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Resultados da busca por "crítica mostra 2026"

1325 resultados encontrados para "crítica mostra 2026"

  • Crítica | Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda

    Continuação adapta bem as questões geracionais e entretém, mesmo sendo previsível. Divulgação Vinte e dois anos depois de Tess (Jamie Lee Curtis) e Anna (Lindsay Lohan) terem enfrentado uma crise de identidade, Anna agora tem uma filha e uma futura enteada. Enquanto enfrentam os desafios da união de duas famílias, Tess e Anna descobrem que o raio pode cair duas vezes no mesmo lugar. Como é de consenso geral, o lado positivo de se chegar onde quer que seja com as expectativas baixas é que o mínimo básico alcançado se torna um resultado positivo. E é exatamente neste contexto que Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda passa por média. Estamos vivenciando o recente período de pós-fracassos de qualidade (e às vezes de bilheteria) dos remakes e continuações de Hollywood, especialmente da Disney. Toda derivação anunciada vem com um olhar de desconfiança e quase nenhuma empolgação a não ser por parte dos fãs daquele produto. E ainda que este filme tenha sido uma ideia pensada essencialmente para lucrar, ainda consegue ter alguns bons momentos, mais do que era esperado, preciso confessar. O primeiro ato é uma bagunça desgovernada e por vezes vergonhosa. Ele tenta reinserir as personagens já conhecidas e apresentar novos nomes num ritmo quase vertiginoso, empurra várias piadas sem cabimento nos tempos do texto e cria situações ridículas que poderiam ter escalas menores de desdobramentos e ainda serviriam para o propósito pensado. Mas quando as grandes trocas acontecem é que a diversão começa, e até mesmo as bagunças que ainda persistem ficam mais organizadas, e justificadas. Divulgação O roteiro sabe atualizar a mensagem central de “se colocar no lugar do outro”, uma metáfora completamente literal desde a primeira versão do filme nos anos 70. O conflito de gerações na troca de papéis com mais uma camada, e dessa vez adicionando um elemento externo aos laços de sangue, abre um leque diversificado de brincadeiras, piadas e lições de moral, e o texto abraça o máximo que pode. Me peguei algumas vezes me inserindo nos embates encenados, algo que não fazia quando era adolescente e assistia ao filme de 2002 incontáveis vezes. Existe aqui uma sensibilidade no trato do enredo que se preocupa em não deixar suas personagens fazendo trapalhadas ao léu, e amarra tão bem quanto pode suas motivações e objetivos. Mesmo tendo um desfecho detalhadamente previsível, é de fato surpreendente o quão engraçado e, sim, emotivo, o filme consegue ser com uma premissa repetida. É notório que foi um trabalho divertido para todos os envolvidos na frente e por trás das câmeras, destaco os retornos de Lindsay Lohan e Jamie Lee Curtis que, mais uma vez, são a alma da produção. Nota: 3/5

  • Crítica | Kasa Branca

    Não poderia começar a crítica sobre Kasa Branca, longa brasileiro que estreia dia 30/01, sem falar sobre uma relação silenciosa entre os dois, com muito carinho e dedicação que o diretor, Luciano Vidigal, mostra Luciano Vidigal nos mostra a outra face da periferia por meio de uma fotografia sensível e um roteiro

  • Crítica | The Crown (5ª temporada)

    Série entrega o ano mais enfadonho da família real Divulgação: Netflix Em 2020, quando a pandemia do Covid-19 explodiu se estendendo até 2021 ainda de forma trágica, diversas produções foram paralisadas decorrência disso, várias séries acabaram atrasando por bastante tempo seu lançamento, deixando o ano de 2021 'Angels in America' na categoria de minissérie em 2004 e por 'Schitt's Creek' em comédia no ano de 2020 teve a má sorte de em menos de dois anos, sua personagem ter tido duas interpretações aclamadas pela crítica

  • Crítica | Looney Tunes – O Filme: O Dia Em Que a Terra Explodiu

    Diante do impacto que eles deixaram sobre gerações de crianças, chega ser curioso que apenas em 2025 Terra Explodiu parece uma anomalia para as animações contemporâneas, mas justamente por isso o longa se mostra uma experiência tão refrescante, que se mostra à altura do legado deixado pelos desenhos de Looney Tunes

