O relacionamento entre Peter e Nicholas é a principal trama do longa, mas enquanto Jackman entrega uma das melhores performances de sua carreira, McGrath não consegue acompanhar a história de seu personagem, e sua atuação acaba ficando distante da difícil missão de mostrar as dificuldades que o Nicholas passa. Já Beth e Kate, sempre que parecem ter algum desenvolvimento, desaparecem, dificultando as incríveis atuações feitas por Kirby e Dern de se tornarem memoráveis. Courtesy of TIFF É visível que o desenvolvimento da história não é bem finalizado. Enquanto o longa tenta discutir sobre depressão, mais parece que ele somente quer jogar informações para a audiência sentir algo pelos personagens, tirando assim o foco das histórias. Além do fato que a parte mais memorável do filme é um elemento barato usado para chocar o público, o que até causou bastante desconforto entre a maioria dos espectadores, diante do momento que estamos vivendo, enquanto o segundo é uma participação especial que entrega a melhor parte do filme em cinco minutos. Como dito anteriormente, Zeller tentou recriar o sucesso de seu primeiro filme, mas não tem um material base tão bom quanto ‘The Father’, e nem total controle sobre o seu elenco. O diretor não consegue chegar em um produto final que agrade o espectador, o que acaba refletindo sobre o material base, que vinha sendo bem recebido e que pode sofrer do mesmo caso de ‘Dear Evan Hansen’. Courtesy of TIFF ‘The Son’ é uma escolha duvidosa que, apesar de conseguir entregar algumas boas atuações, tem roteiro e história fracas, na tentativa de invocar alguma reação do público, mas tudo que consegue é provocar desconforto ao tentar retratar um tema real e difícil de se discutir, tornando-o um problema dentro da trama por não ser abordado com cuidado. Nota: 2,5/5

  • Crítica | Bom Dia, Verônica (Temporada 2)

    Mais politizada e crítica, a série se consolida como um dos melhores produtos audiovisuais do gênero policial do Brasil. Lançada na última quarta-feira, 3, a série ‘Bom Dia, Verônica’ trouxe para Netflix uma segunda temporada muito mais crítica e politizada que o seu primeiro ano. A trama, baseada no livro de Raphael Montes e Ilana Casoy, retorna quase no mesmo ponto onde a sua primeira temporada foi concluída. Onde Verônica foi obrigada a mudar de identidade, forjar sua própria morte e ficar longe de sua família. Em meio a esse cenário complexo, a protagonista faz de tudo para desmascarar o líder de uma organização criminosa - com tentáculos que atingem todas as esferas do poder. É neste ponto que conhecemos Matias, interpretado por Reynaldo Gianecchini, que é o líder dessa organização. Ele esconde seus crimes por trás de uma fachada de 'cidadão de bem' e 'homem de fé'. As cenas de violência nessa temporada são um pouco menos explícitas e menos constantes, dando um maior tempo para o desenvolvimento dos personagens e a resolução de conflitos de uma forma mais política. Deixando também subentendido algumas questões relacionadas a abuso sexual, a série utiliza esse contexto para mostrar vislumbres da violência de Matias com suas seguidoras e sua própria família (relembrando bastante casos reais como o de João de Deus) e deixando o personagem muito mais ameaçador. O maior destaque, sem dúvidas, é do elenco. Reynaldo Gianecchini se transforma e é quase impossível relacioná-lo com outros mocinhos que ele já fez na televisão. É uma interpretação visceral, assustadora e extremamente vilanesca, provando sua versatilidade como ator. Outro destaque é a jovem Klara Castanho, que geralmente aparecia em filmes e séries mais adolescentes, e agora entrega uma personagem repleta de nuances e complicações. Ela provou ser um dos grandes trunfos da próxima geração de atores do país. Além deles, Tainá Müller, Camila Márdila e todo o elenco de apoio também são um espetáculo à parte. Se consolidando como um dos melhores produtos audiovisuais do gênero policial do Brasil, ‘Bom Dia, Verônica’ se encaminha bem para uma terceira temporada e não se preocupa em apenas mostrar grandes sequências de ação, mas também discorre sobre temas relevantes e importantes que ainda estão presentes na sociedade atual.

  • Crítica | Evil - Contatos Sobrenaturais (Temporada 3)

