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Crítica | Weird: The Al Yankovic Story (TIFF 22)

Gabriel Sousa

09 de set de 2022 · 2 min de leitura

Fazendo seu multiverso da loucura, o filme cria sua própria (e hilária) realidade.

Divulgação: Courtesy of TIFF


O público brasileiro já está familiarizado com as paródias musicais muito populares produzidas na internet na década passada, mas para esse gênero ser importado para a nossa cultura, alguém teve que dar visibilidade a ele, e foi isso que Al Yankovic fez, ou pelo menos ele acredita ter feito, em Weird: The Al Yankovic Story. A mais nova cinebiografia musical, traz a história de Al de um jeito diferente de nossa realidade, muitas vezes usando de fatores que nem chegaram perto de acontecer.


O filme conta com grandes nomes, como Daniel Radcliffe, no papel titular, Rainn Wilson, interpretando Dr. Demento, um grande ídolo de Al que acaba se tornando o seu empresário, e até Evan Rachel Wood como a incomparável Madonna. Qualquer espectador que conheça um pouco de cada uma destas figuras não as verá nas telas, mas isso funciona a favor do filme, que consegue separar esses grandes nomes de suas reais personalidades, evitando comparações indesejadas.


Eric Appel, faz um bom trabalho na direção e roteiro, que ele co-assina com o Al, encontrando um lugar onde suas mentes criativas têm espaço de sobra para florescer. Levando a produção a lugares que uma pessoa que quer descobrir a real história de Al Yankovic não imaginaria ser possível, ele usa do absurdismo como seu maior ponto cômico, que apesar de funcionar para grandes públicos, pode acabar sendo fora da curva para quem cair de paraquedas e for assistir sozinho em sua conta do Roku.


Além disso, enquanto a maior parte visual do filme transporta o longa ao passado, existem alguns desleixos que acabam tirando o espectador da história. Um grande exemplo sendo os efeitos especiais, que, mesmo de propósito e intencional pela proposta, parecem ser feitos por um estudante que tinha três horas para entregar o seu trabalho.


Divulgação: Courtesy of TIFF


Weird consegue trazer um novo lado ao gênero que continua trazendo múltiplos projetos com a mesma narrativa em um curto período. A interferência de Al no processo criativo eleva o filme e traz a essência de sua grande personalidade que não tem medo de manchar sua história com mentiras e ofensas a outras pessoas. No entanto, Weird: The Al Yankovic Story acaba usando as participações especiais e presenças de grandes personalidades em muitos momentos, fazendo com que a narrativa se torne redundante.


Contudo, de forma geral, o filme é um grande acerto, principalmente a leal comunidade de fãs do cantor, que, mesmo sabendo que nem estreou oficialmente, já clama por uma sequência (E, já adianto, é totalmente possível após a hilária cena pós-créditos).


Nota: 3.5/5

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Crítica | Weird: The Al Yankovic Story (TIFF 22)

9 de set. de 2022
2 min de leitura

Atualizado: 8 de out.

Fazendo seu multiverso da loucura, o filme cria sua própria (e hilária) realidade.

Divulgação: Courtesy of TIFF


O público brasileiro já está familiarizado com as paródias musicais muito populares produzidas na internet na década passada, mas para esse gênero ser importado para a nossa cultura, alguém teve que dar visibilidade a ele, e foi isso que Al Yankovic fez, ou pelo menos ele acredita ter feito, em Weird: The Al Yankovic Story. A mais nova cinebiografia musical, traz a história de Al de um jeito diferente de nossa realidade, muitas vezes usando de fatores que nem chegaram perto de acontecer.


O filme conta com grandes nomes, como Daniel Radcliffe, no papel titular, Rainn Wilson, interpretando Dr. Demento, um grande ídolo de Al que acaba se tornando o seu empresário, e até Evan Rachel Wood como a incomparável Madonna. Qualquer espectador que conheça um pouco de cada uma destas figuras não as verá nas telas, mas isso funciona a favor do filme, que consegue separar esses grandes nomes de suas reais personalidades, evitando comparações indesejadas.


Eric Appel, faz um bom trabalho na direção e roteiro, que ele co-assina com o Al, encontrando um lugar onde suas mentes criativas têm espaço de sobra para florescer. Levando a produção a lugares que uma pessoa que quer descobrir a real história de Al Yankovic não imaginaria ser possível, ele usa do absurdismo como seu maior ponto cômico, que apesar de funcionar para grandes públicos, pode acabar sendo fora da curva para quem cair de paraquedas e for assistir sozinho em sua conta do Roku.


Além disso, enquanto a maior parte visual do filme transporta o longa ao passado, existem alguns desleixos que acabam tirando o espectador da história. Um grande exemplo sendo os efeitos especiais, que, mesmo de propósito e intencional pela proposta, parecem ser feitos por um estudante que tinha três horas para entregar o seu trabalho.


Divulgação: Courtesy of TIFF


Weird consegue trazer um novo lado ao gênero que continua trazendo múltiplos projetos com a mesma narrativa em um curto período. A interferência de Al no processo criativo eleva o filme e traz a essência de sua grande personalidade que não tem medo de manchar sua história com mentiras e ofensas a outras pessoas. No entanto, Weird: The Al Yankovic Story acaba usando as participações especiais e presenças de grandes personalidades em muitos momentos, fazendo com que a narrativa se torne redundante.


Contudo, de forma geral, o filme é um grande acerto, principalmente a leal comunidade de fãs do cantor, que, mesmo sabendo que nem estreou oficialmente, já clama por uma sequência (E, já adianto, é totalmente possível após a hilária cena pós-créditos).


Nota: 3.5/5

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