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  • Foto do escritorDavid Shelter

Crítica | Evil - Contatos Sobrenaturais (Temporada 3)

Atualizado: 18 de set. de 2022

O impossível aconteceu. Sim, ela está melhor do que nunca.


Com um estilo de programação procedural, onde acompanhamos Kristen, uma psicóloga cética que se junta a David, um padre em formação para resolverem casos até então sem explicação, e Ben Shakir, responsável por trazer uma visão científica para a suposta sobrenaturalidade, ‘Evil’ encerrou recentemente o seu terceiro e melhor ano.


O primeiro destaque a ser mencionado é Katja Herbers, que interpreta a psicóloga. Sendo uma das melhores protagonistas em exibição na TV, Katja consegue brilhar do início ao fim estando sozinha ou acompanhada e entrega a melhor performance da série. Outro grande destaque nessa temporada foi Andrea Martin, que interpreta a Irmã Andrea, figura bastante fundamental para o desenrolar da trama que, pelo desempenho de Martin, ficou vários décimos acima de apenas uma coadjuvante.


Vale citar também que a série traz um dos antagonistas mais detestáveis da televisão; Leland Townsend, interpretado por Michael Emerson. É impossível assistir e não sentir repulsa pelas ações de Leland, e grande parte disso vem da convincente atuação de Emerson. Temos ainda Sheryl, ambígua personagem de Christine Lahti, que deixa o telespectador em dúvidas sobre suas atitudes.


O que facilita tantos desempenhos bons serem entregue, é ela ter um roteiro bem trabalhado com aprofundamento e desenvolvimento de personagens e de história. Mesmo que ela traga casos diferentes a cada episódio, e consiga explorá-los com maestria, nessa temporada em que a série conseguiu encontrar de fato o seu tom, ela trabalha os personagens mais importantes para a trama com bastante cautela.


Para encerrar, 'Evil' é uma série escrita e pensada puramente para a televisão, e é muito gratificante fazer parte do público que a acompanha. Criada por Robert e Michelle King (pais de The Good Wife e The Good Fight), ela é um respiro de alívio sobre fazer TV num período em que uma parte dos espectadores e até produtores parecem estar num crescente vício em ter apenas o cinema como parâmetro de entretenimento.


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