    O impossível aconteceu. Sim, ela está melhor do que nunca. Com um estilo de programação procedural, onde acompanhamos Kristen, uma psicóloga cética que se junta a David, um padre em formação para resolverem casos até então sem explicação, e Ben Shakir, responsável por trazer uma visão científica para a suposta sobrenaturalidade, ‘Evil’ encerrou recentemente o seu terceiro e melhor ano. O primeiro destaque a ser mencionado é Katja Herbers, que interpreta a psicóloga. Sendo uma das melhores protagonistas em exibição na TV, Katja consegue brilhar do início ao fim estando sozinha ou acompanhada e entrega a melhor performance da série. Outro grande destaque nessa temporada foi Andrea Martin, que interpreta a Irmã Andrea, figura bastante fundamental para o desenrolar da trama que, pelo desempenho de Martin, ficou vários décimos acima de apenas uma coadjuvante. Vale citar também que a série traz um dos antagonistas mais detestáveis da televisão; Leland Townsend, interpretado por Michael Emerson. É impossível assistir e não sentir repulsa pelas ações de Leland, e grande parte disso vem da convincente atuação de Emerson. Temos ainda Sheryl, ambígua personagem de Christine Lahti, que deixa o telespectador em dúvidas sobre suas atitudes. O que facilita tantos desempenhos bons serem entregue, é ela ter um roteiro bem trabalhado com aprofundamento e desenvolvimento de personagens e de história. Mesmo que ela traga casos diferentes a cada episódio, e consiga explorá-los com maestria, nessa temporada em que a série conseguiu encontrar de fato o seu tom, ela trabalha os personagens mais importantes para a trama com bastante cautela. Para encerrar, 'Evil' é uma série escrita e pensada puramente para a televisão, e é muito gratificante fazer parte do público que a acompanha. Criada por Robert e Michelle King (pais de The Good Wife e The Good Fight), ela é um respiro de alívio sobre fazer TV num período em que uma parte dos espectadores e até produtores parecem estar num crescente vício em ter apenas o cinema como parâmetro de entretenimento.

  • Crítica | Em Nome do Céu (Minissérie)

    Apesar de certos deslizes narrativos, Andrew Garfield faz por merecer sua indicação em Melhor Ator em Série Limitada no Emmy 2022. Divulgação (Hulu) Com uma indicação ao Emmy para o protagonista Andrew Garfield, a minissérie ‘Em Nome do Céu’ chegou recentemente ao catálogo brasileiro do Star+. No enredo, baseado em uma história real, o detetive Jeb Pryre (Garfield) é chamado com sua equipe para investigar o homicídio de uma mulher e da sua filha bebê em uma pequena cidade rural no estado de Utah, nos EUA. Tanto o detetive, quanto os principais suspeitos do crime são adeptos das ideias de Joseph Smith e da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Quanto mais se aprofunda na investigação, ele descobre segredos que mudam completamente sua visão do mundo, abalando sua fé ao perceber como os escritos podem ser interpretados dentro de uma visão extremista. ‘Em Nome do Céu’ já começa muito frenética ao nos depararmos com a brutalidade do crime no qual a história gira em torno. Nesses primeiros momentos de investigação conhecemos a família Lafferty e as nuances dos irmãos, em especial o marido da vítima, considerado o principal suspeito em um primeiro momento. Misturando bastante cenas da investigação com cenas do passado, a minissérie segue essa narrativa de ida e volta que funciona em alguns momentos mais cruciais, mas torna a série arrastada em momentos no qual ela poderia ser melhor aproveitada. Acredito que essa seja a principal falha da série, já que com episódios tão longos, ela pode se tornar bastante cansativa para quem resolve acompanhá-la, especialmente para quem não conhece a história da religião, por exemplo. Porém, isso não tira o mérito de ‘Em Nome do Céu’ que com atuações brilhantes mostra como fundamentalistas abusam do fanatismo para atingir os próprios interesses, buscando na religião meios para tal e por causa de ideias deturpadas (e criminosas), sucumbiram perante à lei dos homens e à de Deus. No fim das contas, a minissérie, mesmo difícil de ser digerida em alguns momentos, pode ser uma obra fundamental para entendermos um tema tão atual de uma maneira bem crua, real e sensível.

  • Festival Internacional de Cinema de Veneza 2022 anuncia seus vencedores

    All the Beauty and the Bloodshed e o francê Saint Omer saem como as grandes ganhadoras da 79ª edição. Divulgação: All the Beauty and the Bloodshed (NEON) Considerado por muitos o início propriamente dito da temporada de premiações, o Festival Internacional de Cinema de Veneza realiza em seu último dia a entrega dos prêmios das competições do evento. Confiram os vencedores das seleções oficiais da edição de 2022: Em Competição: Leão de Ouro: All the Beauty and the Bloodshed (Laura Poitras) Grande Prêmio do Júri: Saint Omer (Alice Diop) Leão de Prata de Melhor Direção: Bones & All (Luca Guadagnino) Volpi Cup de Melhor Atriz: Cate Blanchett (Tár) Volpi Cup de Melhor Ator: Colin Farrell (The Banshees of Inisherin) Golden Osella de Melhor Roteiro: The Banshees of Inisherin (Martin McDonagh) Prêmio Especial do Júri: No Bears (Jafar Panahi) Marcello Mastroianni de Melhor Artista Revelação: Taylor Russell (Bones & All) A vitória de marca o terceiro ano seguido que um longa dirigido por uma mulher vence o Leão de Ouro, maior prêmio do Festival de Cinema de Veneza. 2020 • Nomadland (Chloé Zhao) 2021 • L’Événement (Audrey Diwan) 2022 • All the Beauty and the Bloodshed (Laura Poitras) Divulgação: Saint Omer (Super) Mostra Orizzonti: Melhor Filme: World War III (Houman Seyyedi) Melhor Direção: Vera (Tizza Covi e Rainer Frimmel) Prêmio Especial do Júri: Bread and Salt (Damian Kocur) Melhor Atriz: Vera Gemma (Vera) Melhor Ator: Mohsen Tanabandeh (World War III) Melhor Roteiro: Blanquita (Fernando Guzzoni) Melhor Curta-Metragem: Snow In September (Lkhagvadulam Purev-Ochir) Divulgação Além disso, vale destacar que o brasileiro Pedro Harres venceu o Grande Prêmio do Júri da Mostra Venice Immersive com 'From the Main Square', seu curta-metragem alemão. "Circundando sua praça central, uma nova cidade emerge em toda a sua diversidade. Uma encruzilhada de histórias, edificações, esperanças e conflitos. Os laços sociais e as culturas se enraízam. As pessoas nutrem simpatia e cuidam de seus iguais, mas também animosidade para com aqueles que são diferentes. Não demora muito para que uma atmosfera de 'nós contra eles' assuma o controle. From the Main Square é uma experiência interativa de RV que convida o espectador a testemunhar a ascensão e queda de uma sociedade dividida. Uma civilização floresce, com todas as suas contradições, apenas para se tornar um perigo para si mesma." Divulgação

