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- Crítica | A Queda 2: No Limite
Sequência repete a fórmula do primeiro filme, mas não consegue reproduzir sua tensão. Divulgação Depois de transformar uma torre abandonada em cenário para uma das experiências mais claustrofóbicas do cinema recente, A Queda retorna com uma sequência que tenta reproduzir a mesma sensação de perigo em um novo cenário. A Queda 2: No Limite estreia no Brasil em 1º de outubro e acompanha a irmã de uma das protagonistas do primeiro filme, que decide honrar o legado da jovem ao se aventurar em uma trilha proibida nas montanhas da Tailândia. Ao lado de outra jovem, ela se coloca diante de uma situação extrema, mas a sequência logo deixa evidente que repetir a fórmula não é suficiente para recuperar o impacto do original. O primeiro filme funcionava porque sua premissa simples permitia explorar até o limite o medo da altura, o isolamento e a sensação de que qualquer movimento poderia ser fatal. Aqui, esse mecanismo perde força. O suspense é mais fraco e muitas das situações de perigo surgem a partir de decisões tão questionáveis das personagens que a apreensão dá lugar à irritação. Em vez de acompanhar a tentativa desesperada de sobrevivência, frequentemente nos perguntamos por que elas simplesmente escolheram se colocar naquela situação. Divulgação É como assistir ao mesmo truque de mágica pela segunda vez. Pode até funcionar durante alguns minutos, mas você já sabe como ele termina, e nada supera a primeira vez. A Queda 2 reproduz os principais elementos do original sem encontrar uma nova maneira de provocar o mesmo desconforto. O filme ainda tenta ampliar sua discussão ao abordar a relação entre fãs, legado e a necessidade de transformar determinadas experiências em prova de coragem. A ideia poderia render uma camada interessante à história, mas fica na superfície e acaba funcionando mais como justificativa para a aventura do que como algo realmente desenvolvido pelo roteiro. A inclusão de uma trama envolvendo tráfico de drogas também parece deslocada. Em vez de surgir naturalmente da história, o elemento funciona como uma tentativa de aumentar as apostas e tornar a situação mais perigosa. O resultado é uma narrativa que acumula conflitos, mas não consegue transformar essa escalada em tensão de verdade. No fim, A Queda 2: No Limite ainda consegue entreter em alguns momentos, especialmente para quem compra a proposta de acompanhar mais uma aventura de sobrevivência. O problema é que, quando comparado ao primeiro, o longa parece menos interessado em encontrar uma identidade própria do que em reproduzir uma experiência que já funcionou. A torre mudou, mas o filme não encontra uma maneira convincente de fazer com que o público sinta novamente aquele medo de olhar para baixo. Nota: 1,5/5
- Crítica | O Rei Da TV
Guilherme Reis, que interpreta essa versão adolescente, nos mostra um Silvio diferente da persona que Ela humaniza a figura de Abravanel, fazendo dele uma pessoa comum, que “compra” seus adversários e críticos Um dos defeitos da obra se dá pela passagem de tempo, a série parece ignorar datas que ela mesma mostra
- Crítica | Willow (1ª temporada)
Willow por vezes como um coadjuvante já era aparente no filme original, mas aqui se torna um problema crítico em obras como 'Game of Thrones' e 'The Rings of Power', não são poucos os momentos em que a série se mostra
- Crítica | Amores Materialistas
; e (3) escrita e dirigida por Celine Song, que também escreve e dirige o belíssimo Vidas Passadas (2023 Agora, sentada diante do computador, percebo que o que me sai não é exatamente uma crítica — é um desabafo resultado é uma tentativa de comédia romântica que não diverte, um drama romântico que não emociona, e uma crítica Ao escrever essa crítica, me pego questionando: será que, sem expectativas, eu teria gostado do filme Em 2025, nenhum filme começa ou termina na sala de cinema — o entorno faz parte da experiência.
