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- Crítica | Vidas Bandidas (Minissérie)
Outra coisa que me propus a fazer por volta de 2020, foi não ler mais sinopse ou ver trailers antes de dois cineastas argentinos que foram diretores de criação de Desejos S.A., outra série Star lançada em 2024
- Crítica | DOM (2ª temporada)
Criada por Breno Silveira, que faleceu em maio do ano passado, e lançada em 2021, a série nacional do
- Crítica | Enxame (1ª temporada)
Dominique Fishback é, definitivamente, um nome a ficar atento para o Emmy 2023.
- Crítica | O Clube da Meia-Noite
Mais um acerto de Mike Flanagan. Divulgação: Netflix Na última semana, a Netflix lançou mais um trabalho do cineasta Mike Flanagan. Depois das ótimas “A Maldição da Residência Hill”, “A Maldição da Mansão Bly” e “Missa da Meia-Noite”, foi a vez de “O Clube da Meia-Noite” chegar na plataforma. Adaptado do livro infanto-juvenil homônimo do autor Christopher Pike, a trama traz para o protagonismo sete jovens com doenças terminais que passam os seus últimos dias de vida em uma casa chamada Brightcliffe, uma espécie de asilo para pessoas que estão em um estado irreversível. Acompanhamos, primeiramente, Ilonka. A jovem estava a caminho de se formar e frequentar Harvard quando descobre que está em estado terminal e nove meses depois, quando seu tratamento para de funcionar, os médicos declaram que ela já não tem muito tempo. Desesperada para encontrar uma cura para si mesma, Ilonka se depara com o local, intrigada com a história de uma garota chamada Julia Jayne, que entrou em Brighcliffe com uma doença terminal e saiu curada após seu misterioso desaparecimento de uma semana. Em Brightcliffe ela conhece Anya, Kevin, Sandra, Chris, Cheri, Amesh e Natsuki e toda meia-noite, o grupo se reúne para contar histórias assustadoras entre eles. Uma noite, eles decidem fazer um pacto para que o primeiro a sucumbir a doença seja responsável pela comunicação com os outros no além. Trazendo rostos já conhecidos de suas outras séries e novos jovens talentos, “O Clube da Meia-Noite” impressiona desde o seu início ao apostar em uma temática delicada de uma forma raramente proposta antes. São jovens que estão prestes a morrer por uma doença incurável e que possuem uma relação diferente com a morte e o sofrimento. Além disso, ela também cria um subcontexto muito interessante com os paralelos dos acontecimentos na casa e nas histórias contadas pelos garotos no clube. Por isso, sem dúvidas, o principal trunfo da série é o elenco jovem que consegue dar conta de diversas narrativas paralelas com interpretações diferentes. São nessas histórias que conseguimos ver as nuances de uma história muito complexa, que utiliza-se de fábulas para fazer alegorias sobre o medo, amor, sofrimento, luto, fé e a complexidade humana. Além de tudo, “O Clube da Meia-Noite” foca especialmente no drama e na discussão sobre saúde mental dos adolescentes, deixando o terror para os jumpscares que aparecem em alguns momentos. Com um ótimo gancho para uma segunda temporada (talvez, quem sabe), com “O Clube da Meia-Noite” temos a certeza que Mike Flanagan é um dos melhores contadores de histórias de terror no formato seriado que temos no momento. Nota: 4/5
- Crítica | Euphoria (3ª temporada)
No fim, o maior excesso da série foi acreditar na própria genialidade. Divulgação Quando estreou em 2019, Euphoria parecia destinada a se tornar uma das séries definidoras de sua geração. A produção da HBO foi celebrada por abordar dependência química, saúde mental, sexualidade e violência juvenil sem o verniz moralista que costuma acompanhar esse tipo de narrativa. Havia excessos, claro, mas eles existiam a serviço de personagens complexos e emocionalmente devastados. Seis anos depois, a terceira e última temporada encerra a trajetória da série de forma melancólica, não