  • 'A Casa do Dragão' mostra que é uma sucessora à altura de GOT em seus três primeiros episódios

    Após três anos e milhões de dólares gastos, a HBO demonstra que sabe o que está fazendo. Em 2019, o gosto amargo de um final meia boca para uma das maiores séries da história nos fez duvidar de que novas obras do universo de 'Game of Thrones' poderiam voltar a dar certo. Mas, o mundo fantástico criado por George R. Martin ainda possuía histórias incríveis para serem contadas para o público e foi com essa intenção que a HBO retornou a esse universo com a série 'House of the Dragon'. Quase 200 anos atrás dos eventos de GoT, conhecemos uma Westeros vivendo na era de ouro da dinastia Targaryen. O arco é adaptado de 'Dança dos Dragões', uma das histórias mais importantes da família e disponível no livro 'Fogo & Sangue'. Nesses três primeiros episódios, somos apresentados aos personagens bem no início dessa jornada, com o rei Viserys I perdendo sua primeira esposa e Rhaenyra se encontrando o seu lugar no mundo após ser declarada a sucessora legítima do rei. Ainda faltam oito episódios a serem lançados, mas já foi possível perceber a alta qualidade técnica e de roteiro entregue nesse prequel. Destaco a importância do envolvimento de Martin em seu desenvolvimento e a adaptação fenomenal de Ryan Condal. Além disso, o elenco principal está impecável com a revelação de Milly Alcock na versão jovem de Rhaenyra e também vemos atores já consagrados como Matt Smith em seus melhores momentos em tela. Não dá para prever o futuro, mas as expectativas são altas e 'House of the Dragon' tem tudo para ultrapassa-las.

  • Crítica | Carvão (TIFF 22)

    O surpreendente primeiro longa-metragem da paulista Carolina Markowicz. Courtesy of TIFF O que você faria para fornecer sustento para a sua família? Enquanto alguns têm em excesso, outros precisam de trabalhos múltiplos, e ainda assim não conseguem suprir as demandas das contas a pagar. Um dos principais dilemas de Carvão é a dinâmica que se forma após a matriarca da família tomar uma escolha que acaba colocando um traficante dentro de sua casa, fazendo com que ele durma com o seu filho e viva como parte de seus entes. Creio que não tenha como acabar de assistir o filme sem se impressionar com os visuais magníficos, conseguindo capturar a essência de uma cidade do interior e contrastar com a casa da família onde uma carvoaria se encontra. Desde visuais mais lúcidos quando eles estão em ambientes públicos às mágicas cenas onde os tons alaranjados do fogo guiam a cena. Courtesy of TIFF Quando estamos falando das atuações, é realmente difícil destacar alguém, já que todos os atores fazem um trabalho excepcional. Rômulo Braga interpretando Jairo, o patriarca que esconde alguns segredos de seus familiares, César Bordón dando vida a Miguel, traficante que se sofre ao se encontrar longe de sua realidade enquanto tenta se esconder, e finalmente as duas estrelas do filme; o pequeno Jean de Almeida Costa, que interpreta o filho, uma criança curiosa, e Maeve Jinkings, a matriarca, a mulher que toma as decisões da casa, quem intriga o espectador, sendo apoiando suas resoluções ou ficando em choque com suas ações. A roteirista Carolina Markowicz, desta vez também comanda a direção em seu primeiro longa-metragem, e usa de seu vasto talento e conhecimento com textos, para ajudar os atores a entregarem perfeitamente suas palavras, de forma que as usam ao potencial extremo, conseguindo fazer um filme dinâmico, com momentos de comédia, drama, apreensão e choque. Courtesy of TIFF Carvão mostra um cenário triste, mas realista no Brasil atual, com questões éticas e moralistas. Sendo um ótimo primeiro longa, o filme já cavou um lugar para Markowicz na cadeira de direção, e prova que devemos ficar de olho em seus futuros projetos. Além do elenco apaixonante, que nos convida a vivenciar um pouco da vida da família mostrada, e os visuais que continuamente maravilham o espectador. Nota: 4/5