  • Crítica | O Mez da Gripe (15º Olhar de Cinema)

    Mez da Grippe, letreiros informam que o material de arquivo apresentado no filme foi encontrado em 2021 As narrações de Ivo perdem sua organicidade (e a declamação teatral se mostra cada vez mais deslocada

  • Crítica | Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes

    ex-parceiro, o ladino Forge (Hugh Grant), que os traiu e se aliou à uma maligna feiticeira (Daisy Head) — se mostra

  • Crítica | Argentina, 1985

    Por isso, é preciso dizer que um dos grandes diferenciais do filme, que foi vencedor do Prêmio da Crítica Divulgação: Tulip Pictures / Prime Video Em termos técnicos, o filme também mostra porque é digno de Isso não se mostra verdade somente pela revisita que faz a essa importante página da história argentina O longa mostra o exemplo a ser seguido para os filmes históricos no tear de suas visões sobre determinados

  • Crítica | O Cavaleiro dos Sete Reinos (1ª temporada)

    Na sua primeira cena, vemos Dunk enterrar seu mestre, Arlan de Centarbor (Danny Webb), e refletir sobre Mesmo com algumas decisões narrativas que não se pagam sempre, O Cavaleiro dos Sete Reinos se mostra

  • Crítica | Sra. Harris Vai A Paris

    No entanto, ao chegar lá, o ambiente da alta costura não se mostra disponível e acessível a Ada, que Seja pela fotografia inebriante ou pelo figurino impecável, e indicado ao Oscar 2023, diga-se de passagem

  • Crítica | Estômago II - O Poderoso Chef

    Continuação é simpática, mas se perde em meio as caricaturas e as autorreferências Foto: Divulgação Nesta nova história, que se passa dezesseis anos após os acontecimentos da primeira, Raimundo Nonato (João Miguel) conseguiu conquistar uma posição confortável se aproximando dos poderosos da prisão, por meio do seu inigualável talento para a culinária. Ele cozinha para o diretor do presídio, para o líder dos detentos, Etecétera (Paulo Miklos), e para os carcereiros, com requintes de alta gastronomia. Mas, a chegada do mafioso italiano Benedetto Caroglio (Nicola Siri) à prisão vai abalar as estruturas e colocará o chef no epicentro de uma feroz disputa de poder. O novo longa-metragem do diretor Marcos Jorge segue os passos do primeiro em relação ao tom bem-humorado e a tentativa de criar o suspense motivador que liga as duas histórias. Na primeira parte ele acerta, na segunda erra o tom e não consegue harmonizar. O arco narrativo do personagem Caroglio, infelizmente o novo protagonista, disputa tempo com o arco da prisão, onde o personagem Raimundo Nonato “Alecrim” fica escanteado e perde espaço para o personagem de Paulo Miklos. O Alecrim se reduz à motivação para esses outros personagens e vira o elo que tenta ligar suas histórias. Usei “infelizmente” porque o carisma do filme e a identidade do roteiro estão intrinsecamente ligados ao personagem de João Miguel, um dos grandes acertos da primeira produção. Foto: Divulgação Para além disso tem a questão da representação caricata da família mafiosa que é exatamente o que se espera de uma representação de família italiana mafiosa por uma lente humorística brasileira. Não é categoricamente ruim, mas não imprime qualquer traço criativo que justifique a escolha e as decisões tomadas para inflar o texto tanto a ponto de romper com o antigo protagonista como aconteceu. Entre os novos nomes do elenco se destacam os italianos Nicola Siri e Marisa Laurito que conseguem ter os melhores momentos em cena, os demais ou não tem personagens que demandem muita expressividade ou realmente estão abaixo do mínimo esperado para um resultado positivo. Ainda assim, o filme diverte, como falei no início, mesmo que as custas dos traços do anterior. Do primeiro para cá o cinema gastronômico já viu várias outras produções que conseguiram usar o alimento como meio ou mensagem de forma a serem lembrados pelas suas abordagens, e por mais que Estômago 2 não deixe uma marca forte como seu antecessor, ao menos consegue satisfazer enquanto pode ser degustado. Nota: 3/5