pelos destinos de seus personagens, mas pela constatação de que talvez Euphoria nunca tenha sido tão profunda quanto acreditávamos. O maior problema desta temporada é o vazio. Um vazio tão evidente que faz o espectador revisitar a própria memória afetiva da série. Os episódios se arrastam em narrativas superficiais, diálogos que parecem rascunhos e conflitos que se repetem sem evolução significativa. O resultado é uma temporada que frequentemente se sustenta apenas pelo talento de seu elenco, obrigado a tirar leite de pedra de um material dramaticamente raso. O salto temporal proposto por Sam Levinson parecia uma oportunidade natural para amadurecer a série. Os personagens deixaram a escola para trás e agora tentam sobreviver à vida adulta. Na prática, porém, pouca coisa mudou. O cenário é diferente, mas os personagens continuam presos às mesmas dinâmicas emocionais de anos atrás. Rue, interpretada por Zendaya, segue lutando contra a dependência química em uma narrativa que gira em círculos. Cassie, vivida por Sydney Sweeney, passa a explorar a venda de conteúdo adulto, um arco que poderia render discussões interessantes sobre exploração, autonomia e sexualização feminina. No entanto, Levinson reduz a personagem a uma sucessão de humilhações e cenas grotescas. É impossível ignorar como a misoginia atravessa toda a temporada. Mulheres continuam sendo filmadas, escritas e posicionadas como objetos de desejo, degradação ou punição. O problema não é mostrar personagens femininas em situações extremas. O problema é que a série parece incapaz de enxergá-las para além disso. Divulgação A sensação é semelhante àquela provocada por The Idol, também criada por Levinson. Na ocasião, a série pretendia denunciar mecanismos de exploração da indústria do entretenimento enquanto transformava sua protagonista em um objeto vazio, definido apenas pelos desejos e manipulações dos homens ao seu redor. Em Euphoria, o padrão se repete. Existe uma tentativa constante de vender sofrimento como profundidade e degradação como complexidade psicológica. O arco de Cassie exemplifica perfeitamente essa limitação. O que poderia ser uma discussão sobre vulnerabilidade emocional, exposição digital e autoestima se transforma em uma sequência constrangedora de imagens que parecem existir apenas para chocar. Há momentos em que a personagem surge em fantasias visuais absurdas, incluindo versões gigantes de si mesma com os seios em destaque ou encenações infantilizadas de forte conotação sexual. Não há reflexão. Não há desenvolvimento. Existe apenas o desejo de provocar reação. E essa talvez seja a maior armadilha da temporada. Levinson parece acreditar que qualquer imagem extrema automaticamente possui significado. Cobras, dedos decepados, explosões de violência e sequências sexuais intermináveis surgem como se fossem capazes de preencher os buracos do roteiro. Não são. As influências de Quentin Tarantino aparecem em diversos momentos, mas sem o domínio narrativo necessário para sustentá-las. O que deveria soar estilizado frequentemente provoca constrangimento. A violência surge sem peso dramático. O choque aparece sem contexto. A provocação existe sem qualquer elaboração posterior. O mais curioso é que o mundo mudou muito mais do que Euphoria durante os quatro anos que separaram esta temporada da anterior. Seu público amadureceu. Seus atores cresceram profissionalmente e se tornaram estrelas muito maiores do que a própria série. Zendaya consolidou-se como uma das atrizes mais relevantes de sua geração. Sydney Sweeney tornou-se um fenômeno da indústria. Jacob Elordi e Hunter Schafer expandiram suas carreiras para além dos corredores da escola. Ao reuni-los novamente, Levinson parece menos interessado em concluir suas jornadas do que em submetê-los a uma espécie de ritual de desgaste emocional. Como se a série se