  • Crítica | The Whale (TIFF 22)

    A maestria de Brendan Fraser, Sadie Sink e Hong Chao. Courtesy of TIFF Todos temos ambições e desejos, mas, muitas vezes chega certos momentos em que devemos parar de focar em algo, para dar espaço a novas oportunidades. Para a sorte do público, o grande cineasta Darren Aronofsky, mesmo depois de dez anos, não desistiu de seu desejo de produzir uma versão da peça The Whale para as grandes telas. Depois de uma grande procura pelo ator certo para o papel principal, foi após assistir o trailer do filme brasileiro ‘12 Horas Até o Amanhecer’ que ele teve a certeza que Brendan Fraser seria a escolha certa para interpretar Charlie, um homem que sofre de obesidade severa e quando vê seu caso piorar decide tentar reconectar com sua filha (Sadie Sink) com quem não fala desde seu divórcio. Após a magnífica recepção que Fraser teve depois da estreia mundial do filme no Festival de Veneza, não deve surpreender ninguém que não só ele foi a escolha certa para o papel, como também é a liga do filme. Se passando somente em uma locação, e com Charlie fazendo parte de quase todas as cenas, o ator interpreta o personagem de uma maneira que não faz piadas com seu problema médico. Fraser e o diretor foram capazes de mostrar que o personagem se encontra na atual situação devido ao que aconteceu, e, apesar de usar cenas que são criadas para enjoar o espectador, Brendan ainda eleva sua performance a algo mais que uma simples e fajuta crítica ao número elevado de casos de obesidade que muitos países têm. O filme também conta com grandes atuações de Sink e Hong Chao, que interpreta uma enfermeira amiga de Charlie. As personagens são completos opostos, mas, conforme a história evolui vemos que, apesar delas não perceberem, as duas têm mais em comum do que imaginam. Enquanto Sadie entrega a clássica adolescente rebelde, que está prestes a reprovar o ensino médio, a personagem de Chao dá à atriz alguns momentos melhores para ela brilhar, principalmente com o apego que ela tem com o Charlie. Divulgação: A24 A estética do filme nos ajuda a entrar no que se torna um apartamento claustrofóbico onde o protagonista vive. A diferente escolha de proporção de tela cria um ambiente mais fechado, nos aproximando das situações. A paleta de cores nos leva ao mundo sombrio que Charlie vive. Sem sair de sua casa, ele vive em uma apartamento onde a maioria dos cômodos se encontram em tons mortos, até vermos um cômodo que está trancado a um longo tempo. The Whale é mais um grande acerto de Aronofsky, que prova que sua espera pela pessoa certa valeu a pena. Através de seu olhar cuidadoso, o filme cria uma ótima atmosfera, que consegue criar um misto de sensações contrastantes e fazem as quase duas horas de filme passar como se fosse um curta. Apesar de já ter sido repetido múltiplas vezes aqui, como em outras críticas e comentários de redes sociais, tem que ser lembrado a maestria com que Fraser comanda a tela, provando que ele ainda é um dos grandes atores de Hollywood, e deve ser continuamente tratado assim. Nota: 4,5/5

  • Confira alguns dos filmes que estão presentes na seleção do Festival de Cinema de Toronto 2022