  • Crítica | A Longa Marcha: Caminhe ou Morra

    A caminhada pela estrada da vida tem boas reflexões, mas carece de ação para segurar o ritmo. Divulgação A Longa Marcha: Caminhe ou Morra se passa num futuro distópico em que os Estados Unidos vive sob um regime autoritário, e em que uma competição mortal recruta todo ano um grupo de cinquenta jovens meninos para o que eles chamam de A Longa Marcha. Um dos escolhidos deste ano é o adolescente Ray Garraty (Cooper Hoffman) e a regra é clara: se mantenha caminhando, sem parar para não ser baleado enquanto essa prova brutal de resistência é transmitida para milhares de espectadores ao redor do país. É preciso andar e andar até o último sobrevivente permanecer de pé. O prêmio é ser concedido um único desejo pelo resto da vida, mas será preciso lutar para sobreviver aos obstáculos e à exaustão. Baseado num romance de Stephen King, o longa-metragem já inicia com a difícil missão de dar vida a uma narrativa que, embora sempre em constante movimento físico, tem uma proposta evolutiva, em parte, estática, afinal, é literalmente jovens caminhando, conversando e morrendo o filme todo. E, piadocas à parte, é por isso que inevitavelmente ele acaba cansando. O texto se sustenta em cima dos diálogos dos personagens, pelos quais conhecemos suas personalidades e um pouco do contexto em que aquele universo se passa. Inclusive o roteiro não se preocupa em dar muitos detalhes sobre as causas e as consequências dessa maratona mortal, o que, numa camada mais superficial, não interfere no entendimento da história, mas num âmbito mais aprofundado levanta várias questões sobre a lógica e também a logística do evento. De toda forma, as falas e o trabalho do elenco ajudam a tocar o enterro pra frente, mas não são o suficiente para segurar o ritmo e a frequência de momentos. De forma literal, algumas explicações ajudariam a dar mais embasamento à credibilidade da marcha, de forma metafórica é fácil compreender que a peregrinação funciona como rito de amadurecimento ou como resumo compacto de um monimito de resistência. Divulgação Deixando de lado os excessos gráficos de violência e o tom mais agressivo, o longa em muito se assemelha às produções aventurescas hollywoodianas das décadas de 70 e 80, onde jovens passavam por perrengues motivados pelas mais inimagináveis aleatoriedades e ao final descobriam uma preciosa lição de vida e amizade. Esteticamente falando também, o filme parece se inserir num período entre essas duas décadas, o figurino, a ambientação e o design de objetos na direção de arte ajudam a criar essa atmosfera delimitante de tempo e espaço e servem para desenhar um pouco das circunstâncias. O elenco de rapazes conduzidos com vivacidade por Cooper Hoffman e David Jonsson funciona muito bem dentro da estrutura do enredo e consegue se apresentar com precisão sem disputar espaço de tela. O resultado, no entanto, carece de ação propriamente dita, de pontos de inflexão que marquem a diegese como pausas de respiro mesmo, afinal a exaustão dos personagens não precisava estar impressa na cadência do filme como aventura. Nota: 3/5

  • Crítica | DTF St. Louis (Minissérie)