recusasse a aceitar que aqueles personagens já deveriam ter seguido em frente. É uma reunião de ex-alunos para a qual ninguém realmente queria voltar. Se existe algo digno de destaque nesta reta final, está nas atuações. Adewale Akinnuoye-Agbaje entrega um Alamo magnético, capaz de capturar a atenção mesmo quando o material ao seu redor desmorona. Sua presença impõe uma tensão que o roteiro raramente consegue construir sozinho. O retorno de Colman Domingo também funciona como um lembrete doloroso do que Euphoria já foi capaz de realizar quando permitia que seus personagens respirassem. Talvez por isso o desfecho seja tão frustrante. Porque não estamos falando de uma série medíocre desde o início. Estamos falando de uma produção que entregou alguns dos episódios mais interessantes da televisão recente, como o especial focado em Jules e sua sessão de terapia, capaz de explorar identidade, afeto e autoconhecimento com uma sensibilidade que parece impossível de encontrar nesta temporada final. Euphoria termina como uma caricatura de si mesma. Uma série que confundiu intensidade com profundidade, sofrimento com desenvolvimento e choque com relevância. O que antes parecia um retrato brutal da juventude contemporânea acaba reduzido a um desfile de excessos vazios. No fim, resta a sensação de que os melhores momentos de Euphoria pertencem a uma série que já não existe há muito tempo. Nota: 0.5/5
- Crítica | Garotos de Bem (La Scuola Cattolica)
Um caso de 1975 que poderia muito bem se passar em 2022. Edoardo Albinati traz sua própria experiência na escola, reflexões sobre sua adolescência e críticas A história de “Garotos de Bem” retrata um caso de 1975 que poderia muito bem se passar em 2022.
- Crítica | Herança de Narcisa (Festival do Rio 2025)
thriller psicológico Foto: Reprodução Vencedor do Troféu Redentor de Melhor Filme pelo Júri Popular na Mostra
- Crítica | Harley Quinn (3ª temporada)
e fáceis de conquistar o público nunca foi novidade, mas com ‘Harley Quinn’ esse toque de Midas se mostra
- Crítica | A Conspiração Condor (Festival do Rio 2025)
Foto: Reprodução Sturm se mostra ciente desse desafio, mas tropeça ao subestimar a inteligência de seu
- Crítica | Abbott Elementary (2ª temporada)
Não foi por sorte que Abbott Elementary levou três dos sete prêmios aos quais foi indicada no Emmy de 2022
- Crítica | A Última Coisa que Ele me Falou (Minissérie)
Série do Apple TV+ é convidativa com elenco bastante conhecido, mas derrapa nas escolhas óbvias. Foto: Divulgação Fazer minisséries baseadas em livros é, sem dúvidas, uma das principais fórmulas atuais da produção de conteúdo dos streamings. Uma dos mais recentes casos é a minissérie A Última Coisa que Ele me Falou, lançada no Apple TV+ e finalizada na última semana. Com sete episódios baseados na história de Laura Dave, a trama gira em torno de Hannah Hall (Jennifer Garner), uma mulher que agora vive com o novo marido e a enteada em uma cidade calma e costeira nos Estados Unidos. Porém, de forma inesperada, Owen (Nikolaj Coster-Waldau), marido de Hannah, desaparece sem deixar vestígios ao mesmo tempo em que uma investigação do FBI se aproxima da empresa em que ele trabalha. Repleta de dúvidas e precisando lidar com Bailey, filha adolescente de Owen, que parece odiá-la, Hannah começa a se debruçar sobre o passado de Owen e descobre que talvez ele não seja quem diz ser. Trazendo no seu ciclo principal, atores veteranos e bem conhecidos do público, a minissérie consegue chamar atenção. Especialmente nos primeiros episódios, A Última Coisa que Ele me Falou desenvolve bem o mistério que envolve Owen e as inseguranças que percorrem Hannah ao se sentir enganada por quem ela mais amava. O fato é que são as atuações e o carisma do elenco que seguram o telespectador durante todos os seus episódios. Foto: Divulgação No decorrer da história, a