    O evento começa em 8 de setembro no Canadá. Dentre a seleção que consta mais de 200 filmes, aqui estão listados os primeiros anúncios feitos para o TIFF 2022. Primeiramente, os filmes que terão sua ESTREIA MUNDIAL no TIFF 2022 são… • The Swimmers (Sally El Hosani) - Filme de Abertura Elenco: Matthias Schweighöfer, Ali Suliman e James Krishna Floyd Este épico crescente dramatiza a história real de duas irmãs que deixaram sua casa na Síria, que se encontra devastada pela guerra para uma nova vida na Europa – e a chance de competir nos Jogos Olímpicos de 2016. • Alice, Darling (Mary Nighy) Elenco: Anna Kendrick, Wunmi Mosaku e Kaniehtiio Horn Uma jovem presa em um relacionamento abusivo se torna a participante inconsciente de uma intervenção encenada por seus dois amigos mais próximos. • Black Ice (Hubert Davis) 🇨🇦 Este documentário incisivo e urgente examina a história do racismo antinegro no hóquei, desde as ligas segregadas do século 19 até a NHL de hoje, onde atletas negros continuam lutando contra o fanatismo. • Butcher’s Crossing (Gabe Polsky) Elenco: Nicolas Cage, Rachel Keller e Xander Berkeley Um épico de fronteira sobre um homem que desiste de uma grande universidade enquanto viaja para o deserto do Colorado, onde se junta a uma equipe de caçadores de búfalos em uma jornada que coloca sua vida e sanidade em risco. Baseado no aclamado romance de John Williams. • The Greatest Beer Run Ever (Peter Farelly) Elenco: Zac Efron, Russell Crowe e Bill Murray A história de um homem que saiu de Nova York em 1967 para levar cerveja para seus amigos de infância no Exército enquanto eles lutavam no Vietnã. • The Hummingbird (Francesca Archibugi) 🇮🇹🇫🇷 Elenco: Bérénice Bejo, Kasia Smutniak e Pierfrancesco Favino A vida do protagonista masculino desde a década de 1970 até o futuro próximo e as inúmeras relações que cruzaram seu caminho ao longo do caminho. • A Jazzman’s Blues (Tyler Perry) Elenco: Ryan Eggold, E. Roger Mitchell e Milauna Jackson Segue uma investigação sobre um assassinato não resolvido, revelando uma história cheia de amor proibido, engano e um segredo. • Kacchey Limbu (Shubham Yogi) 🇮🇳 Situado em Mumbai, a estreia do diretor Shubham Yogi segue um par de irmãos que se encontram em equipes de críquete concorrentes enquanto lutam para equilibrar a lealdade familiar com a busca de suas paixões. • Moving On (Paul Witz) Elenco: Jane Fonda, Malcolm McDowell e Lily Tomlin Duas velhas amigas se reencontram em um funeral e decidem se vingar do viúvo que mexeu com eles décadas antes. • Prisoner's Daughter (Catherine Hardwicke) Elenco: Kate Beckinsale, Brian Cox e Ernie Hudson Um pai luta pelo amor da filha e do neto, depois de cumprir doze anos de prisão. • Raymond & Ray (Rodrigo Garcia) Elenco: Ethan Hawke, Ewan McGregor e Sophie Okonedo A trama segue dois meio-irmãos que se reencontram no funeral do pai. • Roost (Amy Redford) Elenco: Summer Phoenix e Grace Van Dien Parte thriller, parte drama doméstico pensativo, o novo filme de Amy Redford analisa os problemas que surgem entre uma mãe e sua filha adolescente depois que a última é seduzida online por um homem de 28 anos. • Sidney (Reginald Hudlin) Este abrangente retrato documental do falecido e grande Sidney Poitier analisa seus filmes, história de vida e litania de realizações como artista e ativista que mudou para sempre o que significa ser negro na América. • What Love Got To Do With It? (Shekhar Kapur) Elenco: Lily James, Emma Thompson e Taj Atwal A inteligente e efervescente comédia romântica segue uma cineasta que decide documentar a jornada de sua melhor amiga em direção ao casamento arranjado. • The Woman King (Gina Prince-Bythewood) Elenco: Lashana Lynch, Viola Davis e Hero Fiennes Tiffin Um épico histórico inspirado nos fatos reais que aconteceram no Reino do Daomé, um dos estados mais poderosos da África nos séculos XVIII e XIX. • Allelujah (Sir Richard Eyre) Elenco: Judi Dench, Jennifer Saunders e David Bradley A história de uma enfermaria geriátrica em um pequeno hospital de Yorkshire ameaçada de fechamento. • All Quiet on the Western Front (Edward Berguer) Elenco: Daniel Brühl, Albrecht Schuch, Sebastian Hülk As terríveis experiências e angústias de um jovem soldado alemão na frente ocidental durante a Primeira Guerra Mundial. • Blueback (Robert Connolly) Elenco: Eric Bana, Mia Wasikowska e Radha Mitchell Segue Abby, uma criança que faz amizade com um magnífico apalpador azul selvagem enquanto mergulha. Quando Abby percebe que o peixe está ameaçado, ela se inspira em sua mãe ativista, Dora, e enfrenta caçadores para salvar sua amiga. • Brother (Clement Virgo) Elenco: Lamar Johnson, Aaron Pierre e Marsha Stephanie Blake Dois irmãos enfrentam questões de masculinidade, família, raça e identidade. • Bros (Nicholas Stoller) Elenco: Billy Eichner, Kristin Chenoweth e Luke Macfarlane Dois homens com problemas de compromisso tentam um relacionamento. • Catherine Called Birdy (Lena Dunham) Elenco: Bella Ramsey, Andrew Scott e Joe Alwyn Uma garota de 14 anos na Inglaterra medieval navega pela vida e evita potenciais pretendentes que seu pai tem em mente. • Causeway (Lila Neugebauer) Elenco: Jennifer Lawrence, Jayne Houdyshell e Brian Tyree Henry Uma soldado dos EUA sofre uma lesão cerebral traumática enquanto lutava no Afeganistão e luta para se ajustar à vida em casa. • Chevalier (Stephen Williams) Elenco: Kelvin Harrison Jr. Este drama histórico opulento – repleto de intriga, romance e