- Crítica | Godzilla Minus Zero
sobretudo as produções envolvendo Godzilla), Yamazaki amplia o escopo ao inserir pelo menos mais um monstro bomba atômica no Japão não é uma surpresa para ninguém, mas é até surpreendente o quanto Yamazaki se mostra incisivo e crítico à essa presença americana no país mesmo após a guerra (o que cria uma curiosa ligação estrutura de Minus One, sobretudo no que tange às grandiosas sequências de destruição por parte do(s) monstro inegável que, quando o filme enfim entrelaça essas duas escalas – a micro dos humanos e a macro dos monstros
- Crítica | Succession (4ª temporada)
sucessor (ou sucessora) se torna praticamente impossível de prever; e ao mesmo tempo, cada alternativa se mostra E Jeremy Strong, em meio às piadas e críticas ao seu Método de Atuação, entregou o personagem mais complexo O segredo do seu sucesso estava em, ao direcionar seu olhar crítico e satírico aos 1%, jamais negar sua
- Crítica | O Melhor Amigo
Gabriel Fuentes apresenta completa desenvoltura e se mostra tão à vontade no volátil personagem que não
- Crítica | Plano 75
Uma premissa tão absurda quanto real é tratada sob uma ótica sensível, mas limitada Foto: Divulgação Há lugar para o envelhecimento no nosso mundo contemporâneo? Basta ver comentários no Twitter que tratam a chegada dos 30 anos como o fim de nossas vidas (como se vivêssemos na Idade Média) para ver que o ato de envelhecer é quase imperdoável, desembocando em um etarismo explícito. Considere então o cenário do Japão, que possui a população que envelhece mais rápido no mundo, o que obviamente se traduz em gastos previdenciários. É nesse cenário que Plano 75, de Chie Hayakawa, se desenrola, nos apresentando um futuro (ou presente) distópico onde o governo japonês impõe o plano do título, o qual dá a opção de todos os idosos com 75 anos ou mais escolherem como morrer. O filme segue três histórias distintas que se entrecruzam. Temos Mishi Kakutani (Chieko Baisho), uma funcionária de um hotel que está chegando aos seus 80 anos e tenta a todo custo prosseguir com sua vida, mesmo com o peso da idade e as dificuldades de viver numa sociedade cada vez mais etarista. Já Himoru Okabe (Hayato Isomura) é um orgulhoso funcionário do Plano 75, mas que se vê assombrado pelo retorno de uma figura do seu passado que deseja receber os benefícios do plano para morrer. E Maria (Stefanie Arianne) é uma imigrante filipina que deseja ter as melhores condições para custear uma delicada cirurgia para sua filha, e que por isso passa a trabalhar num dos crematórios vinculados ao plano. O que mais chama a atenção em Plano 75 é a sutileza e sensibilidade com a qual o filme trata essa temática, e nisso residem suas forças — mas também suas fraquezas. Ao apostar no drama dos personagens e em uma estética naturalista, Hayakawa torna esse cenário tão absurdo e eugenista muito mais real do que poderíamos imaginar, o tipo de coisa que facilmente se veria no capitalismo pós-moderno que desumaniza cada vez mais os indivíduos. O roteiro, co-escrito por Hayakawa e Jason Gray, evita verborragias didáticas para pintar muito sutilmente este universo, em especial no bloco de Kakutani, onde vemos diversas situações em que essa personagem sofre na pele as marcas do etarismo até que ela se veja tão sufocada que não lhe resta alternativa exceto recorrer ao plano. Foto: Divulgação É esse bloco, aliás, o grande destaque do filme, muito por causa da atuação contida, mas singela, de Baisho, que reflete a dignidade, a dor, as alegrias e tristezas que permeiam sua personagem. Há um latente senso de sobrevivência que a instiga a continuar lutando, mesmo que não haja mais espaço para uma pessoa da sua idade naquela sociedade, e por isso nos pegamos torcendo para que ela não escolha morrer. Em especial, a introdução de uma atendente do plano (Yuumi Kawai) cujo papel é “confortar” Kakutani e garantir que ela siga o processo sem desistir de morrer amplia ainda mais os dilemas éticos