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Resultados da busca por "crítica mostra 2026"
1329 resultados encontrados para "crítica mostra 2026"
- Crítica | 13 Sentimentos
conflitante história de desamores Foto: Divulgação Até que ponto os sentimentos podem se sobrepor à visão crítica Tendo em vista isso, pergunto novamente: até que ponto os sentimentos podem se sobrepor à visão crítica Até certo ponto (quase o final), o roteiro se mostra algo meio engessado, quase como uma primeira ideia Enquanto todo o meu lado racional e crítico conseguiu notar todas essas coisas, as ausências e as necessidades
- Crítica | Apenas Coisas Boas (Olhar de Cinema 2025)
Imagem: Divulgação Se eu ganhasse um real para cada vez que tivemos em 2025 um filme produzido em Goiás
- Crítica | Sorry, Baby
Entra Eva Victor, que em seu longa de estreia Sorry, Baby (o qual também roteiriza e estrela) mostra
- Crítica | Meu Amigo Robô
contava com efeitos sonoros, a trilha era adicionada posteriormente para ajudar a criar os momentos críticos
- Crítica | Piggy (Cerdita)
Em momento algum o filme tenta transparecer lições de moral, apesar da obviedade na crítica social.
- Crítica | Rivais
De lá Para cá, seu nome retornou às telas com Suspiria, em 2018, e Até os Ossos, em 2022.
- Crítica | Barbie
Descubra como o longa sobre a Boneca mais famosa do mundo é também um tópico existencialista de 1h54min Foto: Divulgação Há, certamente, alguns pré-requisitos a serem cumpridos para apresentar-se como A Barbie, de acordo com o cancioneiro popular, não é de qualquer jeito que a coisa funciona. E se o assunto em questão for o setor amoroso, o critério aumenta: para tornar-se o pretendente amoroso do bibelô da Mattel é necessário ficar ligado e prestar atenção em todas as condições. Obviamente, a gata inteiraça de 64 anos é diferente e muitíssimo exigente, uma flor delicada demais, cuja cor preferida é o rosa. Tudo isto eu pressuponho que você já saiba, claro. O que você não sabe é que essa querida também tem crises existenciais das mais pesadas. E celulite. No inventivo screenplay de Greta Gerwig e Noah Baumbach não há segredo. Ou melhor: esse subtexto, que é simultaneamente um metatexto, e é o próprio argumento da coisa toda esconde-se à vista, e da melhor forma possível. E se, na audiência, houver alguém com algum grau de familiaridade com o modo gerwigiano de fazer cinema, poderá identificá-lo rapidamente. O tom satírico, modesto porque entende suas proposições e as executa sem ultrapassá-las desmedidamente, ainda que em Barbie a intensidade seja explorada intencionalmente em todo o seu potencial hiperbólico (seja na mise-en-scène, ou nas atuações borbulhantes e brilhantemente kitsch dos coadjuvantes de alto custo na Barbieland, ou até na entrega honesta de Margot Robbie e sua mulher-boneca sem vagina [!] enfrentando o sexismo e a ansiedade paralisante), e o primeiro principal: o pungente teor existencialista, de formação, que aparece em Lady Bird e Frances Ha. Desta vez, a tarefa é soprar vida, e não obstante a dor faltante do Ser que vêm acoplada à experiência humana, na boneca mais famosa de todos os tempos. Francamente, não há como executar algo neste grau de densidade emocional sem que pareça um grande ensaio existencialista do Jean-Paul Sartre. Há também uma enorme possibilidade de que o filme seja um grande porre. Barbie, então, inscreve-se na lista de melhores produções do ano (se de todos os tempos, não sei, só o tempo dirá) por um elemento que pessoalmente sinto falta, vez ou outra, neste enorme oceano crescente de produções artísticas excruciantemente realistas: este filme não se leva a sério. É uma comédia repleta de referências que presta tributo a outros longas significativos da história do cinema, adicionando uma pitada de musical out of nowhere, sobre uma boneca que acha seu caminho até o mundo real, não por portais mágicos, não por multiversos, não por toques de varinhas de condão: ela vem, inicialmente, dirigindo um Corvette C1 rosa. E depois andando de bicicleta. E num foguete. E em algum momento num trailer. E depois num barco. E por último com um par de patins que, magicamente, trazem-na para esta realidade assim, sem nenhuma explicação. Como? Não sei. Por que? Porque sim. Não é necessário explicar. É um filme sobre uma boneca, laugh a little! Foto: Divulgação E isto não quer dizer que os temas concretos e importantes do filme são tratados com desdém. As temáticas e abordagens feministas, conteúdo recorrente nas produções de Gerwig, são, em Barbie, referência central para as demais discussões do filme. É, portanto, natural e esperado que o longa enfrente certo nível de