música suntuosa – chama a atenção para um brilhante artista negro cujo legado foi lamentavelmente obscurecido. • Devotion (JD Dillard) Elenco: Glen Powell, Serinda Swan e Jonathan Majors Um par de pilotos de caça da Marinha dos EUA arriscam suas vidas durante a Guerra da Coréia e se tornam alguns dos alas mais famosos da Marinha. • El Suplente (Diego Lerman)🇦🇷 Elenco: Juan Minujín, Alfredo Castro e Bárbara Lennie Um professor substituto em Buenos Aires deve deixar suas funções de professor quando um de seus alunos é ameaçado por um traficante local, neste notável reflexo das tensões sociais que muitos alunos e professores enfrentam todos os dias em diferentes cantos das Américas. • The Fabelmans (Steven Spielberg) Elenco: Michelle Williams, Seth Rogen e Paul Dano Uma semi-autobiografia baseada na própria infância de Spielberg crescendo no Arizona do pós-guerra, dos sete aos dezoito anos. • Glass Onion: A Knives Out Mystery (Rian Johnson) Elenco: Ethan Hawke, Jessica Henwick e Kathryn Hahn O famoso detetive sulista Benoit Blanc viaja para a Grécia para seu último caso, na sequência de Rian Johnson para Knives Out, estrelado por Edward Norton, Janelle Monáe, Kathryn Hahn, Leslie Odom Jr. e Kate Hudson. • The Good Nurse (Tobias Lindholm) Elenco: Jessica Chastain, Eddie Redmayne e Kim Dickens Uma enfermeira de hospital enfrenta a crescente suspeita de que seu colega de trabalho e amigo está matando silenciosamente seus pacientes, neste thriller de crime real de Tobias Lindholm. • The King’s Horseman (Biyi Bandele) 🇳🇬 Elenco: Odunlade Adekola, Shaffy Bello, Olawale-Brymo Olofooro Inspirado por eventos reais, no Império de Oyo na década de 1940, Elesin Oba, o principal cavaleiro do rei, sucumbe à atração da beleza e do desejo sexual na mesma noite em que está prestes a morrer para cumprir sua dívida vitalícia de suicídio ritual para acompanhar o morto Alaafin ao reino dos ancestrais. • The Lost King (Stephen Freas) Elenco: Sally Hawkins, Harry Lloyd, Steve Coogan Uma historiadora amadora desafia o enfadonho estabelecimento acadêmico em seus esforços para encontrar os restos mortais do rei Ricardo III, que foram perdidos por mais de 500 anos. • A Man of Reason (Jung Woo-sung) 🇰🇷 Elenco: Jung Woo-sung, Kim Nam-gil e Park Sung-woong A estreia na direção do superstar coreano Jung Woo-sung tem tudo o que você deseja em um thriller moderno: sequências de ação de alta octanagem, personagens memoráveis e o próprio Jung no papel principal. • The Menu (Mark Mylod) Elenco: Anya Taylor-Joy, Ralph Fiennes, Nicholas Hoult Um jovem casal viaja para uma ilha remota para comer em um restaurante exclusivo onde o chef preparou um cardápio farto, com algumas surpresas chocantes. • On the Come Up (Sanaa Lathan) Elenco: Da'Vine Joy Randolph, Mike Epps e Method Man A história gira em torno de Bri, uma menina de 16 anos, que quer ser uma das maiores rappers de todos os tempos. Enfrentando controvérsias e com um aviso de despejo encarando sua família, Bri não quer apenas sobreviver, ela precisa. • My Policeman (Michael Grandage) Elenco: Harry Styles, Linus Roache e Gina McKee A chegada de Patrick à casa de Marion e Tom desencadeia a exploração de eventos sísmicos de 40 anos antes. • Sanctuary (Zachary Wigon) Apresentando atores e ativistas ambientais espanhóis Javier e Carlos Bardem, este documentário urgente, esclarecedor e belíssimo conta a história de uma campanha para preservar o Oceano Antártico do Greenpeace. • Stories Not to be Told (Cesc Gay) 🇪🇸 O filme conta cinco contos de vulnerabilidade humana e as hilárias, dolorosas e extremamente constrangedoras nuances que a vida às vezes nos lança. • Walk Up (Hong Sangsoo) 🇰🇷 O autor coreano Hong Sangsoo adiciona um novo capítulo ao seu impressionante corpo de trabalho, trazendo uma nova perspectiva delicadamente deliciosa sobre temas caros à sua poética. • Wendell & Wild (Henry Selick ) Elenco: Jordan Peele, Keegan-Michael Key, Angela Bassett e Lyric Ross Esta comédia-aventura do vencedor do BAFTA Henry Selick (Coraline) segue um par de irmãos demônios que se aliam a um adolescente gótico para derrotar seu arqui-inimigo. Divulgação: The Son Agora, não menos importantes, os filmes que não terão estreia mundial no evento, mas também serão exibidos no festival canadense: • Hunt (Lee Jung-jae) 🇰🇷 Elenco:Lee Jung-jae, Heo Sung-tae, Jung Woo-sung Este thriller é ambientado nos anos 80, no qual ele interpreta um chefe de inteligência que descobre um plano para assassinar o presidente da Coreia do Sul enquanto procura uma toupeira dentro de sua própria agência. • Paris Memories(Alice Winocour) 🇫🇷 Elenco: Virginie Efira, Benoît Magimel e Grégoire Colin Três meses depois de sobreviver a um ataque terrorista em um bistrô, Mia ainda está traumatizada e incapaz de se lembrar dos acontecimentos daquela noite. Em um esforço para seguir em frente, ela investiga suas memórias e refaz seus passos. • The Son (Florian Zeller) Elenco: Hugh Jackman, Vanessa Kirby, Laura Dern, Anthony Hopkins e Hugh Quarshie Peter, que tem sua vida ocupada com a nova parceira Emma e seu bebê é jogado em desordem quando sua ex-esposa Kate aparece com seu filho adolescente, Nicholas. • The Banshees Of Inisherin (Martin McDonagh) Elenco:Colin Farrell, Barry Keoghan, Kerry Condon Dois amigos de longa data encontram-se em um impasse quando um termina abruptamente seu relacionamento, com consequências alarmantes para ambos. • The Blue Caftan (Maryam Touzani) 🇲🇦 Elenco:Lubna