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  • Foto do escritorGabriella Ferreira

Crítica | Em Nome do Céu (Minissérie)

Atualizado: 18 de set. de 2022

Apesar de certos deslizes narrativos, Andrew Garfield faz por merecer sua indicação em Melhor Ator em Série Limitada no Emmy 2022.

Divulgação (Hulu)


Com uma indicação ao Emmy para o protagonista Andrew Garfield, a minissérie ‘Em Nome do Céu’ chegou recentemente ao catálogo brasileiro do Star+. No enredo, baseado em uma história real, o detetive Jeb Pryre (Garfield) é chamado com sua equipe para investigar o homicídio de uma mulher e da sua filha bebê em uma pequena cidade rural no estado de Utah, nos EUA.


Tanto o detetive, quanto os principais suspeitos do crime são adeptos das ideias de Joseph Smith e da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Quanto mais se aprofunda na investigação, ele descobre segredos que mudam completamente sua visão do mundo, abalando sua fé ao perceber como os escritos podem ser interpretados dentro de uma visão extremista.


‘Em Nome do Céu’ já começa muito frenética ao nos depararmos com a brutalidade do crime no qual a história gira em torno. Nesses primeiros momentos de investigação conhecemos a família Lafferty e as nuances dos irmãos, em especial o marido da vítima, considerado o principal suspeito em um primeiro momento. Misturando bastante cenas da investigação com cenas do passado, a minissérie segue essa narrativa de ida e volta que funciona em alguns momentos mais cruciais, mas torna a série arrastada em momentos no qual ela poderia ser melhor aproveitada.


Acredito que essa seja a principal falha da série, já que com episódios tão longos, ela pode se tornar bastante cansativa para quem resolve acompanhá-la, especialmente para quem não conhece a história da religião, por exemplo. Porém, isso não tira o mérito de ‘Em Nome do Céu’ que com atuações brilhantes mostra como fundamentalistas abusam do fanatismo para atingir os próprios interesses, buscando na religião meios para tal e por causa de ideias deturpadas (e criminosas), sucumbiram perante à lei dos homens e à de Deus.


No fim das contas, a minissérie, mesmo difícil de ser digerida em alguns momentos, pode ser uma obra fundamental para entendermos um tema tão atual de uma maneira bem crua, real e sensível.

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