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Crítica | Tudo Em Todo Lugar Ao Mesmo Tempo

Weslley Oliveira

08 de set de 2022 · 2 min de leitura

O longa é uma aula de como construir um multiverso sem perder a originalidade e autenticidade.

Nos filmes de ficção científica, algo que é sempre tocado é a questão do Multiverso. E por ser um assunto popular, já foi abordado de inúmeras formas. Mas, nenhum longa chegou ao ponto que ‘Tudo em Todo o Lugar Ao Mesmo Tempo’ abordou. Uma das maiores surpresas deste ano, o filme chegou aos cinemas no final do mês passado e é uma aventura eletrizante.


Acompanhamos Evelyn Wang (Michelle Yeoh), uma mulher nos seus quarenta e poucos, descendente de chineses que deixou tudo para trás para seguir o famoso “american dream” com seu marido. Com isso, vivem do lucro de uma lavanderia. Até que em um dia, Evelyn é arrastada para uma aventura interdimensional em busca de salvar o mundo de uma ameaça bem conhecida.


Nos últimos tempos, é notória a falta de originalidade em Hollywood. E é muito interessante ver um filme com história original de qualidade fazendo sucesso ao redor do globo. E isso não seria possível sem uma trama e roteiro coesos, além de uma boa direção e um elenco incrível.


E falando em elenco, Michelle Yeoh está no ápice de sua carreira dando vida a Evelyn neste longa. Por se tratar de um filme que aborda a questão de múltiplos universos, ela consegue adicionar elementos diferentes para cada mundo diferente, mas mantendo a essência da personagem, que no final de tudo é apenas uma mãe e mulher em busca de sua felicidade plena. Outro grande destaque vai para Stephanie Hsu, que tem cenas incríveis ao decorrer dos altos e baixos da narrativa.

Os Daniels, diretores do longa, conseguiram abraçar o rídiculo - no melhor sentido da palavra - no filme e podemos perceber que tudo feito é uma grande homenagem ao cinema, principalmente ao da Ásia, trazendo cenas com lutas de artes marciais, além de referências diretas a obras deste continente. Tudo isso de uma forma diferente e original.


E a palavra chave é esta, originalidade. ‘Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo’ transpira originalidade ao longo de suas duas horas de duração. A grande aposta da A24 deste ano consegue superar todas as expectativas que venham a ser criadas pelo espectador. Com a campanha certa, podemos vê- lo indicado, sem grandes dúvidas, ao Oscar 2023.


Nota: 5/5

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Atualizado: 8 de out.

O longa é uma aula de como construir um multiverso sem perder a originalidade e autenticidade.

Nos filmes de ficção científica, algo que é sempre tocado é a questão do Multiverso. E por ser um assunto popular, já foi abordado de inúmeras formas. Mas, nenhum longa chegou ao ponto que ‘Tudo em Todo o Lugar Ao Mesmo Tempo’ abordou. Uma das maiores surpresas deste ano, o filme chegou aos cinemas no final do mês passado e é uma aventura eletrizante.


Acompanhamos Evelyn Wang (Michelle Yeoh), uma mulher nos seus quarenta e poucos, descendente de chineses que deixou tudo para trás para seguir o famoso “american dream” com seu marido. Com isso, vivem do lucro de uma lavanderia. Até que em um dia, Evelyn é arrastada para uma aventura interdimensional em busca de salvar o mundo de uma ameaça bem conhecida.


Nos últimos tempos, é notória a falta de originalidade em Hollywood. E é muito interessante ver um filme com história original de qualidade fazendo sucesso ao redor do globo. E isso não seria possível sem uma trama e roteiro coesos, além de uma boa direção e um elenco incrível.


E falando em elenco, Michelle Yeoh está no ápice de sua carreira dando vida a Evelyn neste longa. Por se tratar de um filme que aborda a questão de múltiplos universos, ela consegue adicionar elementos diferentes para cada mundo diferente, mas mantendo a essência da personagem, que no final de tudo é apenas uma mãe e mulher em busca de sua felicidade plena. Outro grande destaque vai para Stephanie Hsu, que tem cenas incríveis ao decorrer dos altos e baixos da narrativa.

Os Daniels, diretores do longa, conseguiram abraçar o rídiculo - no melhor sentido da palavra - no filme e podemos perceber que tudo feito é uma grande homenagem ao cinema, principalmente ao da Ásia, trazendo cenas com lutas de artes marciais, além de referências diretas a obras deste continente. Tudo isso de uma forma diferente e original.


E a palavra chave é esta, originalidade. ‘Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo’ transpira originalidade ao longo de suas duas horas de duração. A grande aposta da A24 deste ano consegue superar todas as expectativas que venham a ser criadas pelo espectador. Com a campanha certa, podemos vê- lo indicado, sem grandes dúvidas, ao Oscar 2023.


Nota: 5/5

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