Azabal, Saleh Bakri e Ayoub Missioui Halim e Mina, que administram uma loja tradicional de caftan em uma das medinas mais antigas do Marrocos. Para acompanhar os clientes exigentes, eles contratam um jovem talentoso como aprendiz. Aos poucos Mina percebe o quanto seu marido se emociona com sua presença. • Broker (Hirokazu Kore-eda) 🇰🇷 Elenco:Song Kang-ho, Dong-won Gang, Bae Doona Caixas que são deixadas de lado para as pessoas deixarem anonimamente seus bebês indesejados. • Corsage (Marie Kreutzer) 🇦🇹 Elenco: A imperatriz Elizabeth da Áustria é idolatrada por sua beleza e conhecida por inspirar tendências de moda. Em 1877, a Imperatriz do Natal completa 40 anos e é oficialmente considerada velha demais para o cargo, ela começa a tentar manter sua imagem pública. • Decision to Leave (Park Chan-wook)🇰🇷 Elenco: Tang Wei, Park Hae-il, Go Kyung-Pyo Um detetive investigando a morte de um homem nas montanhas conhece a misteriosa esposa do homem morto no curso de sua investigação obstinada. • Driving Madeleine (Christian Carion)🇫🇷 Elenco:Line Renaud, Dany Boon e Alice Isaak Uma viagem de táxi aparentemente simples por Paris evolui para uma profunda meditação sobre a realidade do motorista, cuja vida pessoal está em ruínas, e sua passagem, uma mulher idosa cujo calor desmente seu passado chocante. • Empire of Light (Sam Mendes) Elenco:Olivia Colman, Colin Firth, Toby Jones Empire of Light é uma história de amor ambientada em um belo cinema antigo na costa sul da Inglaterra na década de 1980. • The Eternal Daughter (Joanna Hogg) Elenco: Tilda Swinton e Joseph Mydell Nesta história de fantasmas, uma mulher e sua mãe idosa devem enfrentar segredos quando retornam à antiga casa de sua família, uma mansão que se tornou um hotel vazio cheio de mistério. • Good Night Oppy (Ryan White) O filme segue Opportunity, o Mars Exploration Rover carinhosamente apelidado de Oppy por seus criadores e cientistas da NASA. Originalmente, esperava-se que Oppy vivesse apenas 90 dias, mas ela finalmente explorou Marte por quase 15 anos. • Holy Spider (Ali Abbasi) 🇩🇰 Elenco:Zar Amir-Ebrahimi, Mehdi Bajestani e Arash Ashtiani Uma jornalista desce ao submundo escuro da cidade sagrada iraniana de Mashhad enquanto investiga os assassinatos em série de profissionais do sexo pelo chamado "Assassino de Aranhas", que acredita estar limpando as ruas de pecadores. • Joyland (Saim Sadiq) Elenco: Rasti Farooq, Sarwat Gilani e Ali Junejo Enquanto a família patriarcal Rana anseia pelo nascimento de um menino, o mais novo dos homens Rana se junta secretamente a um teatro de dança erótica e se apaixona por uma estrela trans ferozmente ambiciosa. Sua história de amor impossível ilumina lentamente o desejo de toda a família Rana por uma rebelião sexual. • One Fine Morning (Mia Hansen-Løve ) Elenco:Léa Seydoux, Pascal Greggory e Melvil Poupaud Com um pai que sofre de doença neurodegenerativa, uma jovem mora com a filha de oito anos. Enquanto luta para garantir uma casa de repouso decente, ela encontra um amigo que, embora esteja em um relacionamento, embarca em um caso. • Other People’s Children (Rebecca Zlotowski) 🇫🇷 Elenco: Antonia Buresi, Yamée Couture e Virginie Efira. Uma mulher sem filhos forma um vínculo profundo com a filha de seu namorado. • Moonage Daydream (Brett Morgen) Elenco: Uma odisseia cinematográfica explorando a jornada criativa e musical de David Bowie. Do visionário cineasta Brett Morgen, e sancionado pelo espólio de Bowie. • Nanny (Nikyatu Jusu) Elenco: Anna Diop, Michelle Monaghan e Sinqua Walls A babá imigrante Aisha, que está montando uma nova vida em Nova York enquanto cuida do filho de uma família do Upper East Side, é forçada a enfrentar uma verdade oculta que ameaça destruir seu precário sonho americano. • No Bears (Jafar Panahi) Elenco: Jafar Panahi, Mina Kavani e Naser Hashemi Duas histórias de amor paralelas em que os parceiros são frustrados por obstáculos ocultos e inevitáveis, a força da superstição e a mecânica do poder. • The Return of Tanya Tucker: Featuring Brandi Carlile (Kathlyn Horan) Elenco:Brandi Carlile, Tanya Tucker Décadas depois que Tanya Tucker saiu dos holofotes, a estrela da música Brandi Carlile se encarrega de escrever um álbum inteiro para seu herói baseado na vida extraordinária de Tanya, estimulando o maior retorno da história da música country. • Saint Omer (Alice Diop) Elenco: Kayije Kagame e Aurélia Petit A romancista, Rama, assiste ao julgamento de Laurence Coly, uma jovem acusada de matar sua filha de 15 meses depois de abandoná-la em uma praia no norte da França. • Triangle of Sadness (Ruben Östlund) Elenco: Harris Dickinson, Charlbi Dean e Dolly De Leon Um cruzeiro para os super-ricos afunda deixando sobreviventes, incluindo um casal de celebridades de moda, presos em uma ilha. • The Whale (Darren Aronofsky) Elenco: Brendan Fraser e Sadie Sink Sinopse: A trama segue um professor recluso que sofre de obesidade severa tenta se reconectar com sua filha adolescente distante para uma última chance de redenção • Women Talking (Sarah Polley) Elenco: Jessie Buckley, Rooney Mara e Claire Foy Um grupo de mulheres em uma colônia religiosa isolada enquanto lutam para conciliar sua fé com uma série de agressões sexuais cometidas pelos homens da colônia. • The Wonder (Sebastián Lelio) Elenco: Florence Pugh, Ciarán Hinds e Niamh Algar Um conto de dois estranhos que transformam a vida um do outro, um thriller psicológico e uma história de amor contra o mal.

