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  • Foto do escritorGabriella Ferreira

Crítica | Um Ano Inesquecível: Inverno

Terceiro longa da franquia se distancia dos seus antecessores, trazendo história mais dramática e menos original.

Foto: Divulgação


Sendo o terceiro filme da franquia adolescente do Prime Video, Um Ano Inesquecível: Inverno chegou ao streaming na última semana. Baseado no conto ‘Deixe a Neve Cair’ da escritora Paula Pimenta, o longa acompanha Mabel (Maitê Padilha), uma garota que quer passar os últimos momentos antes da formatura viajando com as melhores amigas, porém, a jovem é surpreendida com uma viagem em família para o Chile na mesma época. No local, Mabel descobre um concurso literário e decide se dedicar a isso, mas não sabe que história contar.


Quando a jovem observa uma movimentação suspeita na floresta e descobre que alguns jovens da estação de esqui se reúnem dentro de uma caverna no meio da noite, ela decide contar esta história e se aproxima do grupo. A partir daí, Mabel vê sua vida mudar completamente. Com direção de Caroline Fioratti e roteiro assinado por Ângela Fabri, a história de Um Ano Inesquecível: Inverno teve grandes modificações do seu material original e transformou uma leve trama de romance bem juvenil na adaptação de tom mais dramático, até agora, da franquia.


É possível identificar um estilo bem similar do filme com histórias coming of age de sucesso americanas. Mabel é uma adolescente repleta de incertezas e é a protagonista mais vulnerável dentre as três já assistidas pelo público. Ela tem dúvidas sobre quem é de verdade e vive aquele momento de difícil convivência com as regras impostas pelos pais. A protagonista encontra apoio em um grupo de amigos disfuncionais que vivem seus próprios dramas acerca do luto, aceitação e amor-próprio.

Foto: Divulgação

Com uma estética bonita e interessante, misturando os tons frios do inverno com uma fotografia que usa muito bem a água em seus vários estados, o filme homenageia claramente Sociedade dos Poetas Mortos em diversos pontos da narrativa. As atuações neste filme funcionam muito bem e são o seu ponto alto. Maitê Padilha é uma atriz muito competente, assim como Michael Joelsas. Os dois juntos estão muito bem em cena.


Porém, em Um Ano Inesquecível: Inverno, as motivações dos personagens parecem pouco autênticas e as reações totalmente desproporcionais. A representação que o longa propõe é importante, mas não parece se encaixar com a proposta do roteiro, que se leva a sério demais em alguns momentos, enfiando cenas bonitas, mas meio desconexas com a história como um todo onde parece que coisas simples são tratadas com uma seriedade excessiva e coisas mais complexas são abordadas de forma banal.


O filme não é ruim, mas se torna esquecível, por conta desses problemas narrativos muito presentes. Além disso, a franquia Um Ano Inesquecível se diferenciava de outros filmes do gênero por trazer uma brasilidade forte em histórias clichês. Inverno perde isso ao fazer com que a trama se passe em outro país. E, mesmo com protagonistas e personagens brasileiros, faltou a centralidade merecida que as histórias estavam contando pelos quatro cantos do Brasil. E isso faz com que esse terceiro longa tenha uma identidade menos própria que os outros da franquia, além de ter a proposta menos original.


A franquia se encerra nesta sexta-feira, 23, com Um Ano Inesquecível: Primavera baseado no conto da escritora Bruna Vieira. Nota: 3/5


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