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Resultados da busca por "crítica mostra 2026"

1329 resultados encontrados para "crítica mostra 2026"

  • Crítica | Todo Menos Você

    Comédia romântica completa o bingo dos clichês, mas se sustenta pela sintonia do casal Foto: Divulgação Após um primeiro encontro cativante, Bea (Sydney Sweeney) e Ben (Glen Powell) descobrem que sua paixão ardente inicial inexplicavelmente se transformou em um mal-entendido gelado. No entanto, o destino intervém: reunidos novamente em um casamento australiano dos sonhos, eles optam por uma farsa de união. Mas as faíscas reacendem em meio ao cenário ensolarado, forçando-os a confrontar seus verdadeiros sentimentos e abraçar uma possível segunda chance. Não tem qualquer cena ou desfecho que eu possa descrever aqui, o que eu não vou fazer, que possa estragar qualquer surpresa, porque é tudo muito clichê. Personalidade confrontantes, encontro com as famílias e vários parentes com falas constrangedoras, fingir estarem apaixonados para superar um grande acontecimento... o gabarito já está escrito nas paredes das mais antigas cavernas da Hollywood desde a pré-história. Então o que o torna de alguma forma diferente de todos as outras incontáveis comédias românticas já feitas em Hollywood. Resposta: a química entre os atores (chame do que quiser, conexão, afinidade, etc). Por mais que um par de atores consiga expressar as mais diversas emoções em cena, existe uma nuance orgânica no olhar que transpassa as palavras ensaiadas de um roteiro. E não estou querendo implicar qualquer coisa que já tenha sido implicado pelas bocas malditas da mídia rasa, mas falo de cumplicidade, de saber que aquele trabalho foi, antes de qualquer coisa, divertido para as partes envolvidas. Foto: Divulgação Por mais que o roteiro não levante qualquer reflexão ou traga situações novas (sim, é um roteiro progressista com um casamento lésbico interracial como plano de fundo, mas até isso se camufla no contexto geral da narrativa) e diferentes da cartilha, o charme e carisma de Sydney e Glen cria os muitos bons momentos do filme – pelo menos bem mais do que eu estava esperando – para além daqueles em que eles simplesmente estão exibindo seus belos e definidos corpos, coisa que diretor Will Gluck não faz o menor esforço para fingir não ser de propósito. E o físico é sempre um ponto que o diretor gosta de explorar. Todos as outras comédias que passaram pela mão dele têm cenas onde o trabalho de corpo é tão importante quanto o “humor verbal” por assim dizer. Em resumo, é o famoso filme para aceitar demais e pensar de menos. E quer saber? Se for crime as vezes gostar de ver um casal hétero no mais alto padrão de Hollywood sendo completamente deslocado da realidade e enfrentando os mais altos problemas de branco que a atualidade pode oferecer, estando o mais distante possível de quaisquer abordagens sociais relevantes e trocando carícias, pode me prender. Nota: 3/5