  • Crítica | Weird: The Al Yankovic Story (TIFF 22)

    Fazendo seu multiverso da loucura, o filme cria sua própria (e hilária) realidade. Divulgação: Courtesy of TIFF O público brasileiro já está familiarizado com as paródias musicais muito populares produzidas na internet na década passada, mas para esse gênero ser importado para a nossa cultura, alguém teve que dar visibilidade a ele, e foi isso que Al Yankovic fez, ou pelo menos ele acredita ter feito, em Weird: The Al Yankovic Story. A mais nova cinebiografia musical, traz a história de Al de um jeito diferente de nossa realidade, muitas vezes usando de fatores que nem chegaram perto de acontecer. O filme conta com grandes nomes, como Daniel Radcliffe, no papel titular, Rainn Wilson, interpretando Dr. Demento, um grande ídolo de Al que acaba se tornando o seu empresário, e até Evan Rachel Wood como a incomparável Madonna. Qualquer espectador que conheça um pouco de cada uma destas figuras não as verá nas telas, mas isso funciona a favor do filme, que consegue separar esses grandes nomes de suas reais personalidades, evitando comparações indesejadas. Eric Appel, faz um bom trabalho na direção e roteiro, que ele co-assina com o Al, encontrando um lugar onde suas mentes criativas têm espaço de sobra para florescer. Levando a produção a lugares que uma pessoa que quer descobrir a real história de Al Yankovic não imaginaria ser possível, ele usa do absurdismo como seu maior ponto cômico, que apesar de funcionar para grandes públicos, pode acabar sendo fora da curva para quem cair de paraquedas e for assistir sozinho em sua conta do Roku. Além disso, enquanto a maior parte visual do filme transporta o longa ao passado, existem alguns desleixos que acabam tirando o espectador da história. Um grande exemplo sendo os efeitos especiais, que, mesmo de propósito e intencional pela proposta, parecem ser feitos por um estudante que tinha três horas para entregar o seu trabalho. Divulgação: Courtesy of TIFF Weird consegue trazer um novo lado ao gênero que continua trazendo múltiplos projetos com a mesma narrativa em um curto período. A interferência de Al no processo criativo eleva o filme e traz a essência de sua grande personalidade que não tem medo de manchar sua história com mentiras e ofensas a outras pessoas. No entanto, Weird: The Al Yankovic Story acaba usando as participações especiais e presenças de grandes personalidades em muitos momentos, fazendo com que a narrativa se torne redundante. Contudo, de forma geral, o filme é um grande acerto, principalmente a leal comunidade de fãs do cantor, que, mesmo sabendo que nem estreou oficialmente, já clama por uma sequência (E, já adianto, é totalmente possível após a hilária cena pós-créditos). Nota: 3.5/5

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