minissérie toma os rumos mais clichês possíveis para solucionar as peças do quebra-cabeça e coloca os personagens em situações irreais para desenvolvê-las. Além disso, o ritmo é lento, não envolve e torna os episódios um marasmo sem fim. Não tem como se importar com o que acontece com os protagonistas, pois, você não consegue ter nenhum tipo de empatia com eles. A Última Coisa que Ele me Falou cumpre seu objetivo de adaptar bem a história do livro e só. Faltou lembrar que uma minissérie precisa expandir e solidificar uma trama que no seu material original já era repleta de lacunas. Nem todos os livros de sucesso precisam ser adaptados e essa minissérie é a prova cabal disso. Nota: 2/5
- Crítica | O Chamado 4: Samara Ressurge
Um filme tão ruim que te faz querer assistir a fita amaldiçoada na íntegra e ser assassinado por Samara para não vê-lo Foto: Divulgação Nos anos 2000, uma geração de fãs de filmes de terror ficou marcada pela presença de Samara Morgan e o seu VHS macabro. O Chamado e O Chamado 2”foram lançados 2003 e 2005 e adaptaram para o público americano o longa japonês Ringu de 1999. Depois de tantos anos, a franquia, sem dúvidas, se consolidou como um dos maiores clássicos modernos do gênero com diversas continuações e versões nos dois países. A mais recente delas foi intitulada O Chamado 4 - Samara Ressurge e chega às salas de cinema do Brasil nesta quinta-feira, 27. Antes de tudo, vale ressaltar que na verdade o longa foi produzido no Japão e está posicionado no mesmo universo da versão japonesa, então, não estamos lidando aqui com Samara Morgan (criada na versão americana) e sim com Sadako. Nesse contexto, a vilã já possui características muito próprias que já se proliferaram em outros capítulos da franquia (como o que Sadako enfrenta Kayako, de O Grito). A confusão é clara: Mesmo sendo uma sequência da franquia japonesa, o longa foi traduzido no Brasil como se fosse o quarto filme da franquia americana. Mas seguindo para a história que temos agora, em O Chamado 4, somos apresentados a uma atualização moderna e tecnológica da história de Samara/Sadako que agora é invocada através de vídeos amaldiçoados que são disseminados pela internet. Além disso, as vítimas também morrem em 24 horas, não mais sete dias, como de costume. Nesse cenário, Ayaka, uma estudante de pós-graduação, depois de saber que sua irmã assistiu ao conteúdo por diversão, tenta desvendar os mistérios por trás do vídeo. Foto: Divulgação Dirigido por Hisashi Kimura e escrito por Kôji Susuki e Yuga Takahashi, O Chamado 4 - Samara Ressurge não é uma história de terror como estamos acostumados a ver. No longa, a trama de Samara se mistura a uma tentativa de comédia pastelão que não funciona em nenhum momento e mais lembra a participação da vilã em Todo Mundo em Pânico do que seus próprios filmes. Obviamente, o filme consegue ser visto de forma solitária, pois, não faz nenhuma menção a lendas e a história de Samara/Sadako, tornando a mesma vazia e sem nenhuma motivação relevante. Tentando seguir uma linha narrativa que envolve a disputa da ciência com o misticismo, o roteiro do filme se perde nessa dualidade de gêneros e não entrega um bom filme. Além disso, toda a construção de personagens é extremamente caricata, fazendo com que todos sejam muito insuportáveis. O Chamado 4 tem também uma fotografia muito clara e uma trilha sonora totalmente destoante e essa falta de cuidado com os aspectos técnicos não ajudam e tornam o longa uma experiência difícil de ser assistida. Essa nova versão não faz jus aos bons longas do início dos anos 2000 que fizeram sucesso para o público e também não faz jus aos bons filmes que foram produzidos no Japão nos últimos anos. O Chamado 4 - Samara Ressurge é ruim em todos os aspectos e não merece ser colocado junto dos outros longas da franquia. Nota: 0,5/5












