Resultados de busca
Resultados da busca por "crítica mostra 2026"
1329 resultados encontrados para "crítica mostra 2026"
- Crítica | Os Arcos Dourados de Olinda
Entre o orgulho olindense e pernambucano e as críticas ácidas ao soft power estadunidense, o resultado
- Crítica | Fallout (Temporada 1)
misteriosos e um “beijo” entre duas cabeças decepadas) casam com seu tom satírico, que introduz até mesmo uma crítica , diria que um dos grandes méritos de Fallout é em construir um mistério que nos prende, mas não se mostra
- Crítica | Babilônia
Discordo inclusive de quem ache a obra moralista, pois a meu ver Chazelle consegue trazer uma crítica fordista das franquias de blockbusters e também o moralismo reinante de Hollywood e de seu público e crítica
- Crítica | Triângulo da Tristeza
O meme da “crítica social f***” em divertidos – e às vezes sofríveis – 147 minutos Foto: Divulgação Crítica , mais especialmente desde o fenômeno de Parasita (Bong Joon-ho, 2019), uma versão específica dessa crítica Foto: Divulgação Aos olhos desta crítica – que deve confessar, tem estômago fraco e nunca foi muito fã
- Crítica | A Noite das Bruxas
Morte no Nilo (2022) é um desastre completo, brega, exagerado e descompassado. Na verdade, todo o competente elenco se mostra bem dedicado e parece levar o filme mais a sério do que
- Crítica | Contra o Mundo
Com apenas 10 minutos iniciais o cineasta faz uma pequena mostra do que a produção apresentará: ironia
- Crítica | Mussum, o Filmis
Carisma do personagem e graciosidade do elenco se sobressaem às muitas imperfeições Foto: Divulgação O longa metragem narra a trajetória de Antônio Carlos Bernandes Gomes, que ficou famoso pelo apelido/nome artístico: Mussum. Um dos nomes mais populares do entretenimento brasileiro, o sambista, ator e humorista do Rio de Janeiro tem vários momentos de sua vida retratados, da infância pobre ao estrelato nos Trapalhões, programa de humor de maior sucesso da época. Esse claramente é um “primeiro filme” de um diretor e muitas das escolhas deixam isso bem claro. A falta de um recorte numa cinebiografia é – falei muito isso esse ano – um problema quando se tenta abordar toda a vida de uma pessoa em alguns poucos minutos. A direção estreante de Silvio Guindane tenta equilibrar o turbilhão que foi a vida do artista e às vezes se perde no meio das participações especiais, das referências e deixa passar alguns detalhes pessoais do Mussum que poderiam ter ganhado mais destaque, o que ajudaria na construção de momentos e situações e na materialização do texto. Mas o diretor prefere apelar para os recursos mais explícitos para criar sentimentalismo, o que poderia ser suavizado ou naturalizado em vez de intensificado com trechos de trilhas sonoras dramáticas e iluminação baixa. Porém, mesmo com as falhas, o tom da história é tão tocante de diversas formas que o resultado maquia os pontos baixos. Primeiramente no tocante ao humor. O roteiro consegue arrancar umas boas risadas, tanto nas reproduções de cenas icônicas dos Trapalhões quanto no que imprime a “vida real” de Antônio Carlos. E não é aquele humor escrachado e artificial que deixam algumas comédias forçadas e com um ímpeto nada orgânico, é um humor bem costurado nas falas, olhares e trejeitos do elenco. E aqui é a hora de saudar o elenco primoroso encabeçado pelo genial Ailton Graça. Não gosto de usar aquela velha expressão de que um ator nasceu para um papel porque acho que neutraliza o trabalho de pesquisa e estudo do personagem feito pelo profissional, mas bem, dentre os nomes mais conhecidos da dramaturgia brasileira hoje eu não conheço outro nome que talvez fizesse um Mussum melhor. Foto: Divulgação Entre os muitos nomes dos coadjuvantes que dividem o tempo de cena com o Ailton aposto meus centavos que os nomes de Neusa Borges e Cacau Protásio são unanimidade. As atrizes vivem a mãe de Mussum em diferentes fases da sua vida e entregam os momentos mais tenros e fortes do longa. E esse é o segundo tópico que dá vigor ao filme. A relação de Mussum com sua mãe é o retrato mais tradicional da mãe preta solteira que se doa por inteira para o bem estar do seu filho como foi visto também em Nosso Sonho. Mas voltando ao elenco, Larissa Luz, que interpreta Elza Soares por poucos minutos e Késia Estácio, que vive a primeira esposa do personagem, principal também estão brilhantes em cena. (Tanto Larissa quanto Késia já viveram Elza na poderosa peça musical sobre a cantora). Assim como finalizei o texto de Nosso Sonho, direi aqui também, se não por quaisquer dos motivos citados neste texto, o filme se valida pela reverência a um grande nome do entretenimento nacional que caminhou pela música, teatro, televisão e cinema com grande impacto. E acima de tudo um homem negro que conseguiu espaço na mídia num período onde o tom de sua pele e a sua verdade incomodavam incomparavelmente mais do que hoje. Nota: 3/5