resistência, sobretudo no que tange ao desenrolar do personagem Ken, que já adianto (sem spoilers), não é vilanizado, mas desempenha um papel referencial às questões-chave tratadas pelo feminismo. Mas, sem armas em riste, o público masculino que desejar assistir ao filme sem demais pré-concepções, será mais que bem-vindo desde que possam, claramente, rir de si próprios, como o filme instiga. Margot Robbie está deslumbrante e é uma atriz que já provou seu nome e valor na indústria, Ryan Gosling e Simu Liu se atraem loucamente em sua rivalidade símile divertidíssima de acompanhar, Issa Rae brilha diferente em sua, um tanto tímida, participação; Alexandra Shipp lança uma das sacadas mais engraçadas e que certamente garantirá a inimizade de alguns fãs de filme de heroi, Kate McKinnon é a Kate McKinnon — e eu sou completamente apaixonada por ela, portanto qualquer opinião é imparcial —, mas o destaque é America Ferrera em um monólogo executado precisamente, no tom apropriado de um nó na garganta colocado pra fora num só golpe, e o sentimento coletivo de expurgo envolveu o ambiente, numa belíssima entrega. Na última cena, que encerra o longa mantendo o tom cômico – e não há cenas pós-créditos, não espere por elas –, o recado é um só: recomeço. “Life is not plastic, Barbie. But it is, indeed, fantastic.” Nota: 5/5
- Crítica | Os Ruminantes
Documentário busca lançar luz sobre a união de dois dos maiores nomes da história do cinema brasileiro num filme (infelizmente) jamais feito. Divulgação A história do cinema está repleta de filmes sonhados por grandes realizadores que nunca chegaram a ganhar vida pelos mais diversos motivos, como o Duna de Alejandro Jodorowsky, It’s All True de Orson Welles (que seria gravado no Brasil) ou Watchmen de Terry Gilliam. No Brasil, um dos casos mais emblemáticos é a primeira versão de Cabra Marcado para Morrer, de Eduardo Coutinho, ainda que das cinzas deste tenha nascido um dos melhores documentários da história do nosso cinema. Os Ruminantes, de Tarsila Araújo e Marcelo Mello, é um olhar sobre uma dessas obras jamais realizadas, neste caso A Hora dos Ruminantes, que seria dirigido por Luiz Sergio Person e corroteirizado por este e Jean-Claude Bernadet. Contando com entrevistas com Bernadet (numa de suas últimas aparições antes de sua morte no ano passado), Marina Person (filha de Luiz Sergio) e Sebastião Souza, o documentário disseca as aproximações entre os dois homens nos anos 60 após o sucesso do filme mais famoso de Person, São Paulo Sociedade Anônima, o trabalho conjunto de ambos em O Caso dos Irmãos Naves, o começo auspicioso da produção de A Hora dos Ruminantes – baseado no romance homônimo de José J. Veiga –, o fracasso em gravar o filme dentro do contexto da ditadura militar e os impactos desse fracasso sobre a carreira posterior de Person, prematuramente encerrada com sua morte num acidente de carro aos 39 anos. Em certa medida, o processo conturbado e bruscamente interrompido de A Hora dos Ruminantes é apenas parte de uma reflexão que o filme traz a respeito da própria figura de Person, evidenciando sua distância teórico-ideológica dos cineastas do Cinema Novo, fator este que o aproximou de Bernadet. Alguns dos melhores momentos do filme vêm de anedotas compartilhadas pelos entrevistados, como o momento em que é contado sobre a breve incursão de Person no mercado publicitário e sua decisão de sair deste mercado da maneira mais hilária possível. Mas não deixa de haver um certo sabor agridoce pela presença dos dois em tela – Person em imagens de arquivo dos anos 60 e 70, Bernadet pelas câmeras de Araújo e Mello –, e é inevitável lamentar a perda de dois dos nomes mais importantes da história do cinema brasileiro, ainda que quase 50 anos separem suas mortes. Divulgação Justamente por isso, é de se imaginar que A Hora dos Ruminantes tinha tudo para ser um dos maiores filmes do nosso cinema, talvez até no nível de São Paulo Sociedade Anônima e O Caso dos Irmãos Naves. O que resta, entretanto, são as conjecturas, já que ao contrário da primeira versão de Cabra Marcado Para Morrer, este aqui sequer teve suas filmagens iniciadas, e talvez nisso resida o maior desafio de Os Ruminantes. Imagens de arquivo, como de outros filmes, e a voz em off de Tarsila Araújo ajudam a trazer um pouco à vida do roteiro concebido por Bernadet e Person e da sua proposta ousada e ambiciosa, mas o documentário constantemente luta contra a sua própria limitação de dar materialidade a este filme jamais feito. Os melhores momentos relacionados a ele vêm de reflexões sobre seu impacto e posteridade, como as guinadas que Person deu em sua carreira dirigindo