sugeridos pelo filme — com direito a uma rápida, mas impactante, quebra da quarta parede que nos provoca enquanto espectadores em relação a esse dilema. Infelizmente, a força desse bloco não é encontrada nos outros dois, mesmo que estes possuam suas próprias agendas. Há até um drama sincero no arco de Okabe, mas o de Maria é o mais deslocado e mal-trabalhado dos três. Embora eles tenham seu papel de ampliar os olhares a respeito do universo em que o filme se situa (uma das melhores cenas é aquela em que Okabe descobre o que é feito às cinzas dos idosos cremados), o longa não consegue sustentá-los com a mesma elegância e fluidez do que vemos no bloco de Kakutani. Assim, fica a percepção de que Plano 75 só consegue aproveitar a riqueza da sua premissa até certo ponto, justamente porque escolhe se ancorar em seus personagens — e em apenas um deles temos uma potencialidade dramática que nos permite navegar nesse ambiente tão moralmente complexo e perturbador. Mas de maneira paradoxal, muitas das forças do filme advêm dessa escolha narrativa, especialmente quando o olhar é dirigido à sua protagonista idosa. E que bom ver uma atriz como Baisho dar conta do papel, mostrando que talento é uma coisa que não se perde com a idade. Num mundo tão etarista (e isso inclui a própria indústria do cinema), essa lição bem que podia ser posta em prática. Nota: 3,5/5
- Crítica | Querida Zoe
Uma história de amadurecimento juvenil com altas doses melodramáticas Foto: Divulgação A partir desta quinta-feira (20), o Festival Filmelier no Cinema chega a diversos cinemas no Brasil com sessões exclusivas de longas ainda não lançados no país. O Festival é uma realização do Sofá Digital e da Synapse Distribution e trouxe filmes como Herói de Sangue, Blue Jean, Tesla - O Homem Elétrico, a comédia nacional Barraco de Família e o coming-of-age Querida Zoe. Estrelado por Sadie Sink (de Stranger Things), Querida Zoe foi produzido no ano passado e conta a história de Tess, uma jovem que sofre uma terrível perda em sua família e, tentando superar o luto, ela se aproxima de seu pai biológico e encontra nele um inesperado apoio. O drama é dirigido por Gren Wells e é uma adaptação do romance homônimo de 2005 de Philip Beard. É possível perceber como a história segue esse padrão de romances literários juvenis desde os seus primeiros minutos. Portanto, quem já está acostumado com as artimanhas do gênero, acaba decifrando seus principais plot twists e detalhes de enredo durante o decorrer do longa. Porém, isso não chega a ser um problema que impeça o telespectador de assistir a Querida Zoe, que acerta também na duração da história com 1h34 de duração. Foto: Divulgação Um ponto positivo no longa é, sem dúvidas, o seu elenco. Sadie é uma atriz jovem muito competente e consegue transpor na tela os sentimentos mais fortes do luto após a perda da sua irmã mais nova. Além disso, Tess é uma adolescente que precisa lidar com todas as questões da juventude e se adaptar à nova realidade com o seu pai biológico e Sadie faz isso muito bem. Outro destaque é a atriz Jessica Capshaw (a Arizona, de Grey’s Anatomy) que interpreta a mãe da protagonista. Jessica faz uma mãe enlutada e deprimida de uma forma muito real e sensível e suas cenas com Sadie são as melhores do filme. Narrativamente falando, Querida Zoe abraça os tons do melodramático e entrega uma história bem no estilo sessão da tarde e é nesse exagero em tentar emocionar a todo custo o telespectador que o longa se perde em diversos momentos. Errando o tom também na trilha sonora que parece uma playlist juvenil, o filme, apesar disso, tem suas particularidades e traz boas reflexões sobre família e luto. No mais, Querida Zoe é uma boa pedida para quem gosta de filmes no estilo Lifetime de ser e, principalmente, para quem curte o trabalho promissor de Sadie Sink. Nota: 3/5
- Crítica | To Leslie