- Crítica : Agente Stone
Filme feito para o algoritmo, falha no básico: entreter Foto: Divulgação Gal Gadot é Rachel Stone, uma hacker do MI6 que na verdade é uma agente infiltrada e trabalha para “A Carta”, uma agência global que opera nas sombras tentando garantir a paz mundial. Stone precisa impedir que outra hacker (Alia Bhatt) roube uma poderosa e valiosa arma. A premissa genérica reflete no filme, que apesar de trazer interessantes aparatos tecnológicos para os espiões brincarem e uma baita reviravolta ali pelo meio, não consegue fazer com que o longa se destaque em meio a avalanche de lançamentos semanais do streaming e ainda dura mais do que precisava. Duas horas não são muito tempo quando bem utilizadas pelo filme. Mesmo tendo cenas de lutas bem coreografadas e algumas não mais do que boas sequências de ação, a trama em si é tão vazia que não prende a atenção e a duração parece ser o dobro. A sensação constante é que alguém alguém já fez melhor em outro lugar. O texto é extremamente expositivo e recheado de frases prontas, sempre com um vilão explicando seu plano mirabolante. Como eu disse antes, há uma reviravolta que eu não consegui prever e essa cena é boa, o que poderia elevar o longa, mas nos leva a caminhos já conhecidos, sendo possível adivinhar até o que os personagens vão dizer. Foto: Divulgação Personagens esses que exalam o energia de uma porta. Longe de mim esperar que haja qualquer complexidade neles, mas eu gostaria de pelo menos torcer por algum, o que não foi o caso. Gal Gadot é linda e carismática, mas não é exatamente conhecida por seu talento. Não que o roteiro exigisse muito dela, mas a moça nunca esteve tão apática quanto aqui. Jamie Dornan segue o fluxo e está no automático. Alia Bahtt até tenta fazer algo com sua jovem Keya, mas não há muito para salvar. O resto do elenco está ali como um apoio descartável e são desperdiçados, assim como uma participação de uma grande atriz que devia estar precisando de alguma reforma em casa. Minhas expectativas eram baixas e eu queria só entretenimento. Infelizmente não achei. A direção falha em qualquer tentativa de criar uma tensão, e a criatividade e ousadia – com aquele pezinho no irreal – ficaram restritas a uma única sequência, assim como o fator surpresa existiu em apenas uma cena. O alívio cômico, que é sempre bem vindo no gênero está completamente ausente e eu não consegui esboçar um sorriso. Aliás, o único sorriso foi de alívio quando finalmente acabou. Agente Stone é um dos piores filmes do ano e aparentemente não queria ser mais do que isso. Nota: 2/5
- Crítica | Meu Amigo Lutcha
– que ele recusa aceitar – será refletida quando ele encontrar o assustado chupa-cabra tido como um monstro
- Crítica | O Dragão do Meu Pai
uma obra de animação produzida pelo mesmo estúdio responsável por 'Wolfwalkers', indicado ao Oscar em 2021
- Crítica | O Cavaleiro do Rei
Novo drama histórico nigeriano da Netflix tem uma história forte, contada de uma forma simples, mas que surpreende Divulgação: Netflix Baseado em eventos reais, “O Cavaleiro do Rei” se passa nos anos 1940, no Império Oyo. Lá eles têm uma tradição, que, com a morte do rei, um cavaleiro se sacrifica para servir seu governante no além. No entanto, alguns acontecimentos impedem que se cumpra o ritual e uma súbita tragédia acontece. O filme tem uma forte mensagem anticolonialista, e ainda sobre honra e dever. Tentando evitar spoilers, vou tentar falar de uma forma geral e que não atrapalhe a experiência de ninguém, principalmente nas surpresas do final. É fascinante conhecer mais dessa cultura e apesar de ter apenas 1h30, o longa consegue contar muito bem a história