filmes “menos brilhantes”, ou a tentativa de outro diretor de adaptar o romance e que deu tão errado que fez com que o roteiro tivesse a pecha de “filme maldito”, ao ponto de Marina ser alertada por ninguém menos que Carlos Reichenbach para não gravar o roteiro do pai. Mas quando o documentário se centra no texto original em si, ou na possibilidade de que a mão da censura e da ditadura militar tenha intervindo na sua realização, ficam mais evidentes suas fragilidades. Além disso, a estrutura protocolar, fundamentando-se principalmente nas entrevistas (com algumas intervenções na imagem e na trilha nos momentos de “leitura” do roteiro e outros documentos), fazem com que ele permaneça preso a um certo lugar-comum da feitura de documentários. Ao final, Os Ruminantes nos relembra de como homens como Luiz Sergio Person e Jean-Claude Bernadet fazem falta para o cinema brasileiro, seja para pensá-lo teoricamente ou para realizá-lo. Entre suas limitações e fissuras, ele também nos consegue apontar maneiras de enxergar o quão emblemático A Hora dos Ruminantes teria sido se chegasse a ver a luz do dia, mas ele próprio não chega a tanto. Nota: 3/5
- Crítica | Disclaimer* (Minissérie)
Apesar de quase se perder no meio, se encontra no fim e se mostra digna de reflexões Foto: Divulgação crime, mas perante a sociedade, parece ser o pior pecado que uma mulher pode cometer e isto a produção mostra
- Crítica | Garfield - Fora de Casa
Animação tenta ampliar universo do famoso gato, mas esbarra em roteiro inexpressivo Foto: Divulgação O famoso gato preguiçoso Garfield volta aos cinemas numa animação simpática. Após um reencontro inesperado de Garfield com o pai há muito perdido, o maltrapilho gato de rua Vic, ele e o amigo canino Odie são forçados a sair de suas vidas perfeitamente mimadas para se juntarem a Vic em um arriscado assalto. Garfield surgiu como uma tirinha de jornal nos EUA no final dos anos 70 e logo se popularizou ganhando outros espaços na mídia como livros de antologia, animação e filmes. Por mais que ele tenha percorrido o caminho de 5 décadas seu humor afiado criticando os comportamentos apáticos de uma sociedade americana letárgica se mantém atual e consegue ganhar novas vertentes se adaptando ao que há de novo. E a animação consegue traduzir bem essas atualizações tecnológicas e midiáticas em seu roteiro, porém parece não conseguir fazer humor a partir disso. É na verdade um texto bem insosso justamente por tentar dar conta de muitos assuntos em muitas linguagens para muitos públicos diferentes. Os poucos momentos engraçados são curtos e não são os pensados como postos-chave de desenvolvimento do enredo. Foto: Divulgação Outro aspecto que funciona, mas que tira um dos principais traços do personagem título é o carisma. Todos os personagens são simpáticos e fofos, até mesmo o protagonista. Garfield é conhecido, fora do filme, por ser monossilábico, rabugento e sistemático, e a adaptação por ser voltada ao público infantil castra boa parte desse lado ranzinza, e tenta justificar sua personalidade. O resultado é um longa morno que não vai alcançar mais longe do que mirou pela falta de ousadia e por jogar seguro demais. É um filme irregular com um primeiro ato desanimado, um segundo ato desorganizado e um terceiro que contém os melhores momentos do filme, mas que já não é o suficiente para sustentar o que foi apresentado. Nota: 2,5/5
- Crítica | Chama a Bebel
Filme infantil brasileiro abusa do didatismo para contar história inspirada em Greta Thumberg Foto: Divulgação Nesta quinta-feira, 11, o longa brasileiro Chama a Bebel estreia nos cinemas de todo o país. Na história, Giulia Benite interpreta Bebel, uma jovem cadeirante que mora com sua mãe e o avô nas margens de uma rodovia no interior do Rio Grande do Sul que vê sua rotina mudar drasticamente quando se muda para a cidade grande para poder estudar em uma nova escola. Bebel então entra em uma jornada de amadurecimento entre baixos e altos, onde enfrenta muitos desafios para tentar se adaptar a uma nova cidade, incluindo sua tia, que não parece gostar muito dela, estudantes populares do colégio e até um inimigo poderoso – um empresário da cidade que faz testes laboratoriais em animais. Inspirada na ativista ambiental Greta Thunberg, Bebel se torna uma líder na escola e seus projetos, mas algumas pessoas serão capazes de qualquer coisa para impedir a garota e seus aliados. Dirigido e roteirizado por Paulo Nascimento, Chama a Bebel é a aposta da Paris Filmes deste mês de janeiro para atrair o público infantil aos cinemas. E, com uma história muito simples, a impressão que eu tive é que o roteiro abusa de um