Uma válida história de redenção, mas que não diz muito mais do que já sabíamos Foto: Divulgação Seis anos após ganhar na loteria, Leslie (Andrea Riseborough), uma mãe solo de um pequena cidade no interior do Texas, acaba perdendo tudo para o alcoolismo. Leslie havia abandonado todos, inclusive seu filho adolescente, a quem recorre inicialmente quando foi expulsa do lugar onde vivia. James (Owen Teague), agora um homem, tenta ajuda-la, mas as constantes recaídas de sua mãe acabam desapontando o rapaz e fazendo Leslie voltar para sua cidade natal e confrontar seu passado. Baseado em fatos verídicos, o filme ganhou maior notoriedade por causa da polêmica envolvendo a campanha de indicação de Riseborough ao Oscar de Melhor Atriz, porque provavelmente sem isso ele não chamaria muita atenção. Não que seja ruim, longe disso, mas não consegue se sobressair entre tantos outros que tratam do mesmo tema. Seu trunfo maior está, de fato, na performance magnética de Riseborough. Ela consegue nos fazer navegar por um mar de sentimentos em relação a sua personagem, uma mulher maltratada pela vida, mas que maltratou tantas pessoas que passaram pela sua. Ela nos faz sentir raiva, decepção e finalmente empatia, no seu árduo processo de sobriedade. Leslie ganhou 190.000 dólares, perdeu o dinheiro e ela mesma pelo caminho. Leslie volta à cidade quando seu filho a expulsa e ele busca antigos amigos dela para ajudá-la. É ai que entram Allison Janney e Stephen Root, dois ótimos atores com potenciais desperdiçados. Root é Dutch, que está mais propenso a dar uma nova chance a Leslie, já Janney é Nancy, que faz o papel da amiga magoada e que joga verdades na cara de Leslie sempre que possível. É como se a personagem tivesse uma nota só e apenas no final ela demonstrasse um pouco mais de complexidade. É um filme sobre Leslie, claro, mas isso não é significa que os outros personagens não devam ser trabalhados. Foto: Divulgação O roteiro, ainda que percorra por todos os caminhos já esperados, nos escancara essa mulher tão cheia de falhas, que cometeu tantos erros e paga um preço alto por eles. Não fui atrás da história em que é baseado, porque queria me ater ao que vi em tela. O longa muda um pouco de tom quando surge Sweeney (Marc Maron), um gerente de um hotel de beira de estrada que quer ajudar Leslie ainda que ela não queira ser ajudada. É um tipo comum em filmes assim, pois são motores que levam a protagonista a chegar onde o roteiro almeja: a redenção. Na primeira metade do longa, em que Leslie vai cometendo sua sucessão de erros, há um pouco do fator surpresa, mas a medida que vai se desenrolando, é como se eu soubesse o que aconteceria a cada nova cena. Sweeney surge como um farol para uma mulher completamente perdida e dali é que se pode haver esperança. Ele não quer saber quem ela foi, quer saber quem ela ainda pode ser. A atuação e o carisma de Maron conseguem elevar o seu personagem e nos faz torcer por um final feliz. Michael Morris tem um forte controle da direção. O tom é mais intimista, porque afinal é sobre aquela mulher e aquela jornada. Leslie achou que tinha a maior sorte do mundo ganhando aquele dinheiro que ela não soube manter, mas em uma mensagem mais otimista e um tanto clichê, o que ela precisava mesmo, o dinheiro não podia comprar. Não é um filme inesquecível, mas o que ele se propõe a fazer, faz bem feito em sua maior parte. Talvez dure um pouco mais do que o necessário, e uma edição melhor poderia trazer mais dinamismo, mas não é algo que chegue a atrapalhar. Vale a pena ser visto, se emocionar e torcer por Leslie, porque às vezes tudo o que a gente precisa é de uma boa e velha história de superação. Nota: 3,5/5
- Crítica | O Meme do Mal
é o que torna o filme dispensável e desinteressante, criando uma explicação rasa para a aparição do monstro
- Crítica | O Contador 2
Mesmo tendo sido lançado em 2016, o primeiro longa-metragem da franquia possui um charme pré-moldado uma surpresa que causasse um impacto ou quebra de expectativa no público, como acontece no longa de 2016