  • Crítica | Ghosted: Sem Resposta

    Se o maior problema fosse a falta de respostas ainda se salvaria algo Foto: Divulgação Quando vi que a maravilhosa Ana de Armas estaria em mais um filme de ação logo pensei: será que dessa vez vem um baita acerto ou um erro? Minhas expectativas aumentaram ainda mais quando soube que ela estaria contracenando com Chris Evans, já que a dinâmica entre os dois foi algo que deu muito certo anteriormente, afinal atuaram juntos em Entre Facas e Segredos e mostraram que a relação entre eles na tela é muito boa. Contudo, depois de ver os primeiros trailers e pôsteres a vontade de ver o longa caiu vertiginosamente, mas ainda assim eu esperava genuinamente que o carisma dos protagonistas salvasse o longa, por isso fui ver com o coração aberto - mas sem esperar muita coisa - e mesmo assim o resultado foi desastroso. Em Ghosted: Sem Resposta acompanharemos Cole, um fazendeiro certinho, que em um dia normal de trabalho conhece e logo se apaixona por Sadie, uma misteriosa e enigmática agente da CIA. Com um primeiro encontro bem característico do cinema, em um dia inteiro repleto de risadas, conversas, refeições e afinidade, Cole vai para casa iludido e cheio de esperanças que o relacionamento dará certo. Ele não contava, porém, que Sadie não daria qualquer notícia ou responderia suas mensagens. Depois de ir atrás de sua amada em outro país, o fazendeiro - obviamente - é sequestrado e descobre que Sadie é na verdade uma agente secreta temida por muitos, em uma importante missão para salvar o mundo de uma grande ameaça. Pois é, mais clichê impossível. Aposto que você deve estar pensando que já viu várias histórias parecidas por aí, e isso provavelmente é verdade. Tudo aqui é reciclado de outras produções, como Sr. e Sra. Smith ou Encontro Explosivo. Algumas coisas me fazem pensar que esse filme poderia facilmente ter sido escrito por uma IA e ninguém duvidaria. Desde a trama, de salvar o ingênuo parceiro em apuros que em algum momento também fará parte da aventura, até os personagens secundários extremamente vazios, rasos e sem qualquer desenvolvimento. Foto: Divulgação O diretor, Dexter Fletcher, já conhecido pelo excelente trabalho que fez com o maravilhoso Rocketman desandou bonito com esse aqui, e teve sua assinatura bem apagada e sem qualquer traço de personalidade característico de seus projetos. As cenas de ação são bem engessadas e não fogem do mesmo, a comédia jogada na tela a todo momento fala muito mais alto do que a ação em si, mas utiliza um roteiro simples e pouquíssimo inspirado para isso. O pouco que consegue se salvar ainda é a dupla de atores que se destacam individualmente e até são carismáticos, mas conjunto se esforçam pra emplacar esse romance que, sinceramente, não convence e resulta em um casal sem química alguma. A comédia romântica de ação em questão está longe de ser ótima, mas quando é levado em conta aquilo que ela se propõe a ser, e sem qualquer pretensão de se levar a sério, até consegue divertir e entreter em alguns momentos pontuais. Não apresenta nada de novo ou surpreendente, muito menos algo que revolucionará o gênero, mas se você fizer um esforço de esquecer a ação e for só pela comédia cafona quem sabe você ainda possa se divertir um pouquinho. Nota: 2,5/5