    A estranheza é um dos principais trunfos na nova produção da HBO, que é a cara do canal. Divulgação A HBO é conhecida por ser pioneira em tantos aspectos da televisão, ousar e não impor limites quando se quer contar uma boa história, principalmente no fator humano da coisa. Sua minissérie mais recente pode não ser exatamente revolucionária, mas consegue se diferenciar bem na maneira de construir sua narrativa e é através das bizarrices habituais das séries do canal que ela encontra o melhor jeito de nos apresentar uma espécie de triângulo amoroso na crise da meia idade composto por Jason Bateman, Linda Cardellini e David Harbour, e que acaba em tragédia. Criada por Steven Conrad (Patriot), a minissérie de sete episódios soube equilibrar bem o drama, o mistério e o humor ácido, o que me trouxe conforto depois de ficar receoso com as primeiras horas, de que o “quem matou?” se sobressaísse à dinâmica do trio, que na minha visão, era bem mais interessante de se assistir. Felizmente, foram complementares. Jason Bateman é Clark Forrest, o homem do tempo no telejornal local, enquanto David Forrest é Floyd, o intérprete de libras. Os dois formam uma amizade, mas isso não impede que Clark e Carol (Linda Cardellini), esposa de Floyd, tenham um caso. O casamento de Carol e Floyd está em apuros, principalmente no âmbito sexual, o que deixa a brecha para que Clark adentre ali. Floyd tem diversos problemas de autoestima, enquanto Clark é mais confiante, o que desperta em Carol um interesse maior e é o começo dessa dinâmica que tem contornos surpreendentes e inusitados, para dizer o mínimo. E eu não falarei muito para não dar spoilers, mas é importante ressaltar que há um amor genuíno entre Carol e Floyd e uma amizade real entre Floyd e Clark, mas não há mais do que desejo entre Carol e Clark. Divulgação É complexo assim mesmo e foi uma delícia acompanhar semanalmente, não só pelo texto de Conrad ser tão afiado, mas pelos atores estarem espetaculares. Particularmente não sou muito fã de Jason Bateman fazendo drama e acho que ele nunca consegue sair do lugar comum, seja em Ozark ou, mais recentemente, em Black Rabbit. Não que ele seja ruim, mas não dá para exaltar. Aqui, com a direção correta, ele consegue explorar mais camadas de seu personagem, o que o faz um excelente parceiro de cena para David Harbour, que expõe as fragilidades de seu Floyd de uma forma sutil ao mesmo tempo que trágica, que é difícil não se comover com sua trama. Linda Cardellini faz de Carol uma mulher com semblante cansado, que acha um refúgio, mas que talvez não seja exatamente o que ela quer. Entre erros e acertos, esses personagens são construídos e se desenvolvidos como humanos, e em meio a absurdos, percebemos que a normalidade pode ser superestimada. Há de se falar também, claro, em Richard Jenkins e Joy Sunday, que são os detetives que investigam o caso – a tragédia que eu falei acima. Ambos ótimos e Jenkins tem um timing cômico fantástico, reagindo às descobertas na investigação. Com menos tempo de tela, mas sempre roubando a cena quando aparece, temos o sempre genial Peter Sarsgaard, com um personagem um tanto, digamos, curioso, mas que reflete bem a essência da minissérie. E acho que essa essência pode ser resumida na pergunta “afinal, o que é ser normal?”. Sem dúvidas, Steven Conrad decide questionar a normalidade e os padrões aqui, nos convidando a refletir sobre a vida, a solidão, a vulnerabilidade, principalmente de uma perspectiva masculina. Sabemos que não é comum homens se abrirem e falarem sobre o que estão sentindo, mas o roteiro de Conrad é muito eficaz em descascar estas camadas e expor o que se esconde por trás das cercas brancas de vidas aparentemente perfeitas, seja nos excelentes diálogos ou em cenas silenciosas, que aprofundam ainda mais aqueles personagens, principalmente Floyd e Clark. No início do texto, eu falei como um “quem matou?” poderia tirar o foco do que realmente importava: a dinâmica entre o trio. Felizmente, este receio ficou para trás no decorrer dos episódios e no último, com a resposta do mistério, ficou claro que a intenção de Conrad não era somente fisgar a audiência, mas sim encerrar aquele ciclo, e isso foi extremamente comovente para fechar esta história. Foi trágico, mas fez todo sentido com o que foi construído até aqui. O título do episódio final é No One’s Normal. It Just Looks That Way From Across the Street, o que em português quer dizer Ninguém é Normal. Mas de Longe Todo Mundo Parece Ser. DTF St. Louis nos convidou a chegar mais perto e a enxergar aquelas pessoas despidas – literalmente ou não – e nos convidando a refletir que não existe normalidade e muito menos perfeição quando se trata de seres humanos na melhor minissérie do ano, até então. Que a HBO continue permitindo seus criadores a mostrarem as feiuras e belezas da intensa jornada que é viver, com toda estranheza disfarçada de normalidade. Nota: 4,5/5

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