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  • Foto do escritorGabriella Ferreira

Crítica | Turismo Selvagem (1ª temporada)

Atualizado: 13 de out. de 2023

Vingança é colocada como segundo plano em história sobre um romance problemático

Fonte: divulgação


Histórias sobre vingança são um argumento comum para histórias da dramaturgia. Revenge, Avenida Brasil e Garota Exemplar são alguns dos exemplos que me vêm à mente quando a temática é essa. Lançada pelo Prime Video na última quinta-feira, Turismo Selvagem teve como sua principal divulgação a ideia de que veremos uma mulher traída em busca de vingança contra o seu marido.


Na realidade, a história não é bem assim. Baseada no livro homônimo da autora B.E. Jones, Turismo Selvagem é protagonizada por Liv (Jenna Coleman), uma jornalista britânica que largou seu trabalho e seu país para morar em Nova York ao lado do marido Will (Oliver Jackson-Cohen). Vivendo uma vida quase como uma esposa troféu, Liv descobre que está sendo traída por Will, mas, mesmo assim resolve viajar com ele em uma viagem pelo país. Nesse percurso, Liv imagina diversas maneiras de vingar a traição, mas, quando ela encontra Cara, amante do marido, no meio de uma trilha, a tensão e a raiva guardada chegam ao seu ápice.


Primeiramente, a série já se destaca pela qualidade do elenco com a dupla de protagonistas. Jenna Coleman é maravilhosa e passa muito bem todos os altos e baixos de uma mulher mulher traída, ressentida e manipulada por um homem que não a respeita. Já Oliver Jackson-Cohen parece ter se especializado em fazer (bem) homens abusivos, pois seu personagem lembra de uma forma um pouco mais branda o seu personagem no longa O Homem Invisível (2020).


Ao som de Look What You Made Me Do de Taylor Swift na sua abertura, a série foi dirigida por So Yong Kim e desenvolvida por Marnie Dickens, e essa presença feminina forte, tanto na trilha sonora quanto por trás da produção, faz muito sentido com a temática feminista proposta pela série. E Turismo Selvagem começa bastante empolgante e segura esse suspense muito bem até o episódio três.

Fonte: divulgação


Porém, já os seus três últimos episódios parecem perder a linearidade, aumentando o núcleo de subplots não muito significativos para o enredo e ficando mais arrastada que o necessário, já que tudo poderia ter sido resolvido de uma maneira muito mais simples. Talvez o erro foi esperar de Liv algo como Amy Exemplar, sendo que na verdade, a personagem parece não saber se quer vingança ou se quer voltar com o marido. Liv parece não conseguir entender bem os seus sentimentos, causando um contraste e uma quebra de expectativa daquilo que imaginávamos dela.


Turismo Selvagem não é uma série ruim. Ela, talvez, só não soube se vender bem. Não é uma trama totalmente sobre vingança, mas sim, de autodescoberta de uma mulher totalmente apagada por um homem, funcionando bem como suspense dramático e não como um thriller de vingança. E, mesmo que em seu arco final, Liv tenha se tornado a estrela dos pesadelos de Oliver, não é a vingança que importa aqui, é o renascer de uma mulher reprimida.


Nota: 3.5/5

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