didatismo desnecessário ao tentar passar determinadas mensagens para os mais jovens. Por mais que traga temáticas importantes, essa enxurrada de informações torna a história maçante e repetitiva em alguns momentos. Foto: Divulgação No tocante da parte mais técnica do longa, Giulia Benite (que interpreta a Mônica nos filmes de Daniel Resende) prova que é uma atriz muito talentosa, assim como os atores mais velhos. Mas, o talento de Benite não segura sozinha as cenas com os outros mais jovens, que não foram tão bem dirigidos e que entregam uma performance muito abaixo da sua protagonista. Um problema muito mais de direção de elenco do que de talento individual. Chama a Bebel insere bem a questão PCD no filme sem estereotipar ou reduzir a sua protagonista a deficiência, o que é algo muito positivo para sua história. Porém, o reducionismo simplista ao seu próprio roteiro não ajuda ao longa, que mesmo com uma lição bonita no final, ao mostrar que a história se inspirou em alguns casos reais em escolas brasileiras, o saldo não é tão positivo e você termina o filme com a impressão de que assistiu um capítulo da novela Carrossel, por exemplo. Ainda assim, talvez a história ressoe melhor no seu público-alvo. Sigo na esperança. Nota: 2/5
- Crítica | Dezesseis Facadas
Quando referências divertidas não bastam para fazer um bom filme Foto: Divulgação O sucesso da franquia Pânico levou a uma crescente abordagem metalinguística dentro do terror, especialmente no subgênero do slasher. São filmes marcados por alusões conscientes às obras anteriores do gênero, muitas vezes numa abordagem satírica e que desconstrói os tropos habituais dessas obras. Mais de 25 anos depois, a própria franquia surge como uma obra que é aludida e referenciada nos novos slashers, como é o caso do recém-lançado Dezesseis Facadas, de Nahnatcha Khan. Aqui, temos Jamie Hughes (Kiernan Shipka), que enfrenta uma relação difícil com a mãe Pam (Julie Bowen), devido ao caráter superprotetor desta em razão do trauma adquirido após a morte de suas colegas adolescentes nos anos 80 pelas mãos de um serial killer, conhecido como o “Assassino das Dezesseis Facadas”. Quando Pam é morta pelo assassino, Julie se vê na mira dele, mas consegue viajar no tempo justamente para o período em que os primeiros assassinatos ocorreram, destinando-se a tentar proteger a versão adolescente da mãe (Olivia Holt) e suas colegas antes que elas sejam mortas. Desde o seu início, Dezesseis Facadas não esconde suas referências a franquias do terror como Pânico ou Sexta-Feira 13, bem como a clássicos oitentistas como De Volta para o Futuro e os filmes de John Hughes, como Clube dos Cinco. Essa linguagem referencial e autoconsciente (onde Jamie usa seus conhecimentos dos filmes de gênero para tentar antecipar os passos dos assassinos) cai como uma luva em meio à onda de nostalgia pelos anos 80, e é difícil não apreciar várias das piscadelas que o filme faz. É só uma pena que isso por si só não o sustente. Foto: Divulgação O principal problema aqui reside na direção de Nahnatcha Khan, ineficaz em sustentar qualquer tensão ou susto cabíveis a uma obra que se afirma ser terror. A pobreza da plasticidade do filme é quase chocante, como se estivéssemos assistindo a um piloto de uma série de TV de baixo orçamento (e a bem da verdade, não faltam exemplos de séries muito mais criativas e ricas visualmente hoje em dia). Khan também não consegue fazer milagre com o roteiro de David Matalon, Sasha Perl-River e Jen D’Angelo, que mal se esforça em nos fazer torcer e simpatizar pelos personagens. Entendo que há a proposta de que o grupinho de amigos de Pam seja concebido para representar os estereótipos adolescentes da época, mas o filme pesa tanto a mão nesse aspecto que não nos resta outra opção senão torcer para o assassino matá-los. Mesmo Shipka, uma atriz que admiro desde Mad Men, parece no modo automático aqui, embora desponte nas sequências de teor mais cômico. Aliás, se o filme falha como terror, certamente se sai mais bem-sucedido no campo da comédia, seja pelas já citadas alusões quanto pelo abraço aos exageros do gênero e do período retratado. A própria inserção dos elementos da viagem no tempo, se a princípio parecem uma decisão forçada, logo se integram organicamente à trama, especialmente quando as ações de Jamie no passado repercutem no presente. Infelizmente, Dezesseis Facadas é desequilibrado em sua execução, apesar de promissor na teoria. Em meio à safra de slashers meta-cinemáticos e “espertinhos”, o filme se revela uma das ofertas mais irregulares e fracas, que até convence como comédia, mas nunca como terror. Nota: 2,5/5