  • Crítica | Império da Luz

    Um filme que tenta ser várias coisas e falha em quase todas elas Foto: Divulgação Na esteira de longas autobiográficos e/ou descritos como “cartas de amor ao cinema” (um termo que cada vez menos me soa um elogio), Império da Luz traz um Sam Mendes se rendendo à nostalgia, evocando o início turbulento dos anos 1980 na Inglaterra para interconectar uma série de temas: um estudo de personagem da protagonista vivida por Olivia Colman, as tensões raciais do período e uma ode ao poder transformador do cinema. Colman dá vida a Hilary Small, a gerente de um cinema decadente, o Empire, localizado numa cidade costeira. Pelos primeiros 15 minutos somos apresentados à deprimente vida de Hilary: ela esteve internada em um hospital psiquiátrico, está tomando remédios para controlar as oscilações de humor, tem um caso com seu chefe e, mesmo trabalhando num cinema, não vê os filmes exibidos. Tudo muda quando ela conhece o novo funcionário, Stephen (Micheal Ward), um filho de imigrantes negros caribenhos, e o romance aflora entre os dois, embora ameaçado pelas instabilidades emocionais de Hilary e a tensão racial que afeta duramente o rapaz. Norteado inicialmente pelo drama romântico do casal, Império da Luz não demora a tentar ser outras coisas, conforme mostrado no parágrafo inicial. Mas o roteiro, assinado pelo próprio Mendes, logo revela suas vulnerabilidades, como se ele tentasse equilibrar várias bolas no ar e deixasse quase todas cair no chão. A premissa sugere a tal “carta de amor ao cinema”, o que é amplificado pela locação, magistralmente trabalhada pela direção de arte para retratar tanto a opulência quanto a decadência do Empire, bem como pela fotografia do sempre brilhante Roger Deakins (embora sua abordagem mais estilizada pareça fora de lugar aqui). Entretanto, o filme está sempre se recusando a mostrar os filmes em exibição, mesmo os mencionando aos montes, o que soa uma decisão no mínimo incoerente. Embora seja apresentada a justificativa de que a protagonista não assiste esses filmes, logo fica claro que é uma desculpa rasa para forçar uma certa catarse que vem no último ato (a qual não pude deixar de associar com a controversa cena final de Babylon, esta muito mais coesa com o filme em questão). Foto: Divulgação Aliás, “raso” é um adjetivo pertinente para o filme, o que é esperado dada a quantidade de temas que quer abordar sem nunca se aprofundar de fato neles. A abordagem do racismo é simplesmente desastrosa: tal qual Green Book, a escolha de tratá-lo pela ótica da personagem branca, tratando-a como ingênua e ignorante a respeito dos males do preconceito — enquanto trata o personagem negro mais como um totem do que como uma pessoa de verdade em alguns momentos — se revela uma decisão covarde de um homem branco e privilegiado, que parece ter descoberto apenas recentemente que é branco e privilegiado. Da mesma forma, há algum interesse em trazer também uma discussão sobre desigualdade de gênero, mas esta fica limitada a frases vociferadas pela personagem de Colman e pelo antagonista medíocre vivido por Colin Firth, sem nunca ir além disso. É nítido que o viés habitualmente estilizado de Mendes trabalha contra sua própria obra, revelando uma abordagem higienizada e embelezadora dos temas que se propõe a discutir. A única razão pela qual o filme não chega a ser um desastre completo é a força das atuações de Colman e Ward. Ela é uma das melhores atrizes de sua geração, e consegue fazer o que o roteiro é incapaz de dizer, incorporando as diversas facetas da sua personagem desequilibrada e trágica. Seus momentos explosivos e desvairados poderiam soar como caricaturais e forçados na mão de atrizes menos talentosas, mas nas mãos dela soam poderosamente naturais e críveis. Já Ward traz uma performance mais contida, mas que consegue se elevar para além do papel de totem que lhe é imposto pelo roteiro. Ainda assim, se é para vê-lo como um imigrante afro-caribenho fã de reggae na Inglaterra dos anos 1980, recomendo assisti-lo em Lovers Rock, de Steve McQueen, um filme que faz muito mais jus ao seu talento e carisma do que este aqui. Na safra de filmes feitos para premiações (os famosos “Oscar baits”), Império da Luz é um dos mais dolorosamente óbvios que vi em muito tempo. Em tese, tem muito ao seu favor — um diretor, equipe de produção e elenco oscarizados, além de temas que demonstram ser relevantes e a tal capacidade “metacinematográfica” que é irresistível a Hollywood. Mas, embora Colman e Ward brilhem e deem seu melhor, eles não podem fazer o filme ser mais do que é: uma obra rasa, ingênua e malconduzida, que na tentativa de dizer algo sobre vários assuntos pertinentes acaba dizendo pouco ou quase nada além do que saibamos e que já não tenhamos visto em obras melhores. É um filme cheio de boas intenções, mas parafraseando o velho ditado: de boas intenções as premiações estão cheias. Nota: 2/5

  • Crítica | A Fera do Mar

    Divulgação Indicado ao Oscar na categoria de Melhor Animação, o longa A Fera do Mar foi lançado em 2022 história, somos introduzidos a um mundo onde os grandes heróis da sociedade são os famosos caçadores de monstros , crianças e jovens vivem cercados de histórias sobre as mitologias e lendas desses caçadores e dos monstros Sendo protegida pelo marinheiro Jacob, Maise acaba descobrindo que as histórias que tratam os monstros