que pretende, cheio de vida e cores vibrantes, com ótimas atuações de Odunlade Adekola e Shaffy Bello, que emocionam e convencem de uma forma genuína. Divulgação: Netflix A Inglaterra se faz faz presente na história através do oficial Simon (Mark Elderkin), que quer impedir o sacrifício, pois do seu ponto de vista, ele acha inadmissível um suicídio assistido e celebrado assim. É uma cultura desconhecida e que o inglês não quer aceitar, mas onde ele não deveria se meter, somente observar e ficar de fora, já que em nada afetaria a sua nação como ele pensava. Para o povo de Oyo, é algo que tem que acontecer para que a tradição se mantenha, é um grande motivo de honra e dever para eles, e é assim que as cenas finais têm um significado enorme. Um dos pontos mais positivos da Netflix é trazer filmes fora do eixo hollywoodiano e nos apresentar algo que, sem o streaming, seria quase impossível de saber que pelo menos existia. Esse filme é um dos casos. É uma história bonita sobre essa tradição de um povo, cheio de alegria e vida, o que reflete na música e no figurino, mas à medida que o tempo passa e as coisas tomam outro rumo, vai se tornando mais sério e sombrio. É um trabalho delicado e honesto do diretor Biyi Bandele (in memoriam), sem artifícios desnecessários, que sabe a história que tem em mãos e como quer contá-la. E o faz da melhor maneira. Nota: 4/5
- Crítica | Um Completo Desconhecido
Timothée Chalamet brilha em cinebiografia tímida e contida. Divulgação Um Completo Desconhecido é uma biografia sobre a vida do astro Bob Dylan, dirigida por James Mangold. Situado na influente cena musical de Nova York do início dos anos 60, Dylan (Timothée Chalamet), o jovem músico de Minnesota, tem apenas 19 anos e caminha rumo à sua ascensão na música. Passando de cantor folk, para as salas de concerto e ao topo das paradas, culminando em sua performance inovadora de rock and roll elétrico no Festival Folclórico de Newport em 1965, definindo um dos momentos mais transformadores da música do século XX. Sempre falo da importância de recorte (ou recortes) na construção de um argumento de cinebiografia levando em conta a impossibilidade de se contar anos de uma vida em horas de um filme. E se não há um recorte preciso, se a produção resolve dar cabo do maior número de fatos na vida de uma pessoa, que haja uma transgressão no modo em que se conta essa história, que haja personalidade o suficiente para destoar aquela cinebiografia de outras tantas existentes. Um Completo Desconhecido acerta em demarcar o período que quer retratar, mas se limita apenas a isso. O roteiro do filme é baseado no livro Dylan Goes Electric! e foca no início da carreira do músico, desde o anonimato, discos folk, visões políticas, até a incrementação de elementos do rock em suas produções, o que deixou grande parte do seu público inicial completamente incomodado. Chega a ser injusto com a pessoa, com o artista, com a entidade que é (e que foi, no sentido midiático) Bob Dylan a feitura de uma cinebiografia tão comportada, contida e, porque não, limitada. Este é talvez o único e grande problema do filme. Falta inventividade, falta ousadia e falta personalidade, características que qualquer pessoa jamais poderá dizer sobre Dylan. Ainda assim, Timothée Chalamet consegue entregar uma atuação milimetricamente emulada de Bob Dylan, incluindo voz e musicalidade, que ainda assim soa orgânica e despreocupada no “querer impressionar”. Edward Norton também desempenha um papel bem elaborado dando vida ao músico Pete Seeger. Divulgação James Mangold é um cineasta que sabe bem o beabá de biografias em filme. Um de seus trabalhos mais reconhecidos é Johnny & June (2005), filme que conta a conturbada história da relação entre Johnny Cash (personagem também presente em Um Completo Desconhecido) e June Carter. E o que ele faz muito bem aqui é galgar o caminho crescente do filme até um final explosivo que acompanha a jornada musical de Dylan (no dado recorte). Este é um filme como muitos outros. Não deixa qualquer marca e não procura em seu protagonista qualquer traço que construa uma relação mínima de identificação, seja na estética ou seja no texto. É um enredo e um personagem que mereciam mais do que um filme chapado e passável. Nota: 3/5