  • Crítica | Homem com H

    Mesmo num molde já conhecido, filme cria bons momentos e Jesuíta Barbosa conduz com maestria. Divulgação Cinebiografia de Ney Matogrosso, Homem com H apresenta a intensa trajetória do artista desde a infância até se tornar uma das grandes figuras da música e cultura brasileiras. O filme acompanha a origem em Bela Vista no Mato Grosso do Sul e os constantes embates familiares em razão dos preconceitos de seu pai. Ao sair de casa e se mudar para São Paulo, Ney dá início à sua carreira artística. Com uma voz única e uma veia criativa e performática inesquecível, Ney Matogrosso compõe um terço da banda Secos & Molhados e enfileira sucessos como Rosa de Hiroshima e Sangue Latino em meio à repressão da ditadura militar. Passando por cada fase de sua carreira, Homem com H conta a história de vida de um ícone artístico, demonstra sua identidade revolucionária e arrebatadora, seu ímpeto libertário e sua inconfundível presença de palco. Homem com H não foge do modelo preestabelecido de cinebiografias que evitam recortes menores da vida de uma personalidade e escolhem dar conta de várias etapas nos limitados minutos de sua duração. Isto implica que inevitavelmente alguns tópicos serão mais aprofundados que outros, e que nem todos os personagens secundários terão a mesma atenção no texto. Mesmo assim, o longa consegue equilibrar vários pratos, de várias vertentes artísticas e pessoais, sem deixar nenhum cair e não deixa assuntos pelo caminho, conseguindo fechar as sub-narrativas precisamente. O cineasta Esmir Filho consegue, mesmo dentro dessa estrutura preconcebida, criar sequências bastante originais, embora deixe claro em alguns momentos suas referências, dando sempre um frescor à narrativa. O texto consegue acompanhar a inquietude de Ney desde sua infância, com muito abuso físico de seu pai, até sua vida adulta cheia de conquistas. E visual também fica à altura da genialidade do artista-protagonista. Esmir escolhe sempre mostrar as inspirações e motivações de Ney de forma clara, porém não explícita ou expositiva demais, elas são costuradas em meio aos números musicais e situações pinçados para apresentarem determinados contextos. Divulgação Jesuíta Barbosa não entrega nada menos que um trabalho irretocável. Constantemente falo isso em textos sobre cinebiografias, mas fico sempre com um pé atrás quando sei que vou assistir a um filme onde a figura retratada é conhecida por ter traços artísticos ou de personalidade facilmente identificáveis e que costumam ser replicados nas mais diferentes abordagens, positivas ou negativas. Mas o trabalho de Jesuíta nunca soa mimético, desrespeitoso ou artificial, é uma atuação estudada, empolgada e emocionada. O ator sabe ser visceral, delicado e sentimental, na voz, no olhar e especialmente no corpo, três elementos importantíssimos na contação da história. Grande trabalho dos coadjuvantes que dão as cores e os tons aos mais diversos acontecimentos de uma vida cheia de pontos altos. No mais, o filme consegue deliciar e emocionar o espectador com um enredo bem desenhado e uma figura infalível. Se nada descrito for o suficiente, apenas o fato de poder ouvir algumas das mais icônicas canções da música popular brasileira deveriam bastar para a representação de um filme básico. Ainda bem que ele vai muito além disso. Nota: 3,5/5

  • Crítica | F1 – O Filme

    Em 2022 dirigiu o sucesso de bilheteria Top Gun: Maverick, continuação do cultuado Top Gun - Ases Indomáveis

  • Crítica | Só Se For Por Amor (1ª Temporada)

    tornou conhecido por 'Chiquititas', vem crescendo cada vez mais no cenário do audiovisual, e aqui ele mostra

  • Crítica | Gran Turismo - De Jogador a Corredor

    Baseado na história real de Jann Mardenborough, aqui interpretado por Archie Madekwe, a trama mostra Harbour segue a linha do “treinador durão de bom coração” e mostra que sabe ir além do clichê, dando

  • Crítica | A Noite do Dia 12

    misoginia e feminicídio com um olhar burocrático Foto: Divulgação Exibido no Festival de Cannes de 2022 É um filme que carrega bons momentos isolados, mas no geral se mostra uma experiência morna, prejudicada

  • Crítica | Estranho Caminho

    aqui também), e Carlos Francisco vem de Marte Um, o filme escolhido para tentar uma vaga no Oscar em 2023 O David de Lucas puxa o peso e a responsabilidade para o ator, que mostra com muita competência todo

  • Filme sergipano é premiado na 28ª Mostra de Cinema de Tiradentes

    Como crítico de cinema, é filiado à Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema. Divulgação: Um Minuto é uma Eternidade para Quem Está Sofrendo (2025) Outros vencedores da Mostra A Mostra Eleito pelo júri oficial, formado por críticos, o filme conta a história de um velho ator afastado dos Formação (Filmes Universitários): • Desconstruindo Lene, de Guilherme Maia (BA) Prêmio da Crítica (Abraccine – Associação Brasileira de Críticos de Cinema) – Mostra Autorias: • Parque de Diversões, de Ricardo

  • Crítica | O Urso (4ª temporada)

    Partindo do suspense que fechou a temporada passada, sobre a crítica culinária que poderia definir o Uma das principais críticas que vejo à O Urso é o pouco avanço da sua trama principal, crítica esta acentuada Da mesma forma, Ayo Edebiri mostra mais uma vez que é uma das maiores da sua geração, com um timing cômico Nota: 4.5/5 Notícias, Críticas e Dicas: se inscreva no canal do Oxente Pipoca no WhatsApp

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